domingo, 27 de dezembro de 2015

E mais um ano passou...

É impressionante como o tempo não passa... voa! Mais um ano está prestes a terminar e, para muitos, um novo ciclo começa.
Como já referi muitas vezes, as minhas maiores resoluções são quando faço anos e é aí, que comemoro mais uma passagem de ano. Esta, que irá acontecer daqui a poucos dias, pouco ou nada me diz. Balanços faço-os ao longo do ano. 
Normalmente faço um jantar, passo com o meu marido (sempre há 15 anos) com a Nikita, com a minha irmã e o meu sobrinho lindo o Brownie. Como nunca faço planos para essa noite, muito provavelmente, este ano, será igual menos a parte do jantar. Preciso de um time out da cozinha. Gosto imenso de cozinhar mas... há limites.
Deito-me cedo. Por volta da uma e pouco da manhã já vou dormir... para muitos o ano deve começar com muita agitação e barulho. Para mim nada como começá-lo com uma bela noite de sono. Sossego e silencio. Nada mais.
Muitas vezes perguntam-me porque não trabalho nessa noite. Acham estranho eu não fazer questão de estar dançar numa noite de festa onde faria todo o sentido estar a animar algum evento. É simples. Porque tenho todas as outras noites para dançar. Esta, tal como no meu aniversário, e outras datas especiais faço questão de ser só a Sara e não a Naadirah, na companhia de quem amo e principalmente em paz. Há momentos que não abdico de estar inteira para os meus e para mim. É assim que equilibro a minha vida privada com a profissional.
Que 2016 seja... sempre melhor que os anteriores. Que finalmente Portugal entre numa fase mais prospera e alegre. 
O desejo que faço à meia noite? Que seja feliz.




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Natal 2015


"Dê a quem você Ama :

- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar... "  Dalai Lama


Estas serão (são) as minhas prendas de Natal para quem amo. 
Confesso que, este ano, não estou muito natalícia... não sei se é do tempo, conjuntura ou mesmo falta de tolerância com o habitual consumismo exagerado desta época. Não sei... parece-me tudo tão forçado, descontextualizado e hipócrita. Não é por acaso que é conhecida como a "triste época mais feliz do ano".

Mesmo assim, tenho a bênção de ter uma família que, para bem e para mal, se junta à volta de uma mesa cheia e com muita confusão à mistura.
Tirando a minha irmã, todas (sim... as mulheres) estão encarregues do banquete. A mim, este ano calhou-me os doces. Já tenho a lista dos mesmos, ingredientes comprados e tudo estruturado para que no dia 24 e 25 nos deliciemos com as minhas sobremesas preferidas.
ADORO os doces típicos mas confesso que não são fáceis de fazer. Percebo e domino técnica de dança mas, a técnica da doçaria portuguesa é lixada. Requer concentração, prática e, o que normalmente nunca sigo à letra: executar a receita sem inventar. O que me vale é a Bimby (não estou a fazer publicidade nem tenho comissões de venda) mas a maquineta é mesmo uma ajuda para os tais pontos específicos e misturas esquisitas. Parece que fica, quase, sempre bem.
Apesar de tudo, gosto de dar as boas festas e desejaria que todos tivessem uma família (não esquecendo os nossos animais de companhia) onde passar esta época, com muita comida, saúde e risos. É muito bom ter tudo isso.



BOM NATAL!!!!!!!!



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nova oportunidade de Aulas D. Oriental

Novo ano, Nova aula, Nova oportunidade de aprender a arte da Dança Oriental.
A partir de 7 de Janeiro começam a aulas - nível iniciado -  no Pavilhão Gimnodesportivo de Oeiras.
INSCRIÇÕES ABERTAS!!!
Mais informações:
saranaadirah@gmail.com



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

May The Force Be With... Me


Esta frase nunca me fez tão sentido como agora.
Quando tudo e todos nos falham, a única hipótese é agarrar-mo-nos a nós próprios num jogo mental complexo.
A mente - a minha maior adversária - prega-me rasteiras cada vez mais criativas. Domá-la, é cada vez mais difícil, mas não impossível. É incrível a força que temos quando menos esperamos, força essa que está presente quando rebolamos no chão a chorar ou quando gritamos por ajuda que não vem.
Saber silenciar a mente quando tudo à volta é ruído é uma arte tão ou mais complexa que a própria dança. Discipliná-la (a mente) requer a mesma dedicação que um atleta olímpico. Ouvir-me e não subestimar a minha intuição não é para meninas, é para MULHERES.
Vale-me as bolhas de oxigénio quando partilho a minha dança. Bênção que entrou na minha vida há quase 15 anos atrás e fez-me perceber que as respostas estão em mim. Mal sabia na altura, que a Dança do Oriente seria a minha tábua de salvação. É minha força que se renova cada vez que faço um movimento.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Adivinha:

O que é que o inverno e uma vida partilhada com outra pessoa têm em comum?
CONSTIPAÇÕES!!!!!

