quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ao virar o ano...

Ao virar mais um ano não vou desejar as banalidades habituais.

Para mim, a passagem de ano de calendário pouco significado tem na minha vida. Comigo, passagem de ano é quando faço anos (1 de Agosto) aí sim, realmente estou mais velha um ano, coincide com as minhas férias e depois o recomeço de mais um novo ano de trabalho. A minha festa de anos é que é a minha passagem de ano.

Normalmente e nos últimos anos, tenho passado "esta" passagem de ano a meditar, em casa ou na praia. Á meia noite fecho os olhos, visualizo o que quero e peço Sabedoria e Protecção. Depois vou dormir. Simples... Não faço questão nenhuma de estar a trabalhar ou numa festa até altas horas, faço sim questão de começar o novo ano de calendário com uma boa noite de sono e acordar junto do meu amor e depois... não é da vossa conta...

Por isso, este ano para mim ainda vai a meio e está a correr lindamente!!!!

A minha viagem ao Egipto não podia ter sido melhor, prometo que irei contar tudo, mas em várias partes, pois é tanto coisa que quero partilhar que nem sei por onde começar... e como estou ainda de ressaca natalícia que coincide com as minhas mini-férias de natal/ano novo, confesso que não me apetece... pensar e estar ao pc. É verdade, adoro esta época pois tenho desculpa para comer tudo o que me apetece, ás horas que quero e não fazer rigorosamente nada. Aproveito estes dias para estar no sofá a comer os quinhentos bombons que me ofereceram e ver tv/filmes. Acho que toda a gente merece uma semana assim por ano!

Bom... aguardem as novidades e a todos o excelente ano 2010!!!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

De partida para o Cairo, Egipto

Depois de amanhã vou voar até ao país das pirâmides. Um friozinho na barriga, começo a sentir e alguma ansiedade...


Já tenho tudo pronto! Anseio esta viagem já algum tempo... preciso urgentemente de sair um pouco do nosso país, preciso de me actualizar, ver novos movimentos, ouvir novas musicas, comprar novos trajes, enfim...


Vou fazer o curso intensivo para profissionais de inverno da Raquia Hassan. É um curso exigente mas muito bom, vão várias bailarinas um pouco por todo o mundo aprender com os melhores mestres de Dança Oriental que existe. Terei o prazer de rever algumas colegas que conheci no mesmo curso á dois anos atrás (fiz este mesmo curso em Dezembro de 2007) mas principalmente irei rever professores fantásticos que tive o prazer de ter aulas.

Vou também matar saudades do Egipto, país que adoro/odeio e que sinto uma afinidade incompreensível, parece que retorno ás minhas origens...

Vou ver as minhas bailarinas preferidas actuar que é sempre um prazer ver de perto, a atitude e carisma delas.

Vou, enfim, "beber água á fonte", aprender mais e aventurar-me para me sentir viva!

Esperem pelo meu regresso, cheia de força e novidades.

Atenção: para quem estiver interessado, vou realizar um bazar com material para dança oriental (lenços, véus, etc...) que vou trazer do Cairo, no dia 19 de Dezembro, na escola Dança Livre (Campolide), das 11h às 13h. Apareça!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O meu espetáculo "Simplesmente Dançando..."


Tenho o orgulho de dizer que o meu último espectáculo foi um sucesso!

Recebi criticas e comentários fantásticos. Muitos que foram assistir chegaram mesmo a dizer que foi um dos melhores que realizei, se não o melhor. O que me deixa extremamente feliz, pois assim sei que continuo a evoluir como bailarina e artista, e se assim não fosse todo o meu trabalho e vida não estariam a fazer sentido.

Senti neste espectáculo uma evolução. Não falo só da dança em si, pois essa parte vou evoluir para o resto da minha vida, mas acho evolui na interacção com público, num espectáculo melhor construido. Tímida por natureza, senti que estou a conseguir quebrar uma espécie de "parede invisível" que há entre o publico e o artista. Senti que o público estava ali curioso e de coração aberto o que me facilitou essa mesma interacção. Até mesmo os mais desconfiados, desarmaram e deixaram-se encantar, através de mim, pela Dança Oriental. E as palmas soaram maravilhosamente no meu ouvido!

Adorei, como sempre adoro, todo o processo de realização de um espectáculo. Desde a ideia, passando pela escolha das musicas, trajes, ensaios, nervos, duvidas, enfim... todo o processo criativo até á sua concretização e mais uma vez tenho o orgulho de poder dizer, que sou a única no nosso país a idealizar, realizar e a ter coragem de fazer um espectáculo deste tipo: a única a dançar (não é nada fácil aguentar todo um espectáculo onde sou a única bailarina que vai dançar), intimista ( o publico não está distante, mas ali á minha frente onde eu sinto toda a energia) e muito egípcio (nada de fusões e outras complicações, dança oriental na sua mais pura vertente).

Adoro imaginar e sonhar, mas depois realmente por esses mesmos sonhos em prática. E este show foi mais um sonho posto em prática que dediquei ás centenas de alunas que já passaram por mim: as que gostam de mim, que me respeitam e admiram e também aquelas que me detestam, dizem mal e fizeram-me a vida negra. Todas elas e alguns eles fizeram com que chegasse onde estou hoje e por isso eu agradeço. Claro que algumas alunas são especiais (elas sabem quem são) e a essas a dedicatória foi emais sentida!

A ti, meu Amor, cada vez que eu danço, é para ti.... e tu sabes disso!

Estou ansiosa por próximos projectos, novos sonhos, e já tenho umas ideias em mente...

"Me aguardem..."
PS: assim que tiver as fotos irei colocá-las na minha página de facebook e algumas partes no youtube.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fazer omeletes sem ovos

Vou contar-vos a odisseia que foi o meu sábado passado.
Comecei cedo com um workshop para crianças, que correu lindamente, os mais pequeninos têm um sentido de descontracção que é belo, dançam com uma pureza que só se vê mesmo nestas idades... a seguir ensaio com o meu querido amigo Américo Cardoso, para o meu show dia 21, até aqui tudo bem...
Vou para casa, almoço, preparo a mala com fatos e adereços para a longa noite de trabalho que irei ter: dançar num jantar de aniversário de um VIP e serão no Al-Sahara.
Descanso toda a tarde pois nunca sei como será a noite!
Preparo-me (maquilhagem e cabelos) e lá vamos (eu e o meu amor, fiel manager) em rumo ao restaurante onde estava a decorrer o tal jantar de aniversário. Começa a aventura...
Primeiro que estacione é um tormento, começa aí os meus nervos, tinha de lá estar às 21h30, eram 21h35 e ainda andávamos à procura de lugar, já irritada peço-lhe para estacionar na rotunda. Assunto arrumado! Se apanhar multa logo se verá...
Vamos a correr para o restaurante, chego, combino tudo com a pessoa que me contratou e só nessa altura é que sei para quem é a festa, é para o pessoa famosa com pessoas também famosas, fiquei um pouco apreensiva... os nervos começaram-me a subir pelas pernas... lição numero um da noite: nunca se sabe quem vamos encontrar! (por questões de respeito á privacidade de quem me contratou não vou poder dizer quem fazia anos ).
Dei o meu cd com as duas musicas que iria dançar e peço para experimentarem não vá o cd não dar... e lá puseram o cd enquanto me fui vestir, esperando que me dessem sinal para começar a dançar (era uma surpresa, ninguém da festa sabia que iria dançar). Esperei e esperei enquanto não conseguiam pôr a bendita da musica do início... já me estava a passar... tinha de me despachar que ainda tinha de ir para outro lado... bom, lá conseguiram e lá fui eu... e aqui é que começo a fazer as "omeletes sem ovos".
A música estava baixíssima e ainda por cima, estava lá um grupinho de crianças que quando me viram ficaram histéricas, não me deixando ouvir nada. Primeiro que tudo ficasse em silencio, já tinha passado quase metade da primeira musica e eu a dançar... sem espaço nenhum, tive me colar ás pessoas e agora imaginem: tinha a melaya e o véu. Tive de desistir logo destes dois adereços... e continuar sem espaço, sem ouvir a musica mas a ouvir os comentários que faziam... e aprendi a lição numero dois da noite: ainda em Portugal confundem strippers com bailarinas orientais. Que desgosto, mesmo assim, continuei com a consciência que tinha de brilhar e brilhei. Fiz uma omelete... fantástica e não sei como. Sem ouvir a musica, crianças e adultos a falarem, sem espaço... não sei como consegui! Só sei que no final todos me aplaudiram e os "terroristazinhos" já nem queriam que fosse embora.
Missão cumprida e omelete feita, despeço-me e lá vou para para o outro local fazer outra omelete.
De novo desespero para estacionar. Conseguimos e lá vou eu para mais uma maratona de quatro danças repartidas até ás 1h30 da manhã.
No bar, nada de novo, mas nesse dia as pessoas estavam particularmente histéricas, e não se calavam. Ao dançar a primeira musica só pensava: "é pá fumam lá uma xixazinha para se acalmarem." mas os meus pensamentos não bastaram, lá tive de dançar de novo com barulho de fundo e (esta foi nova) chão escorregadio (estava a chover lá fora e quando entravam traziam um pouco da chuva para dentro). Esta omelete foi mais difícil pois ia dando um tralho de todo o tamanho. A noite estava complicada, e eu a ficar sem paciência...
Lá dancei as outras músicas, mas pedi para porem bem alto, pode ser que assim percebam que está alguém a executar uma dança e se calem. Lá resultou... mas dançar mais uma vez colada ás pessoas não é lá muito confortável e ainda por cima com os pés no chão que continuava molhado, sem aquecer e sem alongar minimanente o corpo... Mais uma vez não sei como consegui...
Fim da noite! Vou vestir-me na casa de banho já completamente suja e faço uma ginástica esquisita para ver se consigo não sujar os meus trajes, resultado: ia incendiando um véu! Por sorte não queimou o traje que estava por cima!
Volto para o carro completamente esgotada física, mental e emocionalmente. E penso: vou para casa finalmente!!!
Chego ao carro, e imaginem: ele não pega! "f..., só me faltava mais esta!!!" Disse eu.
Digam lá que não é uma odisseia... mas as omeletes ficaram boas... isso é o que interessa. Como as faço acho que começa a ser obra divina.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Confissão...


