quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ainda sobre Dança: Arte ou Competição...

Devo reforçar: 
Não há nada de mal nos concursos de dança (falo Dança Oriental), se eles forem encarados, por quem promove e por quem concorre, como uma ferramenta para elevar o nível da Dança Oriental.
Eles (concursos) têm o seu mérito na dinamização da D.O. e, é de louvar quem tem a coragem, paciência e o trabalho de os promover e organizar. Acredito que não seja fácil coordenar concorrentes, nomear um júri e lidar com os familiares das bailarinas... oh GOD, não é fácil!!!
Cabe é, a cada um que aceita embarcar neste desafio (promotores, júris, concorrentes), que o façam em verdade e com o objectivo de se superar seja no que for.
Eu própria incentivo as minhas alunas, caso parta delas, a participarem. Mas, relembro-lhes, que só faz sentido, se encarem o evento como uma plataforma de trabalho, experiência, companheirismo, respeito e humildade em ter a sabedoria de tirar o melhor partido do todo o processo. Ter como expectativa não ter expectativas... fazerem-no com autenticidade e curtir enquanto durar.
Vaidade, ego, ignorância e a ilusão que um título é tudo... é simplesmente isso: ilusão, que um dia acabará por cair por terra e a frustração em lidar com isso é lamentável.
O respeito e validação de um publico, vem não de uma só dança, mas de centenas delas. Não é o traje, maquilhagem, cabelo xpto e truques para show que pesam mas sim, o carisma, dedicação, talento, humildade. Se uma bailarina/o transparece respeito e aceitação por ele mesmo, aí está um vencedor, e o "sucesso" vêm não no espaço de minutos mas a longo prazo. 
Reforço: a Arte e a Criação de algo Original e Autentico, não é como colocar algo no micro-ondas que em minutos está pronto... demora... até onde tiver que ser.
Não queiram apressar e comprometer a vossa própria evolução como bailarinas/os e pessoas. Aceitem que a Dança é mais e mais... que serve para elevar-nos a outros níveis bem mais profundos que a mera superficialidade. Que serve para pensarmos no que realmente queremos da Vida.
Deixo-vos aqui duas perguntas;  porque pratico e o que pretendo da Dança Oriental?
Meditem...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dança: Arte ou Competição

No outro dia, em conversa com algumas alunas, falávamos, entre muitos assuntos, sobre concursos de dança (Oriental, of course). A meio, eu confesso - para espanto delas - que nunca entrei num concurso. E para meu espanto, uma delas, pergunta-me:
"Mas, assim como conseguiste construir um nome e fazer carreira???"
COMO??? 
Com esforço, talento, inteligencia, trabalho e persistência.
A minha surpresa foi, constatar, que a nova geração de bailarinas, acha que se faz uma carreira baseada no sucesso (ou não) que se tem em concursos. 
NÃO!!!
O nome de uma bailarina constrói-se, não através de uma dança para um júri, mas através de centenas de danças para um publico que é mais implacável que qualquer júri. A carreira de uma artista - que é isso que uma bailarina com letra grande é - tem como alicerces um forte e incontrolável talento, que transparece através de MUITO trabalho e convicção. Ela usa a sua sábia intuição sob a forma de uma invulgar inteligencia que reflecte um carisma nato. Ela arrisca não uma mas, dezenas de vezes confiando somente em si.
Eu não tenho nada contra os concursos, se eles forem sãos. Se servirem para "vir ao de cima" o melhor que cada "concorrente" tem. Se for uma partilha de conhecimentos e experiências entre colegas e amigos. Se for para celebrar a dança e a vida. Se for divertido e ético.
O problema é que se pode tornar num vicio, uma busca incessante por uma vitória. Ser rotulada com um titulo e pior: tornar uma dança tão intima numa competição superficial onde, infelizmente, a fantasia - já ridícula - que ainda envolve a Dança Oriental acaba por prevalecer.

(RE) lembro: DANÇA NÃO É UM DESPORTO, É UMA FORMA DE ARTE. Não consegue ser uma competição que é avaliada ao milímetro. Não é matemático e racional. Um júri, por mais correcto que possa ser, NUNCA vai ser completamente imparcial, porque não se pode atribuir um numero a uma dança/bailarina e ser completamente justo.
SIM. Eu nunca participei num concurso. Para mim, não me faz sentido pois eu SÓ compito comigo própria. A minha prova de fogo é cada aula que ministro, cada evento que sou convidada a actuar, cada espectáculo que crio. Cada palco que piso. 
Esses são os meus "concursos" que vão de encontro ao que quero da Dança Oriental. São eles que fazem o meu nome/carreira.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ser Mulher:

Ser MULHER é:

Ser feminina e masculina;
É ser anjo e ser diabo;
É ser meiga e ser agressiva;
É ser a criatura mais bela e a mais feia;
É ser divino e é ser um monstro;
É ser vítima e ser culpada;
É ser frágil e ser forte;
É ser leoa e é ser uma serpente;
É ser sonhadora e provocar pesadelos;
É ser heroína e um ser cobarde;
É ser amiga e inimiga;
É inteligente e é tão ingénua;
É corajosa e é medrosa;
É activa e é passiva;
É livre e é escrava;
É paz e guerra;
É serenidade e caos;
É de estremos onde a busca pelo equilíbrio é uma odisseia...

É...
Uma incógnita...
É hormonal; 
É lunar;
É sábia;
É intuitiva... 
É estrogênio e testosterona;
É um ser acordado e tão adormecido;
É do verbo Fazer e do verbo Sentir;
É do verbo Amar;
É do verbo Odiar;
É ser criadora e destruidora;
É gerar Vida e Morte;
É a essência deste mundo;
É a alma esquecida desta sociedade;

É um ser simples e ao mesmo tempo um ser tão complexo;

É um enigma... talvez o mais misterioso do universo.