Não acredito que mal chegou o frio fiquei logo doente. Corrijo: não fui eu que fiquei primeiro, foi o meu marido, mas claro, se ele tem eu apanho, tão certo como 2+2 são 4. Por mais que me resguarde, não há hipótese, vivemos quatro nesta casa: eu, ele, a Nikita e o vírus.
Não há coisa que mais me irrite que uma bela constipação... e ter de dançar assim?... não há pachorra.
Resta-me um fim-de-semana (como foi o fim desta semana) deitada, com lenços e cobertores ao som de espirros.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Porque a vida continua...

Não vou comentar os acontecimentos da última sexta feira 13. Já muito foi dito. Acho que não teria muito mais a acrescentar senão que sinto uma profunda solidariedade por todos os familiares e amigos de quem morreu nos atentados.
Podia ter sido comigo.
Também não posso deixar de sentir compaixão por todos aqueles que, no médio oriente estão a ser massacrados sem terem tido nenhum voto na matéria.
Há milhares de vitimas de ambos os lados, num planeta que é só um.
O mundo está mesmo virado de pernas para o ar. E, na minha humilde opinião, os verdadeiros mentores desta "guerra" estão longe dos olhares e bem disfarçados. Há aí muitos "lobos em pele de cordeiros" e tudo isto já ultrapassa religiões, países, raças e culturas. Só me vem à cabeça uma palavra para: Desumanidade.
Por mim, a melhor maneira de não nos deixarmos aterrorizar é continuando com as nossas vidas, usufruindo a liberdade a que temos direito. E sendo assim, tenho uma sugestão para este fim-de-semana.
Vai acontecer em Lisboa o Oriental Dance Weekend. Três dias de workshops, competição e gala internacional onde terei o prazer de estar a dançar ao lado de nomes importantes e claro, com as minhas colegas.
Não deixem de aparecer!!!!
Toda a informação:



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Nuvem Negra

Sim, eu sei que já se falou muito, talvez demais sobre o assunto mas, há uma nuvem negra sobre Portugal que teima em não passar.
Esta nuvem, mais conhecida por desemprego já se está a tornar numa praga que afecta não uma, nem duas, mas dezenas de pessoas desde familiares directos, a amigos e conhecidos. 
Pior, o desemprego vem dando lugar aos empregos da corda bamba - agora tens, agora não tens, agora serves, agora não serves - sem nenhum vinculo, apoio ou protecção social.
Eu, como bailarina e professora de dança, sempre trabalhei a recibos verdes, os tais green one`s que bem poderiam ser blak de tão injustos e precários que são. Com eles só tenho deveres, não direitos.
Em doze anos nunca consegui um contrato de trabalho. Habituei-me a receber se trabalhar e, somente se trabalhar bem. Sempre produzi , por minha conta e risco, todos os meus espectáculos. Fiz muitos e muitos pro-bônus, fui enganada e aproveitaram-se do meu talento muitas e muitas vezes. 
Nunca tive um subsídio, nunca tive um apoio quando fiquei doente e muito menos ajuda quando, no auge da crise (se é que já passamos esse ponto) o trabalho reduziu drasticamente. Na prática e na vida real, quando não há estabilidade não há espaço para a dança, muito menos para a Dança Oriental que neste momento não está na moda.
E, como se já não bastasse tudo isto, ainda levo com a estigmatização e marginalização que a minha profissão acarreta. Se, um engenheiro por exemplo, não tem trabalho é porque está com azar, é da crise, etc, há uma compreensão social... mas se um bailarino não tem trabalho é porque é um desocupado. Afinal ser artista ou promover cultura como profissão, seja num palco ou a ensinar é para quem não quer fazer nada, ou - a que mais me irrita e revolta - é para ser a part-time ou um hobby. 
A mim, embora me doa e pior, me canse (cada vez mais), já estou habituada ao estigma, precariedade e luta. É o preço - ALTO - que pago para poder ser quem sou, com a liberdade que mereço. É injusto mas é a realidade. Para piorar e ainda a somar, a toda a hora tenho o conhecimento que alguém está ou ficou desempregado.
É que não é um, nem dois, são muitos. Lido com este flagelo, não há alguns meses mas há anos - demasiados anos -  quer sejam com familiares directos, amigos ou conhecidos que tem implicação profunda na minha vida. Afinal não vivo isolada e desengana-te se pensas que este mau tempo não te afecta: todos dependemos uns dos outros. Uma sociedade instável promove insegurança, ignorância, medo, desanimo, pessimismo, fragilidade. Já chega... já não se aguenta... está demasiado pesado.
Pergunto: quando é que esta nuvem negra passará?...
Com o circo que vejo na assembleia, não me parece que seja tão cedo. 
E, enquanto, aqueles senhores guerrilhão entre eles pelo "iron throne" numa versão ridícula e mal escrita do "Game of Thrones" há toda uma geração (aliás várias) que está a pagar caro toda essa triste produção.
Como é possível não terem vergonha na cara... 