O meu espectáculo de dia 21 de Novembro está a chegar e confesso que estou cheia de medo...


Medo que não apareça ninguém...

Medo que faça má figura...

Medo de dançar mal...

Medo que me achem gorda e sem jeito...

Medo de desiludir as minhas fiéis alunas...

Medo de falhar...

Medo de não surpreender...

Medo que não gostem do show...

Medo...


Também tenho muitas inseguranças, principalmente antes de cada show. Não é fácil expor-nos desta maneira, mas é o meu trabalho, a minha paixão. Antes de dançar digo para mim mesma "para quê que me meti nisto, devia é ter ficado quieta!" mas depois tudo acontece e desejo sempre voltar a repetir.

Que vida a minha...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As Minhas Memórias - 4ªparte - Arquitectura ou Dança?

Escolher entre a profissão académica e a profissão do coração, foi uma das decisões mais difíceis, se não, a mais difícil que tive de tomar até hoje.
A escolha que acabei por seguir, não a decidi de um dia para o outro, demorei anos a perceber que um caminho, embora bem visto pela sociedade, me levaria á frustração e o outro, completamente mal interpretado, me desafiaria ao longo da minha Vida.
Como todos sabem, segui o que o coração me gritava: Dançar.
Como todos os adolescentes, tive imensas dúvidas, principalmente a partir do 9ºano, do que queria fazer quando fosse adulta. Embora soubesse que a minha paixão fosse a dança, cresci a ouvir dizer que isso não era profissão, que a Arte em geral não enchia barrigas, não pagava contas e o pior: era mal visto. Desde a pintura, á escultura, ás artes gráficas, ao teatro, etc... não era um trabalho, era qualquer coisa... menos uma profissão digna. Todas menos Arquitectura.
Como sempre percebi que não poderia seguir dança ( a clássica) pensei sempre em seguir alguma coisa relacionada com Artes e claro só tinha uma hipótese digna de satisfazer a sociedade, ou melhor, os meus pais, se é Artes, só pode ser Arquitectura. E lá fui eu! Todos (pais) super orgulhosos e eu completamente iludida a entrar na faculdade...
Muitos perguntam-me ou ficam admirados por:
1º ter um curso superior - uma bailarina de dança oriental formada?!!!
2º Arquitectura - não é um curso qualquer, dizem muitos, é uma formação respeitável!
3º e agora danças... Dança Oriental?!!! - o que se passou pela minha cabeça, ter uma licenciatura e trocar isso por dança?!!
Pois posso dizer toda orgulhosa que sou licenciada em Arquietctura pela faculdade Lusíada, e não me arrependo nada de ter estudado e ter ido para a faculdade. Mas não amava Arquitectura, não sonhava em ser arquitecta, eu nem sequer sabia bem o que isso era... fui porque tinha de ir, não queria desiludir os meus pais, e pensava, vou aprender e vou acabar por gostar e seguir uma grande profissão!
Durante os seis anos (chumbei logo no primeiro ano, para verem a ilusão que estava metida) de faculdade "sofri" uma das maiores transformações: passei de criança a adulta e foi lá que, através da própria formação, colegas, e extraordinários professores que tive o privilégio de ter aulas, percebi que não adianta lutar contra a nossa natureza e o mais importante é seguir o que nos vai na alma, nem que para isso choque tudo e todos á nossa volta.
Foi isto que aprendi na faculdade: armas para lutar pelos meus sonhos.
No início do curso percebi logo que não achava muita piada aquilo, fazia por pura obrigação, já que lá estava tinha de continuar... a meio do curso já um pouco desesperada por nunca mais terminar, conheci o meu marido (a faculdade também serviu para isso, além de me encontrar a mim própria, encontrei o Amor da minha Vida) e foi ele que me ajudou a continuar. Nos últimos dois anos, só pensava em desistir, tinha começado a ter as aulas de Dança Oriental, que me fez repensar naquilo que realmente queria para a minha vida, já não aguentava mais aquele curso e aquela faculdade.
No último ano pensei mesmo em sair, mas como estava a terminar, decidi (e ainda bem que o fiz) terminar, embora, no meu intimo já tivesse decidido que acabava o curso mas nunca mais pegaria num projecto. E foi isso que aconteceu! Acabei a faculdade á seis anos e o meu último projecto foi o meu trabalho final de curso... e digo-vos que não tenho saudades nenhumas!
Queria ser bailarina, o meu sonho de criança... e imaginem quando disse isto aos meus pais... não, não imaginam!
Gostaria muito de vos dizer que os meus pais aceitaram lindamente, aplaudiram de pé e me disseram: força filha!!! Claro que isso não aconteceu, muito pelo contrário...
A desilusão de eu não seguir uma profissão "digna" e que tanto projectaram para mim foi grande, e ainda hoje, embora a uma outra escala, acham que não trabalho, faço algumas coisas... mas não é trabalho com futuro.
Se é ou não, não sei, mas pelo menos tive a coragem de seguir aquilo que realmente queria e ninguém me pode dizer que fui "obrigada" a dançar. Segui o meu coração, mas foi muito difícil enfrentar o estigma da sociedade, pais e até os meus próprios preconceitos e tabus.
Só depois de ter começado a dar aulas e a apresentar-me em público é que comecei a entender o difícil caminho que tinha escolhido, pois de de inicio pensei que tudo iria ser mar e rosas. Mais uma vez iludida!!! Tive e tenho de trabalhar muito e provar muito a muita gente que não era uma decisão por puro capricho de menina mimada.
E provei!!! Embora os meus pais continuem a achar que não é profissão e que não trabalho, aparentemente, respeitam a minha decisão, mas não aprovam... e ainda hoje sinto uma mágoa por isso... queria muito que entendessem...
Incrível, mas a única pessoa que me entendeu e apoiou, foi o meu marido. Embora quando abordei o assunto de que "se calhar não é arquitectura que quero fazer" ele tenha reagido mal e não tenha percebido na altura, eu querer "jogar fora" anos de estudo.
Namorávamos na época, e ajudou-me em todo o processo inicial, principalmente quando tinha grandes discussões com os meus pais. Apoiava-me indo aos locais onde ia dançar e chegou mesmo a aprender um pouco de percussão para me acompanhar em exibições!!!
Muito me disseram que me ia arrepender, e não desminto que já houve momentos que pensei: " o que fiz da minha vida, devia ter feito o estágio e estar num atelier", mas são só momentos. Adoro a minha Vida e adoro o que faço, sinto-me orgulhosa de ter sido eu, na altura certa, ter pegado nas rédeas do meu futuro, e ter ouvido o meu coração, não me deixando influenciar por preconceitos, opiniões, experiências de vidas, o que dá dinheiro, estabilidade, etc... Escolhi dançar, escolhi sentir-me bem naquilo que faço, embora seja difícil o caminho, mas pelo menos é o Meu caminho.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O absurdo do desequilíbrio que há no mundo

Mais uma vez estou a fazer uma dieta...
Quando me forço a passar um pouco de fome, a privar-me da abundância e variedade de alimentos que me rodeia, penso no desequilíbrio que há no mundo, pois não muito longe daqui há países e pessoas que davam tudo para ter os alimentos de que me privo.
Meio mundo obeso e meio mundo a passar fome...
Não é absurdo?!

Gratidão/Ingratidão

Para pensar:

"Se queres ver Deus a rir, mostra-Lhe os planos que tens para a tua Vida."

Que sabemos nós do nosso futuro...

Desde a última sexta feira até precisamente à pouquinho, o conceito de gratidão / ingratidão tem-me passado pela frente com exemplos bem explícitos e em tempo real, fazendo-me reflectir mais uma vez sobre a minha Vida.

Cada vez mais tenho procurado estar grata primeiro pela minha Vida e depois por tudo que tenho e acontece, mesmo que por vezes aconteçam episódios menos bons ou achemos que temos azar.

Acredito cada vez mais que tudo acontece por uma razão, nem que seja para acordarmos de um sono ou ilusão. Não é fácil sermos gratos quando as coisas não nos correm da maneira que queremos ou imaginamos. Passamos muito tempo da nossa preciosa Vida a iludir-mo-nos com planos cuidadosamente arquitectados para o nosso futuro, quando num "virar de olhos" tudo pode mudar pelas mais variadas razões e aí, em jeito de "birra" culpamos a sorte, Deus e o mundo.

Porque não agradecermos ou pelo menos não lutar contra, quando essas mesmas mudanças acontecem, pois lá mais á frente vamos perceber que se calhar foi melhor assim... Porque não agradecer (achamos nós) o pouco que temos... as alegrias que invadem a nossa Vida que não são assim tão poucas como parece... e estarmos gratos pelas "bênçãos" que nos vão acontecendo.

Acho sinceramente que somos ingratos... pela Vida, por tudo e todos que nos rodeiam...

Com as escolhas, pensamentos, atitudes que fazemos diáriamente, vamos contruindo a nossa Vida e o nosso destino vai-se revelando.

