terça-feira, 30 de dezembro de 2014

E assim chega ao fim 2014...

Pois é... chegou ao fim 2014. 
Como já referi em textos anteriores, para mim, não é nesta altura que faço balanços ou resoluções para o próximo ano. É sim, quando celebro o aniversario que termino um ciclo e projecto outro.
Por isso e normalmente, na noite de 31 de Dezembro, janto e depois, sossegadamente, passo a meia noite sempre na companhia do meu Amor, da minha irmã e da nossa bicharada. Sem grandes histerismos, barulho ou as clássicas projeções de mudanças.
Gosto de passar em paz e em silencio. Faço uma reflexão se aquilo que projetei quando fiz anos, está a acontecer e se as mudanças que desejei estão a decorrer. Ao silenciar-me consigo ouvir-me e, assim saber o que quero e o que sinto. E, o que eu quero é que a minha vida faça sentido.
Ser uma máquina comercial que dança ou ensina sem conteúdo não me faz sentido.
Ser mais uma odalisca encantada não me faz sentido.
Ser uma fada do lar não me faz sentido.
Passar o que não sinto não me faz sentido.
O que me faz sentido é sentir que aquilo que faço tem sentido.
Complicado não é?... É isso que desejo para 2015: Descomplicar... para que assim me faça sentido.
BOM ANO!!


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Bom Natal


Claro que eu desejo Bom Natal a todos... 
Claro que neste Natal (quase todos) irão estar com as suas famílias, a comer, a receber, a conviver bem quentinhos... Sim... Será, para muitos, um Bom Natal.
Mas lembro-me dos que não têm esse Bom Natal, e entre esses seres incluo os animais que estarão ao frio, com fome, acorrentados, negligenciados e sem um minimo de calor humano. Que sofrem em silencio nos próprios "jardins" da casa onde os humanos estarão a ter o tal Bom Natal. Lembro-me também dos milhares que estarão em abrigos e nas ruas sonhando com a ceia de Natal, na esperança que serão adotados.
Sim... desejo sim um Bom Natal e que com ele, peço só uma coisa ao Pai Natal: um despertar de consciências.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Crueldade das Palavras

É do conhecimento publico que os artistas têm tendências estranhas, gostos esquisitos mas, sobretudo uma sensibilidade apurada. Eu acho que somos pessoas normais, comuns, com a diferença que não nos importamos de assumir o que não é convencional. Sempre fui assim, a "esquisita" da família. Forte, impetuosa, mas, sensível. 
É também do conhecimento geral que os bailarinos têm uma vida de entrega, sacrifício e disciplina para que, em poucos minutos, consigam brilhar no palco. Eu fiz a minha entrega à Dança Oriental anos atrás e, o sacrifício dessa escolha é diária, com uma disciplina que se revela mais a nível emocional que físico.



Tenho reparado, ultimamente, na influencia que certas atitude mas, especialmente, palavras têm em mim. Durante anos bloqueei as energias negativas que se deparavam à minha frente - e pelas minhas costas - não dando ouvidos à mais mesquinha das entranhas humanas mas, reforço: sou uma pessoa normal, que SENTE. O cansaço e desgaste de tanta mesquinhice conseguiu rachar a minha bolha de protecção e assim, deixar-me abalar. 
É impressionante a crueldade do ser humano. Quase que não é humano. Acho que não é mesmo. Não pode ser humano, prefiro pensar assim.
Reparei que as palavras mais requintadas de crueldade - e aquelas que dói na alma - não são de estranhos, são dos nossos mais chegados (fantástico!!!). A família com que nós convivemos diariamente é do piorio...Ui!!! Se sabem magoar!! E, aqueles "amigos" que pensamos ingenuamente que o são, mas revelam-se... pequenos monstros. Esses então acabam por ser mestres na arte da simulação, deveriam ganhar prémios!
Claro que aos que valem a pena - apesar de tudo -, acabo por perdoar. Muitas das vezes faço o esforço de tentar perceber (se é que existe uma explicação) para atitudes que "não lembra o diabo" e, concluo que, não consigo controlar palavras e comportamentos dos outros, por mais que nos iludamos em achar que conhecemos bem essa ou aquela pessoa. 
A única coisa que consigo controlar (e já dá MUITO trabalho) são as minhas palavras, as minhas atitudes e garantir que a minha bolha de protecção não rache facilmente.
Manter a integridade intacta neste mundo não é para humanos... é para super-humanos. Seria mais fácil partir para a estupidez, para a amargura, ser azeda e vingativa, mas não. Escolho não o ser. 
Sei quem sou e há valores meus que não corrompo. As atitudes desconcertantes, a energia negativa, as palavras cruéis dos outros fica com eles. Por mais próximos que me sejam, por mais convivência que tenha e por mais que os ame, não os consigo/posso controlar e assim, LIBERTO-ME desse peso (morto).
Liberto-me principalmente da magoa, rancor e do desejo de retaliação. Energeticamente e espiritualmente, simplesmente afasto-me. É uma escolha. Mais uma vez, escolho-ME. 
Sim... ser bailarina impera a disciplina, e é isso que faço: disciplino a minha mente, coração, alma.



PS: deveria também haver fotos destas, bem giras e diferentes, de bailarinas de Dança Oriental. Se tiverem enviem-me! ;)