PS: Saga Star Wars revista e MUITO apreciada... ansiosa, estou, pelo 7º episódio.
007 Spectre, uma desilusão. O agente mais famoso e intemporal do mundo pela interpretação do LINDO Daniel Craig deveria, na minha opinião, ter acabado no anterior Skyfall. Arriscaram um quarto episódio que não compensou.
Próximo: The Hunger Games, outra saga que precisa de ser revista antes de ver a última parte.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Praticando o Desapego

Eu sei, eu sei... tenho de agradecer tudo o que tenho todos os dias. Sentir-me grata e feliz por todas as conquistas... eu sei. E sou! Acreditem, sou.
Mas então porque é tenho momentos que me sinto a pessoa mais infeliz do mundo... serei eu uma ingrata?!...
Eu tenho tudo e não não tenho nada, é o que sinto. Aprendi a não subestimar e/ou anestesiar o que sinto. Se isto faz de mim uma ingrata, então eu o sou. Lidar com a (minha) verdade é o caminho para a (minha) felicidade.
Não quero mais. Quero é melhor. Melhor qualidade de vida, de afectos, de amor, de trabalho, de dança... uma versão melhorada de mim. Esta é a minha ambição.
Confuso, certo?... Assim - também - sou eu... uma grande confusão... de pensamentos, de sentimentos, de vontades. Disciplinar a minha cabeça, através da prática do desapego é um grande desafio (mais um para a colecção). O universo colocou-me esta tarefa nas mãos que esgota a minha bagagem emocional a um nível quase insuportável.
É muito cansativo ser EU.
Não mais... melhor. Praticar o desapego. Bolas... ser, verdadeiramente feliz dá MUITO trabalho.



PS: só consegui ver, ainda, os três filmes mais recentes da Star Wars... próximo fim-de-semana serão os outros três. É tão bom viajar com aquelas personagens... adoro mundos fantásticos sustentados por uma boa história. 
May The Force Be With You!!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

My Halloween

Para ser sincera, eu nunca percebi esta cena do Halloween.
Pode até ser que lá nas Américas faça sentido, já que é tradição lá deles, mas aqui??... Parece-me forçado e fora de contexto.
Apesar de não achar grande piada aos festejos desta data, cada um é que sabe e, se gostarem de "brincar" aos horrores, só tenho a dizer: DIVIRTAM-SE... por mim, já me basta ver a série "The Walking Dead" que não ata nem desata, tenho ali zombies para o resto do ano.
Mas, embora não vá fazer maluqueiras na tal noite das bruxas (coitadas das bruxas!!!), vou tentar fazer outro tipo de loucura: perceber a histeria à volta da saga Star Wars. Ah Pois!!!... 0007 vai ter de esperar... tu serás a seguir.