Tenho a sorte de ter pessoas á minha volta que me mostram rigorosamente o poder da gratidão / ingratidão e digo-vos que, quando vejo exemplos de pessoas que ficam tão gratas por pequenos gestos ou acontecimentos penso como vale a pena sentir-mo-nos gratos por tudo na nossa Vida . E, quando essa gratidão é sincera, a Vida, o Universo, Deus envia-nos um sentimento de Paz indescritível (obrigado Cecília por mostras-me a gratidão que sentes por tudo que te rodeia e acontece, como vês eu aprendo mais com as minhas alunas do que vocês comigo...)

Não faço a mais pequena ideia como será o meu futuro, já desisti de fazer planos para Deus rir! Mas uma coisa tenho a certeza: quando me liberto do poder destrutivo da ingratidão, a minha vida flui naturalmente e quando dou, sem expectativas de vir a receber, é aí que as bênçãos acontecem...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Próximos shows - novembro 09

Informo, a todos que estiverem interessados, que estarei a dançar nos seguintes locais e datas:

. Al-Sahara Bar (Santos) - dias 31 Outubro e 6 de Novembro, a partir das 23h.

. Al-Arabiya Bar (Ericeira) - 27 de Novembro, a partir das 23h


Não esquecer:

Espectáculo - "Simplesmente Dançando..."

Convida-o a assistir ao seu mais recente espectáculo:

Sinto dançando,
Medito dançando,
Partilho, dançando,
Vivo,
Simplesmente Dançando…

21 Novembro 09 . 18h30 . 17,50€

Al Sahara Café Bar . Santos
Calçada do Marquês de Abrantes, 72, Santos, Lisboa

Para adquirir bilhetes contacte:
e-mail –
saranaadirah@mail.pt
tlm – 91 4258256

Não perca!!!!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os meus assistentes...


Vejam como os meus luxuosos assistentes "gozam" comigo!

Nesta foto, fingem que são meus fans e que ficam histéricos com o cartaz do meu próximo espectáculo.

Farto-me de rir durante os intervalos entre danças. Além da preciosa ajuda que me dão antes, durante e depois de cada show que dou, ainda conseguem fazer com que as horas passem depressa e de uma forma descontraída, aligeirando a minha tensão.

A minha irmãzinha ajuda-me a vestir/trocar de trajes e a tirar fotos. Já o meu maridinho faz de "manager" e de guarda-costas.

Mas para além de toda a diversão que fazem, eles são também os meus maiores críticos. Os comentários que fazem ao meu trabalho, dança após dança ajudam-me a melhorar de show para show.

Todos nós precisamos de ajuda, e eu mais do que nunca agradeço do fundo do meu coração toda a ajuda que eles os dois me dão, principalmente a do meu marido e amor, que não deixa de me acompanhar a todo o lado que vou dançar e já lá vão muiiiiiitos sítios e a alguns anos.

Ele é o meu maior e melhor critico, oiço sempre com muita atenção tudo o que me diz drante e depois de cada show e raramente me elogia , o que me deixa sempre frustrada a pensar que fiz uma má performance, mas quando me vou deitar completamente cansada, com dificuldade em adormecer devido a esse mesmo cansaço e a rever mentalmente toda a noite, ele diz-me ao ouvido: "descansa minha odaliscazinha..." assim consigo adormecer com a consciência tranquila que dancei fantasticamente.

sábado, 24 de outubro de 2009

Talvez tenha recebido uma missão...


Hoje tenho mais um show, aberto para quem quiser assistir em mais um bar árabe (no Al-Sahara em Santos). Estranho o rumo que as nossas carreiras por vezes tomam.

Está cada vez mais está na "moda" abrirem bares/salões de chá com temáticas árabes e como é da praxe há sempre uma bailarina sextas e sábados para "animar" a noite que prometem ser exótica...

Este tipo de bares surgiram á meia dúzia de anos atrás e na altura eram só uns dois ou três, agora entopem a minha caixa de mail com publicidade, parece que abre um novo todos os meses e todos prometem que lá é que têm o melhor chá, cachimbo de água, a bailarina do momento...

Confesso que nunca me interessou dançar nestes espaços. Sempre achei que não cobriam os meus requisitos mínimos para poder dançar (lembro que dançar não é só demonstrar movimentos uns atrás dos outros, é fazer Arte e acredito que a arte tem de estar inserida num determinado contexto senão fica sem sentido e o que mais detesto é "dar pérolas a porcos"). Estes espaços criam um ambiente que não me agrada particularmente e acho que não são propícios á pratica de demonstrar dança com todo o seu valor. Mas, por vezes temos de nos render ás "modas" e experimentar novos desafios. Se eles vêem ter comigo, porque não enfrentá-los, eles vêem por algum propósito, assim eu acredito.

Se, muitas "bailarinas" ficam em êxtase quando vão executar as suas performances (não uso o termo dançar, pois são muito poucas as que realmente Dançam) nestes bares e acham que estam a realizar grandes apresentações, e são as melhores do mundo, só porque tal individuo esteve a olhar atentamente, não a sua performance mas o seu generoso decote nada disfarçado por um soutien ainda menos disfarçado (já vi trajes de supostas bailarinas que "Meu Deus!" não tenho palavras para descrever o mau gosto e falta de, muitas vezes, vergonha na cara). Para mim, dançar nestes locais torna-se uma missão (se calhar uma missão utópica) de quem estiver a ver-me, VER Dança Oriental. Não fusões, tribalismos, espécies de danças exóticas que infelizmente, colocam tudo no grande saco da Dança Oriental, mas vejam Dança Árabe na sua mais pura e exacta versão. Pretendo que o público que está ali esteja, que supostamente sabe que vai ver Dança Oriental, veja para além do decote, pernas, ventre, lantejoulas, sei que praticamente impossível que não reparem nisso, tanto homens como mulheres, mas não quero que fiquem por aí, quero sim que vejam Arte, quase como se estivessem numa sala de espectáculos a assistir a um espectáculo, que realmente se deliciem com o show, por mais simples que seja e que saiam a dizer: "gostei da bailarina, encantou-me a sua dança, afinal a dança do ventre ( como é vulgarmente chamada) é diferente do que imaginava" e não: "gostei das pernas dela, ela era bem gira"... (para não dizer outros termos).
Dir-me-ão: isso é impossível, ali querem ver é meninas bonitas, com tudo no sítio, querem lá saber da dança...
Não creio que seja impossível, acredito que cabe a nós bailarinas "educar" mentalidades, se calhar sou sonhadora demais, mas este é o meu desejo!
Já que são estes espaços que promovem, grande parte, a Dança Oriental neste país, então quem for a um bar porque também quer ver dança, assista a boa Dança e não só um show de vaidades e exotismos.

Quero marcar a diferença e mudar (pre)conceitos será que consigo?! Pelo menos vou tentar...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Espectáculo: Simplesmente Dançando...


Sara Naadirah
convida-o a assistir ao seu mais recente espectáculo de Dança Oriental:

Sinto dançando,
Medito dançando,
Partilho, dançando,
Vivo,
Simplesmente Dançando…

21 Novembro 09 . 18h30 . 17,50€

Al Sahara Café Bar . Santos
Calçada do Marquês de Abrantes, 72, Santos, Lisboa

Para adquirir bilhetes contacte:
e-mail –
saranaadirah@mail.pt
tlm – 91 4258256

O que seria do mundo...


Se os bailarinos não existissem?

Se os pintores, músicos não existissem?

Se os arquitectos, escultores, escritores, não existissem?

Se os cantores, actores, fotógrafos, não existissem?

O que seria do mundo se os Artistas não existissem?

Oiço muitas vezes dizerem que são dispensáveis, que são pessoas estranhas e com manias, que mais valiam era trabalharem como pessoas normais e deixarem-se de sonhos e projectos que não alimentam barrigas...

Mas será que é mesmo assim? Imaginem não haver música, poemas, dança, pintura... Não seria como o dia sem sol? A noite sem a lua? Um jardim sem flores? Porque é isto que acho que são os Artistas: o sol do dia, a lua da noite, as flores de um jardim...

Eu considero-me uma Artista, e acho que todas as bailarinas, dignas na sua profissão assim o deveriam considerar-se também, com todos os seus deveres e exigências. Mas o que é Ser Artista? É simplesmente uma profissão ou é uma forma de vida? Ou são as duas coisas?

Dizem-me muitas vezes, mesmo em tom de brincadeira: "não fazes nada, que rica vida a tua, trabalhas só umas horas, se trabalhasses das nove ás nove como eu..." mas não será que um artista está 24h sobre 24horas a trabalhar?

Claro que não estou a toda a hora a dançar, mas digo-vos que o meu modo de vida funde-se com a minha profissão e estou constantemente a trabalhar, a imaginar, a criar. Mas para o comum das pessoas isso não é trabalho, é prazer... e o trabalho não pode ser prazer também? Ou só trabalha quem é infeliz na sua profissão?Vou-vos contar um segredo: sabem como tive a ideia e como imaginei o meu último espectáculo? Foi a adormecer. E sabem como escolho muitas das musicas para os meus shows? É a estender roupa ou a fazer o almoço. Como vêem, não paro de trabalhar, e são nos pequenos pormenores do dia a dia que surgem inspirações para criarmos a Arte que embeleza o nosso mundo e que fazem aos simples mortais sonharem um pouco, porque o nosso "trabalho" é precisamente esse Sonhar.

Como seria o mundo, a vida, sem nós, Artistas que são incompreendidos e marginalizados, mas mesmo assim brinda-mo-vos com as nossas pinturas, poemas, esculturas, danças... e quando os simples mortais tomam contacto com a nossa Arte ficam encantados e hipnotizados. E o que recebemos em troca? Maior parte das vezes nada. Então o que nos faz continuar? Masoquismo? Não... continuamos porque simplesmente é o nosso dever como "decoradores da vida", porque quando estou a dançar e uma criança que me está a ver, sorri completamente fascinada sinto que cumpri o meu dever neste mundo, porque quando sinto no publico um encantamento, percebo o quanto é importante a minha dança, porque quando oiço as palmas, preencho a minha Alma.

