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A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

O meu maior critico: EU

Quantos são os dias que acordo, olho no espelho e acho-me a mulher mais feia do mundo? Muitos dias... Quantos vezes me acho gorda? Imensos dias... Quando é que depois de uma actuação me sinto bem com a mesma? Quase nunca... Sinto insegurança cada vez que vou dar uma aula? Sempre... Medo dos desafios? Em todos eles... Sinto-me corajosa a toda a hora? Claro que não... Julgo-me mais que os outros sobre mim própria? Infelizmente SIM... Dou muito crédito ao que pensam de mim? Não, mas dou crédito a mais do que penso de mim própria. AI SARA: CRESCE!!!!!! Por vezes acho que sou duas (ou mais) personalidades a viver num só corpo. Corpo este que estupidamente teimo, influenciada ou não, a pressionar para ser o que não é suposto ser. Ainda hoje, sendo um daqueles dias que me sentia a mais feia, a mais gorda, a mais desajeitada, levo com um "um murro na cara" quando vejo um documentário na tv sobre anorexia e bulimia. Vendo aquelas raparigas a, literalmente, matarem-se à fome porque constanteme…

Como Eu Gostaria...

A minha vida é pautada de constantes desafios que coloco a mim própria.  O último que me tem desafiado é: faço com que agrade ou faço com que ME agrade? Depois de mais de 10 anos a aprender, actuar e ensinar Dança Oriental tenho refletido muito que caminho seguir neste universo colorido, ambíguo, desafiante mas também cheio de superficialidade. Há muito que percebi que é agradando-me em primeiríssimo lugar que a minha dança irá "tocar" alguém e é seguir o que sinto que crio novos movimentos, mais autênticos e originais reinventado o que já existe. Ando à procura do MEU estilo. Mas, como é difícil... este caminho de entrega e desprendimento de tudo que é superficial. Neste último trabalho (master class e atuação na Convenção Aziza) deparei-me com duas situações possíveis: despejar uma coreografia moderna com  passos mirabolantes ou provocar as alunas e publico a refletirem sobre a dança e a evolução da mesma. A minha razão dizia-me: "é pá... vou agradá-las dando aquilo que …

O problema serei EU?

Cada vez mais me convenço que sou anormal. Sinceramente, ou eu estou a ficar maluca ou tudo à minha volta endoideceu e eu não estou a ser capaz de viver neste mundo.
Só sei que já não tenho paciência para o absurdo de comentários que se fazem por tudo por nada , os (novos) falsos profetas que de repente invadiram os murais do facebook com frases supostamente inspiradoras, o ridículo de atitudes que vejo, o ser "chico esperto" do português, a incompetência generalizada que se instalou em Portugal, o comodismo de todos, o dramatismo que nós carregamos, etc...etc...


Mas acho mesmo que o problema é meu!
Senão vejamos:
- só ganho dinheiro se trabalhar (literalmente);
- nunca tive subsídios ou um contrato de trabalho (recibos verdes toda a minha vidinha com impostos como todos);
- não tenho dívidas de cartão de crédito (e tenho casa, contas rotineiras e como como todos);
- não acho piada ao natal (cada vez mais);
- não comemoro o ano novo agora (só quando faço anos); 
- ainda não quero ter…