É obvio que já vi os filmes... mas decidi revê-los pela ordem certa, antes de estrear o 7º episódio.
O problema é: qual é a ordem certa???... É que, segundo metade dos aficionados deve-se ver os seis filmes pela ordem da historia, ou seja, primeiro os três mais recentes e depois os outros três mais antigos. Já a outra metade diz que deve-se manter a cronologia de filmagens.
Não sei, vou pensar... só sei que quero vê-los com olhos de ver e, seguidinhos!!! Seis belos filmes com direito a mousse de chocolate caseira e um belo cobertor com a minha Nikita a roncar em cima das minhas pernas.
Happy Halloween!!!


PS: Sou a mais nova fã da série "Game of Thrones"... brevemente todo o relatório da minha mais recente obsessão.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Uma Dança que dá um Blog

Bom... passado quase três meses de ausência aqui da blogosfera, retorno.
Sim, eu sei que já passou algum tempo mas, eu - ao contrário de muitos artistas - tenho necessidade de me retirar e de me silenciar como do ar que respiro.
Distancio-me para poder Criar.
E assim, sempre foi e, assim é: apresento um blog com uma nova imagem que transparecerá uma escrita renovada.
Prometo que serei mais assídua com posts que reflectem as 1001 danças que se passam na minha cabeça. Estas, vão muito além do corpo físico e, é na escrita que - também - expresso a dança da minha alma neste palco virtual.
Tu, que estás a ler, és o meu publico. A musica é a que tu quiseres... que o espectáculo comece:
Os Pensamentos de uma Bailarina... UMA DANÇA QUE DÁ UM BLOG.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

E assim passou mais um ano...

Como o tempo passa...
Acordei hoje dando-me conta que encerrei mais uma época lectiva e que, daqui a pouco mais de uma semana, concluo mais um ano de vida.
Fiquei baralhada... passou um ano assim... num abrir e fechar de olhos.
Como sempre, faço nesta altura uma pequena reflexão... 
Foi um ano que, finalmente, depois de tanta instabilidade e mudança, pude respirar fundo e pensar em mim.
Foi um ano onde fechei algumas portas e, arrumei assuntos e pessoas que não contribuíam em nada para a minha vida. Ficou no passado. De consciência tranquila, fiz o luto e segui em frente sem olhar para trás e sem arrependimentos.
Sinto-me aliviada e mais consciente que o meu instinto quando fala, FALA. E, quase sempre está certo. Segui-lo é uma escolha e quando o faço-o, por mais que trema e duvide, acaba por ser a via mais sábia.
Foi um ano que resolvi não ser indiferente à crueldade que afligimos aos animais e por isso deixar de vez de comer carne e cada vez mais ser activista desta cousa que deveria ser de todos.
Foi também um ano que, forçosamente, tive de retornar às origens. Tive de me lembrar porque escolhi os caminhos que escolhi. Tive de recordar o meu foco que, depois de passar um tornado, ficou desfocado. 
Não foi um ano fácil... nunca é... e acho que nunca será.
O meu espectáculo TERRA ENCANTADA reflectiu tudo isso e, foi um sucesso além de profissional, principalmente  foi pessoal. 
Foi um ano que me lembrei de quem sou.
Estou prestes a começar mais um. Sem expectativas espero saborear cada momento de uma forma descontraída e verdadeira. 
Cheira-me que uma nova e importante etapa possa surgir...
Que venha!  

terça-feira, 14 de julho de 2015

Aulas Dança Oriental . Set 15 a Jul 16

Aulas de Dança Oriental

Época 2015 . 2016
14 Setembro 2015 23 Julho 2016

LISBOA:
Espaço DANÇATTITUDE
Travessa Escola Araújo 3ªA, Estefânia, Lisboa . 965 127 123

3ª feiras:
Nível Iniciado / Intermédio– 20h às 21h30

Mensalidade: 38€
Inscrição: 15€ inclui seguro


OEIRAS:
Espaço Prema Yoga 
Rua de Belém 22A - Oeiras

2ª feiras:
Nível Iniciado - 18h30 às 19h30
4ª feiras:
Nível Iniciado/Intermédio- 20h30 às 21h30


Mensalidade:
1xsemana: 38€
2xsemana: 60€
Inscrição: 15€ inclui seguro



Como garantir a sua vaga:
Envie um e-mail – saranaadirah@gmail.com , ou telefone-me (914258256) ou envie-me uma mensagem através do Facebook (procure Sara Naadirah) e indique os seguintes dados:
- Nome completo
-Idade e Data de Nascimento
- Nº de BI
- Morada e Código Postal
- E-mail
- Nº de telemóvel
- Nível
e
Efetue uma transferência bancária (avisando-me de seguida que o fez) do valor da primeira mensalidade e valor da inscrição para o nib:
Novo Banco - 0007.0271.00150604809.65