É destes pequenos reconhecimentos que vive um Artista, que na maior parte das vezes, as palmas não se convertem em dinheiro para ele viver, nem numa casa para morar, mas converte-se num estranho vício que queremos mais e mais...

O que seria o mundo sem a Beleza e a Arte... o que seria do mundo sem as estranhas formas de vidas de tantos Artistas...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Show no Al Arabiya - 16 Outubro


Normalmente danço em eventos privados onde o público em geral não pode assistir, mas, amanhã,

dia 16 Outubro, irei estar a dançar no Bar Al Arabiya, na Ericeira, a partir das 22h,

para todos que quiserem ver!

Apareçam!!! Prometo não vos desiludir...



E...

Fixe esta data:

21 Novembro, no Al-Sahara, em Lisboa

irei apresentar o meu novo espectáculo... Fique atento...


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Workshop de Dança Oriental para Crianças


Workshop de Dança Oriental para Crianças
dos 4 aos 12 anos
com
Sara Naadirah


14 de Novembro (sábado) das 10h30 às 12h00

na, escola de dança Dança Livre
rua marquês de fronteira, 76, Campolide

Preço: 25€

Sara Naadirah, convida as crianças a experimentar a magia da Dança Oriental num workshop somente dedicado aos mais pequeninos. Elas, que se encontram em desenvolvimento físico, poderão de uma maneira divertida e diferente, desenvolver também a sua coordenação motora, intuição e criatividade.

A sua filha irá adorar este presente antecipado de Natal!!!

Entrega de certificado de participação.

Necessário: roupa confortável, umas meias para os pés, e um lenço para pôr na anca.

Inscrições:
Para se inscrever, terá de fazer o pagamento do workshop, através de transferência bancária para o nib: 0007 0271 0015 0604809 65
Quando tiver feito a transferência, terá de avisar para o e-mail: saranaadirah@mail.pt ou 91 425 82 56 dizendo o nome da criança.

Atenção: só serão aceites inscrições mediante o pagamento do preço do workshop, uma vez inscrito não haverá devolução em caso de desistência ou não comparecia no workshop.

Para mais informações ou dúvidas, contacte para o e-mail ou telemóvel acima referidos
.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mais um balde de água fria II

Acho que vou criar um blog intitulado: "As crónicas dos baldinhos". Não posso deixar de vos contar a última que me aconteceu, assim, conto com os vossos comentários afim de me ajudarem a perceber se estou a ficar maluca ou o mundo é que está a enlouquecer.
Estava eu descansadinha a entrar para o cinema (recomendo o filme "Distrito 9"), dia 26 de Setembro sábado - depois vão perceber o porquê das datas - quando o telemóvel toca. Não atendo pois o filme ia começar, mas quando houve o intervalo fui ouvir a mensagem que me deixaram no voicemail, e dizia (voz de homem): "Olá, queria propor-lhe um trabalho, vou enviar-lhe um mail para adiantar do que se trata."
Fiquei curiosa, e no dia seguinte, pois nesse sábado tinha chegado muito tarde, fui ler o mail. Era uma proposta para dançar em duas feiras árabes/islâmicas, uma cá em Portugal já no fim-de-semana a seguir (3 e 4 de Outubro), outra em Espanha no fim-de-semana seguinte. Fiquei bastante entusiasmada pois este tipo de trabalho é cansativo mas muito divertido. Respondo pedindo que me ligassem segunda feira, afim de perceber melhor todo o trabalho antes de aceitar ou não.
Chega segunda feira e liga-me o tal senhor, falamos sobre a proposta, coloco todas as minhas questões (antes de aceitar qualquer trabalho gosto de saber todas as condições que me oferecem e eu digo as minhas) achei bem tudo, até o cachêt que me propunham (desta vez impuseram-me um determinado valor) e aceitei. Ficou combinado ir dançar na feira cá em Portugal e a Espanha, concluímos a conversa com ele a dizer: " logo que tiver mais informações ligo-lhe para combinarmos horários e outros pormenores."
E fiquei á espera... terça... quarta... quinta... sexta já estando a preparar trajes, adereços, mala, etc, comecei a achar muito estranho não me ligarem a confirmar e informar onde tinha de ir ter, a que horas e se era preciso mais alguma coisa da minha parte. Eu tinha de ir no dia a seguir e não sabia de mais nada desde o telefonema de segunda feira anterior.
Já impaciente, por volta da 13h, resolvo ligar-lhes, não atendem. O meu instinto já dava sinal que havia qualquer coisa errada. Passado mais ou menos uma hora, ligo de novo, já pressentindo que algo não estava bem, mas acredito sempre que as pessoas são sérias e se não me deram as informações logo foi porque por alguma razão não puderam. Atendem finalmente, e digo-lhe: "olá! preciso de saber o local e as horas que precisa que eu esteja aí" (eles já lá estavam na feira a montar tendas e outros cenários) e responde-me: "ah... olá sara... como está... sabe surgiu uma confusão..." Eu comecei a revirar os olhos... " o meu sócio sem eu saber já se tinha comprometido com outra bailarina antes de eu falar consigo." E pensei eu - o quê???? e digo-lhe já com uma voz irritada: "mas quer que eu vá ou não?", pensei para comigo que por mim não há problema que haja mais bailarinas... e ele tem a "lata" - já vão perceber o porquê deste adjectivo - de me responder: "sim, sim, eu quero que venha, mas sabe, o orçamento que dispomos não dá para ter duas bailarinas, eu estou a ver se consigo com o presidente daqui, que ele pague uma parte. Dê-me até ás cinco da tarde e já lhe dou uma resposta". Eu, mesmo assim, acreditando que as pessoas são minimamente sérias digo: "então fico á espera" eram mais ou menos 14h30.
Passa as três... as quatro... as cinco... as seis... e ás sete horas, e nada de me telefonarem. Já completamente passada, resolvo mais uma vez, ser eu a ligar para saber como era. Não atende! Deixo passar mais meia hora e ligo de novo, lá têm a gentileza de atender: "ah... sara..." e digo-lhe já numa voz que ele deve ter imaginado a minha cara " então????" e diz-me aquilo que já calculava: "olhe infelizmente fica a sua vinda sem efeito..." claro que já sabia que seria essa resposta, mas queria ouvi-la da voz de quem me tinha "contratado". Fiquei tão irritada, que a falar com ele comecei a ficar rouca dos nervos. Enquanto se desfazia em desculpas falsas e explicações esfarrapadas, disse-lhe algumas, mas mesmo assim tento não descer do meu nível de educação e como sou uma incurável optimista, respiro fundo e ainda pergunto: "e para o outro fim-de-semana em Espanha, sempre quer que eu vá?" E diz-me: " em principio sim, mas terça feira (esta última que passou) ligo-lhe para falarmos melhor".
Até hoje estou á espera do telefonema...

Quis contar-vos mais este caricato episódio, para, como disse no início, me digam se será que estou a ficar maluquinha ou as pessoas estão a perder completamente o respeito e a consideração umas pelas outras?
Por favor, digam-me: fiz alguma coisa de errado? Ou será que as bailarinas neste país (e no mundo) não merecem respeito pelo seu trabalho? Somos assim tão descartáveis ao ponto de não sermos levadas a sério e de não terem mínima consideração, de pelo menos avisar que afinal já não vão precisar dos nossos serviços? Pelo menos da outra vez - no texto Mais um balde de água fria - ainda enviaram uma mensagem, desta vez, tive eu de perceber que afinal já não ia dançar! Será que pensam que não tenho mais nada que fazer? Se danço danço, se não danço também não faz mal? Não sou confiável? Será que pensaram que se não dissessem nada eu também não iria perguntar, nem aparecer?
Ainda por cima, tive uma outra proposta para ir dançar noutro evento nesse mesmo fim-de-semana, e recusei pois já estava comprometida com os que me deram a balda! Mereço, não mereço?
Sei que tive um ataque de choro pela raiva que estava a sentir. Detesto saber que fui gozada, desrespeitada como pessoa e bailarina, mas sei que infelizmente tenho de levar com pessoas e empresas deste tipo. Felizmente não são todos assim, mas assusta-me o crescimento da falta de consideração que há pela seriedade das bailarinas, o pensarem que se não for uma é outra, e não interessa a qualidade, experiência e dedicação.
E agora pergunto-vos: de quem é a culpa? De nós, bailarinas, que muitas passam uma atitude muito pouco profissional, e infelizmente por umas pagam as outras, ou as entidades/pessoas que nos contratam, que generalizam e pensam que são todas iguais?
Dá que pensar...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Workshop de Dança Oriental

“Coreografia Clássica Egípcia de Véu e Percussão”


31 de Outubro (sábado) – 10h às 13h


Local
:
escola de dança Dança Livre
Rua Marquês de Fronteira, nº76, Campolide




Programa
aprender uma coreografia clássica egípcia dividida em duas partes distintas:
1ª parte - introdução e desenvolvimento com técnica de véu;
Intervalo – espaço onde pode colocar as suas dúvidas e curiosidades sobre Dança Oriental,
saboreando um chá tipicamente egípcio;
2ª parte – finalização com interpretação de percussão.

Objectivos
através desta coreografia poderá:
- adquirir a técnica base da dança;
- possíveis ligações entre movimentos;
- interpretar a música clássica e percussão;
- adquirir ou aperfeiçoar técnica de véu;
- aprender mais sobre o universo da Dança Oriental.

Nível Aberto
- para todos os níveis:
- este workshop destina-se a todos que querem, cada vez mais, aprofundar os seus conhecimentos sobre a dança.

