terça-feira, 16 de março de 2010

Porque é que tudo não pode ser perfeito?

Cada vez me convenço mais que a minha vida, como a minha dança, é um mar de imprevistos.
Quando acho que está tudo certo e encaminhado, vem a mão poderosa do destino e muda tudo em segundos...
Exemplo: última sexta feira, noite que fui dançar num espaço em Palmela.
Maquilho-me, arranjo o cabelo, preparo fatos e musicas, pego na minha assistente ( a minha irmã) e vou buscar ao trabalho o meu outro assistente (o meu marido).
Chego ao trabalho dele e espero que saia... e não sai, reunião de ultima hora que o impede de me acompanhar no meu trabalho.
Stress: não me lembro do caminho... afinal é sempre ele que conduz!
Peço-lhe por telefone que me dê indicações de como lá chegar e já atrasadíssima, voo para lá.
Milagre: consigo chegar ao destino sem me perder (como é de costume meu quando vou para sítios que não conheço e sem o meu co-piloto) e a horas (esta foi mesmo obra divina).
Tento acalmar os nervos, respiro fundo e lá faço a minha dança...
Até corre bem, fui surpreendida com uma pessoa que estava a assistir, que fez questão de me vir cumprimentar e dar os parabéns pela minha performance. Como percebem é sempre bom ter o feedback por parte de quem nos está a ver. Neste espaços (bares e casas de chá), maior parte da assistência não está própria mente a ligar á bailarina, que está ali a dar o litro, muitas vezes estou a dançar para as paredes, por isso, ter alguém que realmente tomou atenção e apreciou dá logo outro animo.
Enfim, acabo as minhas performances, despeço-me e lá pego no carro para vir para casa, completamente estafada e digo para a minha assistente: bom, correu tudo bem, apesar de alguns percalços, conseguimos chegar, a horas, dancei, até me diverti, e agora casa. Perfeito!!!!"
Pois, a meio do caminho, já quase ás duas da manhã, mais precisamente a entrar na auto-estrada, só eu e a minha irmã, o pneu fura... uma estreia para mim!
Afinal nunca é tudo perfeito, nem nunca é como planeamos... como na dança, o que nos faz viver é o imprevisto...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Nada é eterno e tudo se transforma

Numa das aulas desta semana, uma aluna minha deu-me uma notícia que me deixou de boca aberta: tinha posto termo a um relacionamento de onze anos!
Apressei-me logo a perguntar-lhe: mas porquê?
Ela: porque me estava a negar a mim própria...
Não precisou de dizer mais nada, entendi tudo.
A caminho de casa ia pensando no assunto: "foi corajosa, podia se ter deixado ficar, numa relação que já não lhe preenchia mas era confortável, principalmente aos olhos da sociedade, foi mesmo corajosa..."
Ela tem toda a minha admiração pois fez o que 99% das pessoas não fazem: colocou-se em primeiro lugar, pensou primeiro nela, teve a coragem e a responsabilidade de mudar.
Ao longo da nossa vida, principalmente nós mulheres, vamo-nos negando em prol de uma carreira, marido/namorado, filhos, pais, religião/filosofias e até nos escravizamos a favor de uma uma beleza utópica e ilusoria.
Vamo-nos esquecendo, por vezes (muitas vezes) de sonhos, valores e personalidade para viver em função do outro ou de alguma coisa. Com isso ao longo do tempo, vamos ganhando uma falta de auto-estima que nos leva a uma depressão crónica não nos permitindo ter força para seguir o nosso instinto que grita, bem alto, MUDA, SAI, diz NÃO!
Optamos, por comodismo e cobardia, negar essa voz, pois mudar não é fácil, é dificílimo, é quebrar o jarro, é virar a mesa, é gritar... é separar, é colocarmo-nos em primeiríssimo lugar. Muitos nem ousam pensar assim, pois pensam que é egoísmo, mas esquecem-se que se nós não estamos bem, tudo e todos á nossa volta também não vão ficar.
Muitas vezes mudar, causa sofrimento, mas é passageiro e digo-vos, por experiência própria, quando realmente nos colocamos em primeiro lugar, ouvimos a nossa voz interior e a seguimos "no mather what" temos uma transformação profunda e vitoriosa, e como consequência tudo e todos ao nosso redor também se transformam e muitas vezes acordam de um comodismo, também acordam para a vida.
Nunca se neguem a favor de nada nem de ninguém, a nossa ALMA é o que temos de mais precioso! E lembrem-se: nada é eterno... e tudo se transforma, só é preciso um pouco de coragem.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ultrapassando este Inverno, dançando...


Este Inverno não tem sido fácil, acho que para ninguém, e todos tentam de uma forma ou outra, ultrapassá-lo da melhor maneira possível e para mim essa maneira é dançando.

Embora, muitas vezes cheia de frio, lá vou andando ou melhor, dançando e encantando (assim espero) todos aqueles que me vêm. E, como uma recompensa/dádiva divina por tanto sacrifício, dedicação e trabalho, vou recebendo, quando menos espero, o feedback positivo e carinhoso de pessoas que desconheço totalmente, mas que me conhecem e assistem ás minhas performances nas mais variadas festas, eventos e espaços orientais.

Fico ainda mais lisonjeada, quando colegas minhas, que eu respeito muito, elogiam o meu trabalho e têm-me na maior consideração, convidando-me para os eventos que elas próprias organizam. E, é assim, que consigo passar bem este frio e chuvoso Inverno, pois todo o reconhecimento que vou recebendo, não aquece o meu corpo, mas incendeia o meu coração de alegria, e que bom é ter essa sensação...

Aqui vão as próximas datas e locais onde estarei a dançar, para todos que me quiserem ver:


- 12 de Março (sexta-feira) - no Marrakech Bar em Palmela, a partir das 23h; www.marrakechbar.com


- 19 de Março (sexta-feira) - no Marrakech Bar em Palmela, a partir das 23h;


- 02 de Abril (sexta-feira) - no Al - Arabiya Bar na Ericeira, a partir das 23h; www.alarabiya.pt


- 10 de Abril (sábado) - Espectáculo no Festival de Dança Oriental 2010 (brevemente toda a informação sobre este espectáculo no site oficial http://www.eastfestportugal.com/)


E haverá mais... é só aguardar!!!