Avançar para o conteúdo principal

Canso-me...

Quero pedir desculpa, a todos que me seguem, por estes últimos tempos não ter escrito quase nada.
Podia arranjar mil justificações para a minha ausência no blog mas, a razão é só uma: estou numa fase pouco criativa em termos de pensamentos. Sim! Não me tem apetecido filosofar. 
Acontece que, com inúmeras coisas para organizar, agendar, criar, ensinar, actuar desde que começou o ano lectivo, a última coisa que quero é sentar-me ao computador e pensar.
E, como já se escreve tanta coisa, não quero ser mais uma a "encher chouriços" só porque sim. Criei o blog para poder partilhar as minhas reflexões diárias enquanto ser humano e bailarina, escrevendo o que ache importante e, como só faço o que me apetece, sempre com o objectivo de ter prazer e me sentir bem, simplesmente não tinha nada de importante para partilhar.

Assim sou eu: faço o que me apetece, quando quero, ao meu jeito. Sou controladora, por vezes obsessiva, mandona. Gosto de liderar. Estar à frente, compreender o que se passa à minha volta. Dominar. Criar e inventar caminhos para seguir teimosamente os meus sonhos e objectivos.
Mas sinceramente, por vezes ser eu, cansa-me...
Não é fácil ter a personalidade e a intuição que tenho. Ter a responsabilidade total de todas as minhas decisões e vida requer uma determinação constante. Uma auto-confiança e auto-estima fortes o que é cansativo. Nem todos os dias são bons... sou humana, tenho defeitos e fraquezas. E graças a Deus por isso, pois são nesses momentos que lembro que não sou a super mulher, sou simplesmente uma mulher.
De vez em quando gosto ser liderada, que pensem por mim, que me controlem, que decidam por mim, que me corrijam, que me calem, que me parem. Que me defendam de mim própria. Que me amem.
Esta também sou eu... insegura e carente...

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula34

 Querido Diário, Foi no passado sábado que aconteceu a terceira aula presencial (e última) desta época lectiva. Estas aulas extraordinárias são importantes. Essenciais para podermo-nos conectar sem o filtro do OnLine. Como já tinha dito anteriormente, por uma questão prática - e não só - as aulas online são eficazes e resultam mas, nada substitui o estar, o “olho no olho”, o toque, o sentir no presencial. O ser humano é um bicho social que precisa desta troca energética e, na dança é fundamental. Por isso, estas aulas esporádicas tornaram-se um encontro ainda mais especial. Porque ali, naquele espaço seguro, aproveitamos ao máximo cada momento. Cada riso. Cada movimento. Cada silêncio reflectido num olhar. Cada palavra traduzida numa dança. Saímos com a alma leve. Com a sensação que valeu cada minuto. Nestas aulas, faço questão de levar a minha filha, que vê e aprende, sem pressões ou espectativas, a minha arte. Assiste ao respeito que nutro pelas alunas neste ...

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula33

 Querido Diário, O nosso estado de espírito influencia a qualidade da nossa dança. Sempre senti isso. Junho, sol, feiras populares é sinónimo de boa disposição que se reflecte logo na dança. Foi nesse espírito que aconteceu a #aula33 e foi uma aula 5 estrelas. Houve disponibilidade para a criatividade onde a Improvisação - com método - foi rainha. É impressionante como é na prática que se consegue (também) os resultados. Com regularidade nas aulas, as alunas estão cada vez mais, à vontade para Improvisar e, a fazê-lo bem. Como já disse várias vezes, Improvisar custa. Não é algo óbvio ou intuitivo. Não basta ter talento. Tem de haver investimento de tempo a ir às aulas. Disciplina para cumprir um método de trabalho técnico e, muita vontade. De superar desafios, metas e até, crenças.   Segue-se, uma aula presencial... estou ansiosa para estar com as alunas e partilhar energias e claro, dança... muita dança. Depois conto-vos tudo!

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula32

 Querido Diário, E chegámos ao final do mês de Maio e a #aula32 acontece numa data muito particular para mim... Foi o dia que comemorei 18 anos de casamento. Sim. 18 anos. Enquanto dava a aula - online, no meu estúdio em casa - o meu marido cuidava e, preparava algo especial e diferente para nós usufruirmos depois da aula terminar e a filhota dormir. A presença e o incentivo por quem nos conhece e acompanha é fundamental no sucesso de quem escolhe uma vida artística. De uma maneira diferente de há mais de 20 anos atrás, hoje, o meu também marido, continua a respeitar e a apoiar o meu percurso que é muito mais do que se vê nos “palcos”. Os bastidores deles são de uma brutalidade inexplicável que só quem os vive sabe. E o meu companheiro de há 25 anos, sabe. Ele vive, e viveu, todos estes espaços e momentos comigo. Todos os altos e baixos. Para bem e para o mal. Talvez seja isso que é verdadeiramente um casamento. Na festa, precisamente há 18 anos atrás, dancei... e o...