Será entregue:
- cd com a música da coreografia;
- certificado de participação.

Preço: 45€

Inscrições:
- para se inscrever terá de fazer o pagamento de no mínimo 25€ ;
- através de transferência bancária para o nib: 0007 0271 0015 0604809 65 (BES);
- os 20€ restantes terá de os entregar á professora no dia do workshop;
- se preferir pode fazer a transferência do valor total;
- quando tiver feito a transferência, terá de avisar para o e-mail: saranaadirah@mail.pt ou 91 425 82 56 informando o seu nome, telemóvel, e o valor que transferiu.

Dúvidas e mais informações contacte:
saranaadirah@mail.pt
- 914258256
- facebook.com/sara.naadirah
- http://saranaadirah.hi5.com

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Atenção: Comunicados!

Informo que:
1º - a Dança Oriental NÃO FAZ CRESCER A BARRIGA!!!!!!!!!!!!!
Não sei de onde saiu este mito, que quase parece um mito urbano. Minhas queridas alunas, praticantes de Dança Oriental e curiosos pensem: enquanto estão a dançar estão a comer? Enquanto estão a dançar estão paradas? Enquanto dançam estam ou não a queimar calorias? Claro que estam a queimar calorias e não a ingeri-las! Daí conclui-se que não estamos a criar barriga estamos a combatê-la, certo?! Mas acontece que a Dança Oriental vai de encontro á fisionomia de cada mulher, que me leva a fazer outro comunicado.
2º - Para os homens e obcecadas: AS MULHERES TÊM VENTRE!!!!!!!!!!!! e uma camada de gordura natural que o envolve.
Certo rapazes e fanáticas do ventre liso?! Na fisionomia da mulher é natural aparecer uma "barriguinha" que normalmente é do umbigo para baixo. Desculpem rapazes mas nascemos assim e não com barriga lisa e abdominais salientes como vocês (alguns, cada vez menos) pois temos ventre, lembram-se? Para sermos mães!
Não percebo porque é que as mulheres, muitas vezes por imposição masculina ( não se esqueçam que a moda é criada 90% por homens) teimam em rejeitar o que é natural. Não digo com isto que tenhamos peso a mais ou gordura a mais na zona abdominal, até porque essa é a gordura mais prejudicial, mas daí a ser liso!!! Por favor...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dinheiro - é realmente um mal necessário?

Quantos de nós já esteve na situação de querer uma coisa ou ambicionar fazer algo mas não consegue. Não porque não possa ou porque não tem capacidade, simplesmente porque não tem dinheiro para o fazer ou ter. Quantos de nós já não dissemos ou pensámos: " se me saísse o euro milhões..." fazia e acontecia os nossos mais secretos desejos. O dinheiro é realmente um "mal necessário" que muitas vezes "compra" sonhos, mas será que estamos preparados para os concretizar ou seria milhões na mão de uma criança e quando estivesse-mos a viver o que tanto queríamos, eles não virariam pesadelos?
O que é que nós realmente sabemos para a nossa vida? Será que muitas vezes o que nós tanto queremos não é simplesmente um capricho?
Eu nunca fui e não sou uma pessoa materialista, para mim o mais importante na vida não é trabalhar para ter um carro ou a casa com piscina, etc... para mim o mais importante é Viver e sentir que estou a fazer algo que não desperdice a minha vida. Alguns dos meus sonhos já os realizei, outros estou a realizar e muitos ainda estão a por concretizar, mas há um em particular, que poderia mudar completamente a minha vida, dando-lhe mais sentido, que está a custar muito a concretizar-se por simplesmente não ter dinheiro.
O que me faz reflectir porquê.
Sempre conquistei o que queria e o dinheiro necessário para tal sempre "apareceu" como se o universo conspirasse a favor e tudo se realiza de forma natural e fluída sem precisar de grandes batalhas mentais para arranjar o tal "mal necessário".
Há um ano que luto por um dos meus maiores sonhos na vida e não há maneira de ele se realizar, parece bloqueado, o universo para este não quer conspirar a favor e o dinheiro é o grande entrave, mas porquê que desta vez não "aparece" como das outras vezes? Será que esse bloqueio financeiro é o reflexo de algo mais profundo que eu não esteja a perceber? Será que não está na altura de o realizar e teimo em querer já? Será que não é para mim esse sonho? Serei eu o problema que impede a realização desse mesmo sonho? Será que devia lutar mais por ele? Será que estou a ser preguiçosa e pessimista? Será... será...
Não sei... só sei que tenho projectos e ambições que estão na "gaveta" á espera que a fada madrinha dê um toque com a sua varinha...
Que ela apareça, e depressa pois a ansiedade é grande e as constantes tentativas frustradas na luta vão cansando...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

As Minhas Memórias - 3ª parte - A Descoberta do Oriente


A Vida ás vezes traz-nos surpresas que nunca imaginámos, nem nos nossos sonhos mais ousados.

Para mim, durante muitos anos, a dança resumia-se a uma única modalidade: o Ballet. E foi precisamente no último ano que fiz ballet e que iria desistir de dançar, que de repente ouvi uma música diferente...

Eu era rececionista na escola de dança que frequentava: Academia de Dança de Lisboa que infelizmente já não existe, e reparei, que nesse ano lectivo (Setembro de 2001) ia haver uma nova modalidade: Dança Oriental. Nunca tinha ouvido falar em semelhante dança, juro que não fazia ideia do que se tratava e só pelo nome não me suscitava nenhum interesse. Aconteceu que numa das vezes que estava na recepção, sem fazer quase nada, começou uma aulas da tal dança e oiço a música. Foi magia! Aquela melodia entrou em mim como um suspiro que fez com que acordasse de um sono profundo. Não sei explicar, mas aquele tipo de música era-me familiar, e ressuscitou-me de tal maneira que fui espreitar a aula.

Claro que passar de espectador a praticante foi um passo. Comecei as aulas logo de seguida e tinha assim começado uma nova era na minha vida. Não fazia a mais pequena ideia do quanto me iria mudar e influenciar.

As primeiras aulas foram dramáticas. Parecia sei lá o quê a dançar, era um cubo de gelo e mesmo com 16 anos de dança não conseguia fazer praticamente nenhum movimento digno de Dança Oriental. Conseguia imitar bem a professora, até tinha coordenação, mas detestava ver o efeito quando me via ao espelho (é-vos familiar esta sensação?) sentia-me gorda, mal feita, feia, sem jeito nenhum. Mas não desistia, havia qualquer coisa divina que me mantinha nas aulas e acho que sempre foi a música. Adorava (e adoro) música árabe...

Lá fui continuando as aulas (mantendo as aulas de ballet ao mesmo tempo) e nelas fui-me obrigando a realmente ver-me no espelho, não só olhar, mas Ver-me. Á medida que ia aprendendo e fazendo os movimentos mais básicos da Dança Oriental, ia-me sentindo. E aos poucos fui percebendo que já não era assim tão má a figura que fazia, afinal não estava assim tão gorda, não estava assim tão feia, até é bem bonito estes movimentos em mim... fui-me apercebendo do incrível corpo que tinha, o quanto era bela, e o quanto é fascinante dançar.

Curiosamente, tantos anos de dança clássica e eu nunca tinha realmente dançado. Fazia exercícios, passos de dança, executava lindamente coreografias, mas dançar!? Foi nas aulas de Dança Oriental que comecei a dançar, sentir a música, expressar-me através daqueles movimentos tão simples mas complexos que, devido á carga energética que continham, "obrigaram-me" a desabrochar como uma flor na Primavera. Mas se pensam que este processo durou umas aulas, não, durou mais de um ano e esse desabrochar continuou e após 8 anos ainda continua... E foi precisamente nesse ano, que tinha o meu mais difícil exame de ballet (Junho de 2002), onde iriam avaliar a nossa capacidade de transmitir não só a técnica mas também Arte, que eu o "patinho feio", através do trabalho interno que a dança oriental me fez, consegui transmitir mais que um mero exercício, consegui transmitir dança, o que me fez passar no tal exame.

Por isso digo a todas as alunas: a Dança Oriental escolhe cada uma de vocês, não é por acaso que estão a praticá-la, muitas de vocês nem sabem bem o porquê que gostam tanto. Não quer dizer que todas tenham de ser bailarinas profissionais como eu, não! Isso é só para quem tem esse "chamado", esse "dom" ou essa "missão" nesta vida. A Dança Oriental escolheu-vos (como um dia escolheu a mim) pois tiveram a sorte de ter a oportunidade na vida, de descobrirem as deusas e os seres especiais que são. Se puserem de lado vaidades, egos, medos e comodismos, irão perceber como esta dança dá-vos o poder de se transformarem em cisnes, dá-vos força interior, faz-vos crescer espiritualmente, obriga-vos a dar um sentido na vida. E o mágico de tudo isso é que se vai reflectir em tudo e em todos que vos rodeiam.

Permitam-se mergulhar neste oceano, não tenham medo de sentir ou aperceberem-se de certos aspectos negativos na vossa vida que já se tinham resignado. Não! Saiam da vossa zona de conforto e cegueira e permitam que a dança vos melhore, transforme, dê-vos qualidade de vida interior.

Foi o que fiz, deixei-me levar para onde a dança me quis e como a minha vida se transformou! Eu que era uma pessoa forte mas insegura, que sentia mas não expressava de maneira nenhuma, que se tapava toda por vergonha do seu corpo, o "pãozinho sem sal" como me chamavam conseguiu ultrapassar todos os medos e mais alguns e aqui estou.