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sou sim maluquinha pelos animais e com muito orgulho

Há três anos e meio, escolhi, ter um animal de estimação. Um cão. 
Não sabia nada sobre eles, aliás, tinha medo deles. Mas mesmo assim, decidi, com o meu marido termos um. 
Apesar de toda a minha ignorância sobre o assunto, sabia que, ao entrar um ser vivo em minha casa (que não pediu para lá entrar), ele seria da minha inteira responsabilidade bem como o seu bem-estar. Sabia que o teria para o resto da vida e teríamos que nos adaptar a este novo ser.
Apesar também de ter uma tendência para gostar mais da raça labrador, nunca me fez sentido ter de "comprar" um animal... para mim, uma vida não se compra... adopta-se e assim foi, procuramos várias associações e a Nikita uma rafeirinha linda, aparece nas nossas vidas.  
Hoje sei que não fomos nós que a escolhemos, ela nos escolheu. Estava lá à nossa espera e na altura certa, nós vimo-la e nos arrebatou. Até hoje não consigo explicar a "química" que tenho com ela que foi desde o primeiro olhar.
Nunca tinha pegado num cão... nunca me tinha aproximado de um cão... nunca tinha passeado, alimentado, tocado num cão (parece impossível mas é verdade)... a Nikita, ensinou-me tudo acerca do universo canino com uma paciência e compaixão que nenhum humano consegue ter.  O convívio diário com ela  tornou-me melhor pessoa. É o meu anjo da guarda. Adoro-a!

Mas, o grande ensinamento que ela dá-me é fazer-me tomar consciência do modo egoísta que vivemos e da crueldade que infligimos aos animais a toda a hora. 
Já nem falo da industria barbara que é a produção e consumo de carne e derivados de animais... Já nem falo da industria de os usar como entretenimento... Já nem falo da industria de reprodução e trafico de animais exóticos e domésticos. Falo da ignorância e na estupidez só porque sim de "donos" (para mim este termo está desatualizado ninguém é dono de ninguém, temos sim à nossa responsabilidade outros seres) de animais de estimação que optaram por tê-los mas, "que afinal dão muito trabalho..." e acabam por depositar todas as suas frustrações nesse animal e por fim abandoná-los.
Há tanta, mas tanta crueldade mascarada de bondade nesses "donos" que me mete nojo. Hoje em dia não há, aliás nunca houve, desculpa para terem um animal amarrado, espancado, esfomeado, cheio de doenças, cheio de sede, à mercê de humanos doidos, egoístas e egocentristas. Os maltratos aos animais ultrapassam a minha imaginação e está estampado em todo o lado. 
A Nikita, sensibilizou-me para essa realidade que, sempre existiu, mas que eu escolhia ignorar. Só não vê quem não quer. Chamo a atenção que maltratar um animal é, também, desrespeitar a sua essência e a sua individualidade. É privá-lo da sua liberdade, necessidades, amor e respeito. Ter a nosso cargo um animal envolve amá-lo, ter paciência, ter consciência, ética e não "desistir" deles só porque tornou-se inconveniente ou porque não sabemos lidar com eles. 
Apesar de não conseguir salvar todos, salvei a Nikita. E deixei de ignorar a realidade estampada na nossa cara. Através do meu exemplo, atitudes e acções posso influenciar positivamente quem está ao meu redor. Não me é indiferente um cão ou gato de rua... posso dar-lhe um pouco de atenção, água e comida. Posso denunciar os maltratos. Posso assinar petições. Posso sensibilizar outros "donos" à esterilização, à importância das adopções e não à compra de animais independente se são de raça ou não, à educação dos mesmos e à sua psicologia, etc... há imenso que podemos fazer em prol destes seres que coabitam connosco e por todos os outros.
Sim... escolho não ficar indiferente.
Sim... escolho tentar fazer alguma coisa.
Sim... escolho não comer carne.
Sim... sou "maluquinha pelos animais"... cada vez mais e com muito orgulho.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Assim foi na Terra Encantada...

