domingo, 30 de outubro de 2011

A Dança Oriental em Mim... I

Patrícia Marques, 27 anos, praticou duas aulas

"Antes de fazer as aulas informei-me bastante sobre a Dança  Oriental, percebi que não era mais um estilo de dança mas sim um estilo de vida....
Já dancei vários estilos de dança, num grupo de hip-hop onde tínhamos que ser versáteis, saber um pouco de vários estilos, depois entrei para a contemporânea que percebi que tinha mais haver comigo e com o que queria sentir ao dançar... Fiz dois workshops onde também tinham dança oriental e gostei, mas como era tanta gente tive a sensação contrária e sabia que não era a que deveria ter tido, a energia dispersou-se, e foi uma grande confusão, sabia que se queria tentar sentir ou perceber realmente o que se sente na dança oriental tinha que me inscrever em aulas...
Não queria ficar por aí, sempre gostei muito do Egipto, da sua cultura e tradição, e como tal a minha vontade de experimentar ter aulas a sério levou-me a procurar aulas por perto mas tinha de ser com alguém que me inspirasse segurança. Procurei na net, do que vi pelos vídeos gostei da energia da Sara Naadirah, e aventurei-me...
Pelo contrario de muita gente que frequenta a primeira aula e diz não sentir nada, isso não é verdade...
Somos humanos sentimos sempre alguma coisa, não digo que é o mesmo de alguém que viva da dança oriental, não digo que é sentir o mesmo de alguém que conheça já todos os movimentos e que já não precise de pensar neles para se libertar e passar só a senti-los...
Bastou-me uma aula apenas para saber que já deveria ter embarcado nessa aventura há mais tempo, bastou a aula ter corrido da maneira que correu para perceber que é mais que uma dança... Fez-me sentir bem, fez-me sentir única. A sensação é de satisfação e de aceitação dos nossos defeitos, aceitar-nos como somos e sentir-mo-nos bem. E esta frase não me sai da cabeça: "Quando entrarem aqui pensem que são magnificas". Ou seja é o conhecimento do nosso corpo, é o movimento que podemos fazer com ele, é sentir-mo-nos belas mas também mostrarmos o que somos e não nos fecharmos num cofre como um tesouro a espera de ser encontrado...
Percebi que realmente a dança oriental transforma-nos, e que tudo o que está mal no mundo real, ali dentro desaparece, e fica só aquele momento...
Infelizmente para mim por agora foi mais uma experiência que teve que parar após a segunda aula por motivos de saúde e não poderei fazer o que me faz tão bem à alma, mas não é um adeus, é um "até amanhã" porque acredito que tudo isto vai melhorar. Pode demorar muito tempo, pode demorar anos mas quando passamos por momentos felizes não esquecemos isso, e quando a vida nos prega partidas são esses momentos que nos fazem acreditar que um dia os havemos de passar novamente.
Sara Naadirah obrigada por tudo, podes pensar que é pouco mas foi o suficiente para perceber que a humildade que há em ti torna a aula ainda mais especial...
Sejam Felizes a fazer o que mais gostam de fazer porque o relógio não pára..."


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A Dança Oriental em Mim...

Não. Não serei eu a escrever mas as minhas alunas que aceitarem o desafio de pôr em palavras o que lhes vai na Alma e Cabeça antes, durante e depois de uma aula/dança.
Com esta proposta pretendo acima de tudo pôr-vos a pensar e sentir. Quero que reflitam sobre a parte espiritual e terapêutica que esta dança carrega. 
Que se exprimam!
Também é interessante a partilha de experiencias protagonizadas pelos que não são profissionais, pelos que aprendem simplesmente porque... sim. 

Começa assim:
A DANÇA ORIENTAL EM MIM...

E aqui vai a primeira impressão:


"Eu acho que elas (alunas mais recentes) agora ainda não têm muito a noção do que é realmente a Dança Oriental em termos espirituais, eu não tinha quando entrei. A DANÇA ORIENTAL EM MIM ao ínicio, "não sentia nada", estava simplesmente focada em aprender a técnica, só passado algum tempo é que me deixei ir, libertei a mente, deixei-me voar.. Quando fazemos essa "passagem" não a sentimos, só mais tarde nos apercebemos que ela aconteceu e aí é que é realmente mágico. Deixamos de estar apaixonadas para começarmos a sentir Amor a esta arte.
O clique só aconteceu na minha cabeça e no meu coração o ano passado, quando estive sem dançar.. Sentia-me um robot nesta sociedade mecanizada, não havia "uma pausa", não conseguia respirar fundo como respiro após uma aula contigo. Foi nessa altura que tive a certeza que já não era só físico e técnica, era uma entrega, era a partilha que tanto falas, foi essa necessidade que senti o ano passado. A necessidade de partilhar e de deixar transparecer a minha essência através da dança, a necessidade de me libertar, de durante uma hora ser eu própria, despida de tudo o que nos corrói."


Claudia Maçarico, 22 anos, dança há cinco anos

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Canso-me...

Quero pedir desculpa, a todos que me seguem, por estes últimos tempos não ter escrito quase nada.
Podia arranjar mil justificações para a minha ausência no blog mas, a razão é só uma: estou numa fase pouco criativa em termos de pensamentos. Sim! Não me tem apetecido filosofar. 
Acontece que, com inúmeras coisas para organizar, agendar, criar, ensinar, actuar desde que começou o ano lectivo, a última coisa que quero é sentar-me ao computador e pensar.
E, como já se escreve tanta coisa, não quero ser mais uma a "encher chouriços" só porque sim. Criei o blog para poder partilhar as minhas reflexões diárias enquanto ser humano e bailarina, escrevendo o que ache importante e, como só faço o que me apetece, sempre com o objectivo de ter prazer e me sentir bem, simplesmente não tinha nada de importante para partilhar.

Assim sou eu: faço o que me apetece, quando quero, ao meu jeito. Sou controladora, por vezes obsessiva, mandona. Gosto de liderar. Estar à frente, compreender o que se passa à minha volta. Dominar. Criar e inventar caminhos para seguir teimosamente os meus sonhos e objectivos.
Mas sinceramente, por vezes ser eu, cansa-me...
Não é fácil ter a personalidade e a intuição que tenho. Ter a responsabilidade total de todas as minhas decisões e vida requer uma determinação constante. Uma auto-confiança e auto-estima fortes o que é cansativo. Nem todos os dias são bons... sou humana, tenho defeitos e fraquezas. E graças a Deus por isso, pois são nesses momentos que lembro que não sou a super mulher, sou simplesmente uma mulher.
De vez em quando gosto ser liderada, que pensem por mim, que me controlem, que decidam por mim, que me corrijam, que me calem, que me parem. Que me defendam de mim própria. Que me amem.
Esta também sou eu... insegura e carente...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Workshop de 
Dança Oriental na 
Dança Livre
com
Sara Naadirah

Venha aprender um pouco do universo fascinante da Dança Oriental num workshop divertido e dirigido a todos que queiram experimentar e iniciar-se nesta arte milenar.

19 Novembro (sábado) 10h30 às 12h30

Programa:
. introdução aos movimentos básicos de dança oriental;
. postura / braços / shimys;
. pequenas sequencias coreográficas com os movimentos abordados;

Reserve já a sua inscrição: 20
Dança Livre Rua Marques de Fronteira, 76, Campolide
21 389  41 90