Parece um conto fantasioso, um processo fácil e rápido, mas não é! Tem sido uma viagem extremamente difícil e muitas vezes dolorosa mas digo-vos que vale a pena. Foi pela dança que consegui estar onde estou e ser a pessoa que sou hoje. Mas o processo continua, ainda tenho muito que desbloquear para que a minha dança se torne ainda melhor, mas principalmente, o conhecimento de mim própria seja cada vez mais profundo e a minha Vida progrida de dança para dança.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mais um balde de água fria...

Pois é! Se há coisa que eu detesto e me deixa irritadíssima é apanhar com "um balde de água fria", e vocês estarão a perguntar: "do que é que ela está a falar?"
Passo a explicar: levar com um balde de água fria para mim é: ter uma boa proposta para dançar num evento, está tudo acertado quanto ao local, duração da actuação, depois de um bom regateio os cachet estão combinados e dizem-me "então tudo bem, depois dir-lhe-ei as horas". Fico toda contente, pois o que eu mais gosto é levar a minha arte junto das pessoas. Começo a pensar nas músicas mais adequadas para o tal evento, a escolher os fatos, adereços e a imaginar como será a actuação para que seja inesquecível. Pareço uma criança que lhe prometeram um chocolate... e ando toda entusiasmada á espera do dia D, tudo isto para um dia antes, enviam-me uma mensagem a dizer " muito obrigado, mas já não vamos precisar mais dos seus serviços." Já perceberam o que é "um balde de água fria"?...
Mas, mais do que ficar chateada por não ter recebido o meu chocolate e ter tido a oportunidade de me ter deliciado com ele, fico indignada, passada, amuada, e tudo o que acaba em ada com alguns pormenores relactivos à dispensa dos meus "serviços":
1º- Serviços???!!! Mas eu sou o quê? Funcionária das finanças? (com todo o respeito aos belíssimos funcionários que nós temos no nosso serviço público!), relembro que sou Bailarina, uma artista, não presto serviços, demonstro Arte!
2º- Através de uma mensagem??!! Bolas! Pelo menos, falavam comigo! Mesmo que seja por telefone, mostrando respeito, pois quando precisaram telefonaram e falaram!
3º- "Ok! esperamos por si na festa" É pá! Se não tinham a certeza que me queriam a dançar, não me dá-vam o OK. Poderiam dizer: "vamos pensar no assunto" ou "depois digo-lhe se sim ou não", é sempre melhor do que nos porem o rebuçado na boca e depois tirarem...
4º- O pior é que percebi o porquê de acabar por não ir dançar no evento. Claro que não me dizem, mas como já tenho uns anitos disto, percebi através da conversa que, acharam o cachet que pedi muito alto. É incrível, e é com isto que me passo mesmo. Querem que uma bailarina dance e geralmente gostam de a ver dançar, mas esquecem que para ela dançar teve de investir na formação, teve também de investir em roupa e acessórios, já para não falar na deslocação, e querem pagar quase nada ou mesmo nada?! Só porque acham que é pouco tempo de dança para o valor pedido?! Se precisam de um médico pagam a consulta e nem respingam o valor, se querem um advogado também pagam e não é pouco, ás vezes pagamos por uma refeição num restaurante um notão, etc... querem ver dança e acham que não têm de pagar por isso!!! Não entendo... quando compro um bombom de alta qualidade pago muito por pouca quantidade, mas esse bombom vale esse preço, com a minha dança é o mesmo, a duracção é o suficiente para o contexto que se insere, mas a qulidade supera qualquer cachet.
Para perceberem ainda melhor, dou-vos o meu exemplo: comecei a minha formação em Dança Oriental á 9 anos numa das escolas de dança mais caras do país na altura; cada curso que faço no Egipto são 1600€ + a viagem 500€ + a estadia e alimentação 500€ = 2600€; cada traje de dança que lá compro não é menos que 400€, nos acessórios e maquilhagens já perdi a conta... Percebem porque é que não posso dançar de borla? Não me importava... mas para além deste investimento, eu vivo da dança! Pago a renda da minha casa, a minha alimentação, a minha roupa, os meus impostos, água, luz, gás, carro... com o meu trabalho! E o meu trabalho é ser Bailarina! Não sou médica e como hobby sou bailarina! Não! Sou bailarina a full-time, a part-time, e o meu hobby adivinhem é: Bailarina!
Se me rejeitam porque não gostam do meu estilo de dança, não gostam da minha dança pura e simplesmente ou acham outra bailarina mais interessante, fere-me o ego mas aceito humildemente, agora, porque acham que é muito dinheiro por 10 ou 15 minutos de dança, pensem no que está por detrás e na qualidade desses mesmos minutos. Se reflectirem bem, não há preço que pague, mais do que o investimento monetário, o investimento psicológico e pessoal que está por de traz de uma dança.
Enfim... mais um balde para a colecção... isto de ser bailarina é ter de também apanhar com uns bem geladinhos... e às vezes em pleno Inverno!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As Minhas Memórias - 2ªparte - O Ballet

Desde os quatro anos que danço e desde que fiz a minha primeira aula nunca mais parei! Acredito que nascemos com certos dons e eu tive a sorte de descobrir o meu bem cedo... o dom de me expressar através da dança.
Não tem sido um caminho fácil, pessoalmente, tem sido um processo que já vem de pequena e acho que vai continuar para o resto da minha vida e tudo começou com o Ballet. Eu simplesmente só não gostava desta dança, eu ADORAVA o Ballet, eu respirava Ballet, só pensava nisso. A minha obessessão era tão grande que pedia bonecas com temáticas de bailarina, compravam-me livros sobre a dança onde fica horas a ver as fotos dos bailarinos, tive uma verdadeira fixação por sapatilhas de pontas ao ponto de pedir a toda a gente que me comprassem umas mesmo ainda não tendo idade para usá-las, enfim... era o meu mundo e sempre desde pequena me lembro de dizer que queria ser bailarina.
Como puderam ler nas "As Minhas Memórias parte 1" comecei cedo com as aulas no colégio que frequentava, e já de pequena me sacrificava em prol da dança. Na aula absorvia tudo o que me ensinavam e lembro-me de me esforçar ao máximo. Desde cedo tive consciência que só se consegue alguma coisa na dança trabalhando muito, não bastando o talento, trabalhava o triplo das outras pois percebi também que infelizmente ou felizmente, não tinha corpo para bailarina clássica. Como todos sabem, para ser bailarina clássica ou se nasce com o corpo ou não. E eu não o tinha, e durante os 16anos que pratiquei ballet foi uma luta constante com isso e muita desilusão tive, mas também algumas recompensas, vou-vos contar as lembranças que mais me marcaram:
- Lembro-me que as aulas eram no intervalo do almoço, antes de comer, ia para a aula e via as outras a correr para irem almoçar e de seguida irem brincar. Eu ficava sem a brincadeira, mas não me importava, a minha distracção era a dança.
- Era sempre eu que queria fazer ballet: lembro-me que quando tinha 11, 12 anos podíamos alternar a aula de ballet com uma de modern jazz, as minhas outras colegas gostavam mais da outra modalidade, ás tantas só queriam o modern jazz. Chegava á aula toda contente e a professora, pressionada pelas outras decidia, mais uma vez, ser a aula de modern jazz. Ficava para morrer... mas lá fazia a aula e assim tinha contacto com outras modalidades, mas embirrava que não gostava.
- As minhas colegas não entendiam a minha obessessão, nem eu! Mas cheguei ao ponto de exigir que em vez de me chamarem Sara me chamassem bailarina. Nunca percebi esta paranóia, acho que já naquela altura procurava um nome artístico.
- A minha primeira grande desilusão foi quando tive a triste ideia, de querer fazer uma audição para entrar no Conserva tório Nacional de Dança. Como queria porque queria ser bailarina, arranjaram-me a tal audição. Foi um desastre! Ainda me lembro da sala, da professora, do piano mas principalmente de umas sapatilhas de pontas que estavam no parapeito de uma das janelas. Lembro-me de passar por elas e quere-las para mim. Lembro-me dos exercícios e foi ali que percebi que não tinha preparação suficiente para "competir" com as outras. Olhando para as elas, reparei que não tinha corpo para tal. Não que fosse gorda, não tem haver com isso, mas as outras controssiam-se todas, já faziam pontas, faziam esparregatas e posições que eram impossíveis para mim. Mesmo assim, tentei, fiz todos os exercícios que me propunham, mas não entrei... fiquei triste, mas continuei as aulas... sabia que era aquilo que queria, se não tinha sido desta seria para uma próxima tentativa.
- Quando havia as festas de final de ano, havia sempre um show das alunas de dança, claro que eu estava em todas, e digo-vos que ninguém me conseguia acompanhar, participava em todas as danças e sempre com uma atitude de estrela. Adorava o palco, a preparação para tal, as coreografias, enfim, tudo o que tinha a haver com um espectáculo. E ficava mesmo um espectáculo... tenho algumas fotos desses tempos, mas não me atrevo a mostrar!!! Os espectáculos às vezes eram no colégio, outras vezes no Teatro Maria Matos e o meu fascínio pelo palco era tão grande que uma vez, talvez com uns 7 ou 8 anos, depois do um espectáculo ter acabado no Maria Matos, e praticamente toda a gente se ter ido embora, esquivei-me dos meus pais que estavam á entrada do teatro e corri para o palco, sem ninguém e com a plateia completamente vazia, comecei a imaginar o meu próprio espectáculo e as palmas que poderiam surgir, foi um momento mágico, nunca mais me esqueci... claro que um segurança do teatro quando me viu correu comigo.
Continuei as aulas no colégio até ao 9ºano, com 15 anos, mudei de escola (fui para Lisboa, para a escola secundária António Arroio) e com essa mudança comecei a ter aulas de ballet com a melhor professora de dança que já tive: a prof. Cristina Filipe. A ela devo muito do que sou hoje tanto como profissional tanto como professora. Com ela, entrei para o método da Royal Academy of Dance, as aulas eram muito mais exigente e com exames ao final do ano em vez de espectáculos. Nestas aulas a exigência técnica era muito superior ás do colégio, senti aqui que finalmente estavam realmente a "puxar" por mim, adorava e muitas saudades tenho desses tempos. Tenho também saudades da convivência com colegas que conheci que foram verdadeiras amigas, e ir para as aulas não era só ir aprender, era também um encontro de amigas onde nos divertíamos bastante.
Mas, como disse, as aulas eram difíceis. Foi aqui que senti mais a injustiça de querer mas o corpo não dar. Embora a professora não nos distinguisse, trabalhávamos todas na mesma aula e por níveis, sentia claramente a frustração de o corpo não ir mais longe. Trabalhava imenso, mas chegava a um limite que era impossível de ultrapassar. Era, para mim, uma desilusão ver outras a conseguir fazer exercícios num instante quando eu demorava, para fazer o mesmo, ás vezes dias! Mas não desistia, nem a professora permitia isso. As correcções eram duríssimas e lembro-me muitas vezes de sair da aula a chorar de frustração e raiva, mas nunca desistia. Essa perssistencia valeu-me alguns méritos, conto-vos o que mais me marcou: o meu último exame e o mais difícil física e psicológicamente.
Na turma tínhamos os "cisnes"- as que tinham corpos indicados para o ballet e adoradas pela professora e os "patinhos feios"- onde eu me incluía, as não preferidas e aquelas que não tinham muita esperança que passassem no exame. Tendo consciência disso, preparei-me como nunca para esse exame e como sabia que não era forte técnicamente, trabalhei mais a parte da dança do que própriamente executar perfeitamente a técnica. Dei tudo por tudo e enquanto as preferidas eram elogiadas e mimadas, eu não recebia nenhum elogio, nenhum incentivo... mas continuei a preparar-me, ensaiava, ensaiava e ensaiava... e quando chegou o exame, o patinho feio passou e os cisnes chumbaram! É verdade, foi a maior lição que alguma vez tive: Não adianta elogios, ser perfeita, ter todos os incentivos e apoio por parte dos maiores profissionais se nós próprios não nos revelamos verdadeiros "guerreiros" para chegar onde queremos. A minha alma de bailarina, nesse exame e em todo o processo, sobressaiu e teve mais impacto que a técnica e essa foi outra lição: Não adianta executar tudo direitinho se a dança, o sentimento, lá não estiver. Acham que alguém me ensinou isso? Não, percebi sozinha, com as "patadas" que ia levando da professora, que na altura não entendia e revoltavam-me, mas hoje agradeço-lhe, pois foi isso que me fez crescer como pessoa, e conseguir aguentar "as patadas" maiores que vou levando hoje em dia como profissional de dança.
O ballet foi sem dúvida, a disciplina que me ajudou a ser quem sou hoje não só como bailarina mas também como "guerreira" para aquilo que sonho. Claro que nunca poderia ser bailarina profissional de Ballet Clássico por causa das minhas limitações físicas, e no fundo sempre soube disso o que não sabia é que a Vida queria que eu dançasse mas algo bem mais profundo, e foi nesse mesmo ano do tal exame, que tinha decidido deixar de dançar, que comecei as aulas de Dança Oriental. Perceberam que evoluir na dança ou aprender dança, qualquer que seja ela, é sempre um processo interno que não necessita de mais ninguém do que nós próprios. Na Dança Oriental esse processo é ainda mais intenso e foi por, nesse mesmo ano, ter coincidido começar com aulas de Dança Oriental, que me fez apostar mais no sentimento transmitido atravez da dança, e que foi o que me fez passar o tal exame. Foi a Dança Oriental que fez sair de mim a bailarina que estava presa com tanta técnica e pressão de não ter o "corpo". Mas, para dançar, e bem, não precisamos do corpo que dizem perfeito, precisamos sim de Alma.
Encerrava o Ballet para mim, começava a dança para o qual tinha nascido: A Dança do Oriente.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aulas de Dança Oriental - Horários