Eu acredito que há um momento certo para tudo. E, acredito que há anjos que abençoam esses momentos certos. Assim foi o meu mais recente espectáculo TERRA ENCANTADA: na hora certa, rodeada de anjos e um muito particular.
Como em tudo que faço, senti o meu instinto gritar que conseguiria idealizar e realizar um espectáculo, que fosse um resultado directo do meu coração e que viesse das profundezas da minha alma, baú onde fui resgatar memorias. 
Queria que fosse diferente de tudo que já tivesse feito e que se tornasse muito especial. E assim foi... especial onde tive a sorte de reunir não só na plateia, como em palco, pessoas muito especiais a quem eu agradeço profundamente. 
Consegui. A fasquia subiu. As portas abriram-se para um novo e mais exigente publico. 
Há muito que um projecto não me dava tanto prazer, tanto gozo onde todas as ideias fluíram e, onde em palco, criamos uma energia que contagiou e, não deixou ficar ninguém que estava a assistir indiferente. Onde e sobretudo, o objectivo é elevar a estatuto de Arte e sempre dignificar esta dança que me escolheu.
Senti-me Feliz, Realizada, Agradecida e isso transpareceu.
Ao meu lado, e em todo o processo, tive o tal anjo muito particular: o viajante que encontra esta Terra Encantada. Encantou e deixou-se encantar. O Emanuel Vicente foi o braço direito que me ajudou com o seu talento e optimismo. Obrigou-me a sair da minha zona de conforto e o resultado foi este... as imagens valem por mil palavras:
























Grata à Yolanda Rebelo, Judite Dilshad, à Dilshadance e ao Grupo Dançattitude, pelo vosso empenho e talento.
Terra Encantada estará para sempre no meu coração como um dos meus melhores e mais maduros espectáculos que fiz até hoje. Feliz por ainda - depois de doze anos como bailarina profissional de Dança Oriental e dez espetáculos realizados - conseguir surpreender-me e surpreender um publico que me segue há anos. Agradecida por conquistar novos públicos e palcos cada vez mais exigentes. Realizada por saber que todos estes anos não foram em vão e, muito otimista pois ainda tenho muito para dar e, ainda há muito por fazer no caminho da dignificação da Dança Oriental em Portugal e no mundo.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

A poucos dias do espectáculo...

A poucos dias do espectáculo sinto:

Um nervosismo electrizante;
Uma confiança  misturada com insegurança;
Uma certeza fundida com uma sensação de paz;
Uma ansiedade confundida com adrenalina;
Uma alegria contagiante;
Uma tristeza por saber que passará rápido;
Expectativa...
Desejo de sorte, força, inspiração...
Felicidade por estar rodeada de talentosos colegas.
Oportunidade de estar em palco.
Poder em tentar tocar almas.
Bênção em ser bailarina que, apesar de todos os riscos, faço-o com garra, convicção e pela minha cabeça e coração.
Responsabilidade em espalhar a minha Arte e Sensibilidade na minha visão da Dança Oriental.
Uma calma, aguardando a grande noite...





terça-feira, 28 de abril de 2015

Convenção AZIZA - 10 Maio 2015


Não percam 5 Workshops à vossa escolha por apenas 35€

Inscrições:
DE 14 DE MARÇO A 1 DE MAIO - 35€
DE 2 DE MAIO A 10 DE MAIO- 40€
Informações:
Telef: 96 5424677 / 91 030 3434
E-mail: sahara.dancestudio@gmail.com

E
Espectáculo final com todos os professores da convenção.



sexta-feira, 24 de abril de 2015

12 anos depois...



Quando abri o programa do Museu do Oriente, e me deparei com a publicidade do meu próximo espectáculo, simplesmente sorri...
Reflecti sobre o que foi preciso para conseguir ter um espectáculo meu num auditório tão requisitado e restrito como este.
Foram precisos 12 anos...
De trabalho diário, de persistência, de lágrimas mas também de muitos risos misturados com boas doses de loucura.
12 anos a provar que a Dança Oriental é mais do que uma dança exótica de meninas bonitas com nove espectáculos realizados, os dois últimos neste espaço.
Esta foto, enche-me de orgulho por saber que construí um nome respeitado na área da dança e onde agora, abrem-me as portas sem colocarem em causa a qualidade que ofereço.
Este espectáculo é, a meu ver, o meu melhor até agora. Idealizado com maturidade, tempo e sempre com a ousadia que me é característica.
Estou desejosa de subir, mais uma vez, neste palco e, com os meus colegas, partilhar com o publico a minha Dança Oriental nas suas mais diversas vertentes.  Será diferente, mágico e MUITO especial, para mim e para quem se deixar encantar.
Esta foto reflecte o que foi a minha visão há 12 anos quando decidi ser bailarina profissional... um caminho difícil mas que resultará na TERRA ENCANTADA.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Dare to Dream



