terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A insegurança

Acho que, o meu pior inimigo é a insegurança. Odeio esta palavra, odeio ainda mais senti-la.
Sim. Sou insegura. Há que admiti-lo.
O chato da insegurança é que ela tem vários tentáculos. Um deles é o medo, outro é o pessimismo , outro falta de confiança, entre muitos...e, lidar com este bicho é lixado. Se o alimentarmos ele vai engordar de tal maneira que nos engole e aí... desacreditamos-nos.
Por uma outra perspectiva, o monstro tem outro lado. Um pouco de insegurança torna-nos humildes, lembra-nos que somos humanos, que falhamos, que caímos mas que nos podemos levantar e corrigir os erros. A insegurança também nos faz andar para a frente. Dá-nos coragem e atitude quando tudo e todos à volta nos tornam inseguros.
O curioso é que ela (insegurança) adapta-se e aparece com várias faces. Na face de um amigo, pai, mãe, irmão, namorado, professor... é mesmo lixada.
Como em tudo, onde está o equilíbrio? Como manter a fera bem alimentada mas não gorda demais? 
Será que a conseguimos controlar? Ou o controlo é pura ilusão?...
Para meditar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É Carnaval

A proposito do Carnaval. 
Há quem adore, há quem odeie. A mim é-me indiferente. Mais uma data que não ligo nenhuma. Deve ser a minha mania de não seguir modas, tendências, carneiradas.
Há quem diga que andamos mascarados todos os dias, e, de certa maneira, concordo. Acho que é no Carnaval que muito boa gente tira a mascara e mostra quem realmente é. 
Naturalmente observadora como sou, vejo uma época comemorada com sorrisos que mascaram lágrimas. Solidão enfeitada com loucura. Caras exageradamente pintadas que só simbolizam desespero por atenção. Tristeza embriagada com musica. Mais uma data para nos alienarmos da verdadeira realidade.
Mas... é Carnaval e, parece que, ninguém leva a mal...