Mais uma época irá começar!
Convido-vos a todos a virem ter comigo a fim de aprender, continuar ou recomeçar a dança mais estimulante que existe: a Dança Oriental!
Deixo-vos aqui os horários e contactos para se inscreverem.
Espero por vocês!


E podemo-nos todos encontrar no Facebook e Hi5, adicionem-me!!!


Aulas de Grupo, de Dança Oriental com Sara Naadirah
Época de Setembro de 2009 a Julho de 2010


Dança Livre, escola de dança:
www.dancalivre.com
213894190
(aulas semanais)



Nível Iniciado A - 2ªs e 4ªs, das 13h00 às 14h00

Nível Iniciado B
- 2ªs e 4ªs das 18h00 às 19h00 – dos 10 aos 16 anos

Nível Iniciado C - 2ªs e 4ªs, das 19h00 às 20h00 – a partir dos 17 anos

Nível Intermédio - 2ªs e 4ªs, das 20h00 às 21h00

Nível Avançado - 2ªs e 4ªs, das 21h00 às 22h00

Para Crianças – 2ªs e 4ªs, das 17h às 17h45




Mais informações e se deseja aulas particulares, consulte:

WWW.SARANAADIRAH.COM
saranaadirah@mail.pt
914258256

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Home Sweet Home


De novo em casa...

Já tinha saudades, mas agora que aqui estou tenho vontade de voltar a sair. Bolas... nunca estou satisfeita! Também chego e começo logo a limpar, arrumar, cozinhar, lavar e tudo o que acaba em ar... não há paciência... detesto os trabalhos domésticos, mas como sou fanática em ter tudo limpo e arrumado... ponho logo mãos á obra.

Estão espantados?! Pois é, se pensam que a minha vida é um glamour de estrela de cinema, enganam-se!!! Em Portugal uma "estrela"da dança não ganha o suficiente para para ter uma "BIMBY" versão doméstica. Sim, faço tudo que uma dona de casa faz, e acho que até bem feito, mas odeio! Enfim...

Tirando esse pequeno grande pormenor, ao chegar de novo, chega também o retomar de tudo o que deixei pendente e pior ainda: a rotinazinha, que é outra coisa que detesto, fazer sempre o mesmo todos os dias. Se isso acontece, começo a ficar histérica, nervosa e insuportável ( o meu marido que o diga) e foi isso mesmo que aconteceu logo no segundo dia que cheguei. NO SEGUNDO DIA, leram bem! Por mim estava sempre a passear... mas como não posso... tenho que ter paciência... só me resta tentar fazer algo diferente todos os dias, vou tentar, mas a minha amiga rotinazinha teima em instalar-se... que chata!!

Irei retornar a dar aulas dia 2 de Setembro, e disto sim tinha saudades. Como já não danço há um mês ( não fiquem espantados, já explico) estou desejosa de voltar a rever e conhecer novas alunas, de ensinar e retomar os shows que vou fazendo.

Este ano sim, carreguei baterias. Como disse há pouco, eu preciso, pelo menos uma vez por ano, afastar-me da dança e música oriental de modo a poder sobretudo descansar. Enganam-se mais uma vez se pensam que estou sempre com vontade de dançar e 24h a ouvir música árabe, não!!! Morria de tédio... a dança é a minha Vida mas a minha Vida não é só dançar. Antes de ser a Sara Naadirah - a bailarina - também sou a Sara - simplesmente a Sara. E é quando sinto saudades que danço melhor, e tenho inspiração para os meus shows e coreografias.

É assim que me sinto neste momento, com muita vontade de dançar, cheia de ideias e força para as concretizar para um ano cheio de trabalho.

Ao contrário do que aconteceu no último. O ano lectivo que passou foi um dos piores anos que já tive. Como há um ano atrás não tive umas boas férias (para mim férias é ter obrigatoriamente sair de onde vivo, por algumas semanas, não basta uns dias) juntando uma crise pessoal enorme, o resultado foi um ano depressivo, sem a mínima vontade de dançar e sem nenhuma inspiração ou força para o que quer que fosse. Tive de me recolher mais, não quis ter a exposição que normalmente tinha, tive de recusar muitos aulas e shows porque simplesmente não tinha força física mas principalmente psicológica. Só tinha vontade de estar deitada, sem pensar em nada...

De certeza que não estão a compreender, mas imaginem: durante seis anos que luto pela dignificação da Dança Oriental no nosso país e digo-vos é uma luta constante contra a maré; todas as vezes que ou estou a dançar ou a dar aulas ou simplesmente a falar de Dança Oriental tenho de estar SEMPRE a provar que SEI o que estou a fazer ou a dizer; com o passar dos anos as ilusões que criámos no inicio da carreira são repensadas e algumas revelam-se verdadeiras desilusões; a luta constante e saturante de tentar não engordar pois sou SEMPRE julgada pela minha aparência cada vez que piso um palco, antes mesmo de apreciarem a minha dança, que isso seria sim o mais importante; a luta que é ser bailarina neste país e conseguir viver disso mesmo casada, com uma casa e contas para pagar como qualquer outra pessoa; levar constantemente com a ingratidão de muitos alunos e ignorância do público; a juntar a tudo isto a nossa vida pessoal ( estou casada á dois anos e o meu marido esteve desempregado praticamente todo o ano), social e familiar. É dose não é?

Depois de tanto lutar, no último ano fui-me abaixo. E não tenho vergonha de dizer que tive vontade de deixar de dançar, dar aulas, enfim... desistir dos meus sonhos. Hoje chego á conclusão que foi normal essa passagem - a passagem pelo deserto - como lhe chamo ( falarei melhor disto num outro texto), mas já passou e estou renovada!

Que este ano seja magnifico!!!! E vai ser...


O Badoca Safari Park


Não vos posso deixar de falar de um parque que visitei duas vezes e que me fascinou: Badoca Safari Park: é um parque no litoral Alentejo, que alberga animais selvagens em completa liberdade (dentro dos limites do parque claro!) e que nos proporciona um dia mágico perto deles.

Fiquei encantada com a temática particular deste parque (muito diferente de um jardim zoológico normal) e da maneira como os animais lá são tratados. Embora estejam em cativeiro, estes animais são respeitados e extremamente acarinhados por todos os tratadores que lá trabalham.

Tenho de destacar três actividades das muitas que nos proporcionam:

- A Alimentação dos Lémures ( uma espécie de primatas de Madagáscar) - adorei ter a oportunidade de "entrar" no espaço deles e poder ter o privilégio, de eles virem á minha mão, comer. São animais amorosos, curiosos e muito sociaveis, bem melhor que muitos da espécie humana.

- O Safari - muito, mas mesmo muito divertido! Entramos numa espécie de comboio atrelado a um tractor, e vamos passear por uma parte do parque onde se vê centenas de animais, completamente em liberdade e onde também temos o privilégio de tocar neles, se eles assim o permitirem. O guia era "passado" e durante mais de uma hora tive a sensação de estar em plena África.

- O Show das Aves de Rapina - foi o que mais gostei, simplesmente fantástico. Nunca tinha visto este tipo de show, onde estas aves são verdadeiras artistas. O trabalho, dedicação e amor que o tratador tem para com estas aves e a ligação que estas têm para com ele é comovente. É simplesmente incrível como elas são "treinadas", ao ponto de um simples assobio do tratador e elas aparecem não sei bem de aonde. É imperdível!

Quando puderem, visitem! Estar perto destes animais dá-nos uma sensação de paz e harmonia para connosco e para com o nosso planeta, que está cheio de espécies incríveis, que nos aceitam com uma generosidade, quase inexistente na espécie humana. Estes animais relembram-nos o quanto somos pequenos e egoístas. Mas, deixam-nos uma mensagem de esperança e sobretudo suplicam-nos: "Ajudem-nos a não extinguirmos! Respeitem-nos, que nós em troca vos amaremos de uma forma incondicional." www.badoca.com

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Agora é que descobri o verdadeiro paraíso





Menti-vos!
No outro dia, estava eu a alimentar o meu vício, lendo uma revista cor-de-rosa, quando deparei num artigo: Tal famoso artista gasta 2000€ por noite num resort em Porto Santo. Pensei: "deve ser lindo lá... era bom era...".

Pois é! Perdi a cabeça, e achei que também eu (também artista, mas não famosa a ponto de sair nas revistas) merecia ir para um resort e fui com o meu Amor para um que abriu á pouco mais de um mês.

Digo-vos que, agora é que encontrei o paraíso e ele chama-se: ZMAR Eco Camping Resort. Um parque de campismo totalmente ecológico.
Só tenho uma palavra para o descrever: FANTÁSTICO!!!!!!!!!!
Como um verdadeiro resort tem: hotemóveis (um mimo); chalets (engraçadíssimos); Balneários e WC completamente equipados (um luxo); piscina interior de ondas (divertidíssimo); piscina exterior (que belas braçadas dei lá); zona aventura (aqui ia "morrendo"muito difícil mas diferente); supermercado (carote); restaurante take away (aqui não resisti e quebrei a minha dieta);spa (indescritível); etc... vejam por vocês: www.zmar.eu
Adorei os dois dias que lá passei, e tudo isto por 30€ a noite, nós os dois! Então quem é o verdadeiro artista: o tal o tal famoso que gastou 2000€ ou eu?
Bom... eu tive de levar uma tenda e dormir no chão... mas isso é um pormenor, não acham?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Terei sido uma "cigana"?

Eu acho que noutra vida devo ter sido ou cigana, ou pertencia a alguma tribo que saltava de terra em terra! Eu gosto, ou melhor eu ADORO viajar, conhecer culturas novas ou simplesmente estar noutros locais que desconheço, mas se há coisa que AMO fazer no Verão é acampar! E este não foi excepção. Para mim acampar significa voltar às minhas raízes, sentir o vento, o sol, a chuva sem ter paredes, sentar e dormir no chão, pisar de pé descalço a terra, ouvir a Natureza... tenho tal necessidade disso, como se a minha Alma implorasse esse retorno. O facto é que passando uns dias em (quase) pleno "estado selvagem" sinto-me renovada, com as baterias recargadas e inspirada para mais um ano de dança...
Mas, bom... quando digo "estado selvagem" não é bem assim... tenho algumas condições e luxos que não prescindo, claro!!! Ora bem: tenho de ir para um parque de campismo 5 estrelas, tem de haver casas-de-banho e limpas (acho que não preciso de dizer mais nada), restaurante ou refeitório (sim, recuso-me a cozinhar no meio do mato), padaria (claro que preciso do meu pão fresco logo de manhã), super mercado ( já não sei viver sem esta personagem) e café/bar ( não prescindo do meu chá às horas que me apetecer). Se o parque tiver uma praia privativa, onde posso pôr a minha tenda mesmo de frente para o mar, numa falésia, longe de todos os outros para ter total privacidade, então estão reunidas todas as condições que exijo para me tornar, por uns dias uma "verdadeira" cigana.
Depois, de já há 7 anos, acampar anualmente, e de ter investigado a maior parte dos parques que reúnam estas premissas, encontrei o meu parque de campismo ideal: Parque de Campismo da Praia da Galé (Alentejo). Isto aqui é o paraíso! Reparem bem:
. acordo às 7 da manhã com o meu despertador preferido, os passáros;
. sento-me, abro a tenda e dou bom dia ao oceano que está mesmo á minha frente (estou acampada na falésia, se der uns 5 passos, caio por ali abaixo parando na praia);
. calço depressa os chinelos e vou a correr á casa de banho (não preciso dizer para quê, já devem ter adivinhado) que está a meio quilometro da tenda, começo aqui a minha caminhada diária (quando estamos a acampar andamos quilómetros para qualquer sítio, este é um inconveniente);
. volto ( mais meio quilometro), visto uma roupa qualquer, bebo o meu leite de soja, troco os chinelos pelos ténis, fones nos ouvidos e desço até à praia;
. 7h30 - na praia, ainda com o sol a nascer, e completamente deserta (mesmo deserta, só eu e as gaivotas) começo o meu exercício favorito, caminho durante uma hora. Este é um verdadeiro privilégio percorrer um areal lindo da costa alentejana...
. 8h30 - já de volta á tenda troco de vestimenta: ponho o biquíni e vestido de praia, e vou calmamente tomar o pequeno almoço - passo pelo super mercado e compro fruta, manteiga, queijo e fiambre, passo pela padaria e compro pão e o meu pecado quando aqui estou (um belo bolo, sendo o meu preferido daqui o croiassant com doce de ovos), passo pela papelaria e compro o meu vício: revistas e mais revista... (um dia vou-me curar num centro de reabilitação prometo-vos), sento-me no sítio das merendas e delicio-me...
. 9h30 - volto á tenda, pego no saco da praia (com 500 cremes protectores para apele e cabelo, água, toalha e o meu vício) e lá vou eu mais uma vez ravina abaixo, deitar-me a apanhar sol;
. 13h30 - retorno á tenda arrebentada depois de subir pela segunda vez no dia a falésia, que digo-vos: esta subida é impropria para cardíacos (se quiserem tonificar as pernas, subam e desçam esta falésia várias vezes, por uns quinze dias, e verão que ficam com pernas como as da Heidi Klum), descanso um pouco à sombra, (pois agora o sol está a pique), recupero o fôlego, troco de novo de roupa (sempre muito fashion ;P) pego no portátil e vou almoçar;
. 14h00 - depois de andar mais um quilometro (bolas que aqui farto-me de andar) compro no café uma bague te vegetariana (descrevo: pão com alface, cenoura, milho e tomate), encho-a de maionese (pois isto não devia dizer) e delicio-me mais uma vez... de seguida compro um gelado (estou de férias não estou?!);
. 15h00 - sento-me na explanada em frente da piscina e "mergulho" na net... meu novo passatempo (espero não criar vício), vejo mails, facebook, actualizo o blog, falo com amigos, etc... ter um portátil e net sem fios revolucionou muita coisa e faz com que nunca nos desliguemos do mundo;
. 17h30 - desligo a realidade virtual, retorno à realidade física e vou tomar banho ( trouxe tudo o que era necessário quando vim almoçar, assim evito andar mais um quilometro):
. 18h30 - retorno á tenda depois de ter experenciado, mais uma vez, a aventura que é tomar banho numa casa de banho pública, tentem imaginar... não consigo descrever! Esta é a hora que mais gosto de estar deitada, na tenda a ver o mar e a ler um livro. O sol já não está tão quente e a brisa é fantástica;
. 20h30 - depois de ver um lindo pôr do sol da "varanda da minha casa" vou jantar: uma sopinha no refeitório e é só!
. 22h00 - regresso á tenda depois de ter visto um pouco da animação que há sempre... crianças a chorar pois estão com sono; uma enorme variedade de cães a cheirar tudo e todos; o belo do portuga a falar alto como se não estivesse mais ali ninguém; sai café atrás de café; começa alguém a cantar; casais a discutir; namorados a namorarem, enfim... o nosso belo Portugal no seu melhor ( não tenho paciência para assistir a esta animação, dirijo-me para o concerto em que tenho bilhete para a primeira fila, vou escutar o som das ondas...);
. 22h30 - despeço-me das estrelas, deito-me e adormeço a ler ainda ao som do mar.
É ou não é um paraíso? Bom... por 10€ de estadia, acho que sim...