Há momentos que acho mesmo que sonhei muito alto ou eles são grandes demais para mim.
Por vezes, não sei se são sonhos ou já pura teimosia. Sempre, desde que me lembro, lutei contra a maré. Não para dizer que sou diferente, ou que tenho algum tipo de missão, ou blá blá blá.... simplesmente lutei sempre contra maré porque esta não me fazia - e ainda não faz - sentido.
O grande problema é que essa maré de "amigos", pessimismos, preconceitos da sociedade, os medos, as culpas, o ceticismo da família, etc... transformou-se, ao longo do tempo, num mar gigante que já não pede licença quando quer engolir-me. 
"A vida é mesmo assim" dizem-me... e sinto cada vez mais o peso desse mar quando AINDA atrevo-me a sonhar. 
Para minha tortura - ou benção, um dia saberei - não consigo deixar de ouvir o meu instinto. A minha alma criativa grita constantemente e eu, ao tentar silenciá-la, retiro-me vitalidade. Então, para não morrer, alimento o meu coração com objetivos que, para todos, é loucura e perda de tempo.
Sinceramente pergunto senão têm razão.
Quem sou eu para lutar contra, neste momento, um oceano?... 
Terei mesmo de lutar contra ou, rendo-me?
Não estarei eu a alimentar o meu ego, não estarei a viver alienada da verdadeira realidade? 
Sinceramente já não sei... 
Continuo, pelo menos por enquanto, a atrever-me a não só sonhar mas, a tentar realizar esses mesmos sonhos. A TERRA ENCANTADA (o meu novo espectáculo que subirá ao palco do Museu do Oriente dia 30 Maio) resume a minha vida, recflete os meus sentimentos, é  a expressão da minha coragem em viver o meu sonho e, é o que neste momento me mantem FELIZ, ESPERANÇOSA e LIVRE.
Perguntou-me ontem a minha mãe: para quê te metes na realização desses espetáculos...? De que é que te vale?
E eu respondi: porque é o que me faz sentir VIVA.
Ainda é essa sensação de me sentir viva (nem que seja por meros momentos) que faz com que enfrente o tal oceano e pior que ele: a minha própria e complexa mente. Que complicado é domesticá-la. Acreditar que é possível: esse é mais outro oceano....





sexta-feira, 6 de março de 2015

Terra Encantada . 30 Maio . 21h30 . Museu do Oriente

Muito em breve, o meu novo espectáculo subirá ao palco do auditório do Museu do Oriente, para uma noite inesquecível.
Este será - assim o sinto - o meu melhor show até agora. Vai ser diferente, profundo, experiente, simples mas original.

Terra Encantada, assim se chama...

Trata-se da visão de um viajante curioso que nas suas deambulações pelo mundo encontra um local misterioso, com uma energia diferente de tudo que viu.
 Aí, é surpreendido por uma invulgar bailarina que, com as suas irmãs, irão envolve-lo com as suas danças carregadas de memórias e sentimentos. Segredos serão revelados e ele deslumbrado, render-se-á aquela Terra Encantada. 



Claro, que não estarei sozinha. Contarei com a participação valiosa de queridos colegas que, com os seus talentos, abrilhantarão de forma memorável todo o espectáculo:


. Emanuel Vicente, será o viajante curioso, divertido e original.


. Yolanda Rebelo, uma das minhas irmãs, que com os seus sagat`s seduzirá.


. Judite Dilshad, que, com a sua tribo mostrará o lado misterioso desta terra.




. Grupo Dança Atitude, e os seus véus mágicos darão cor e alegria.



Eu, prometo, apresentar uma dança original, muito minha, muito singular... 
Um espectáculo meu e destes artistas, para TODOS que querem encantar-se com a Dança Oriental... e não só!






sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Danças que nos revitalizam

Como disse no post anterior, há trabalhos que fazemos porque sim e há trabalhos que fazemos por pura paixão.
No caso do último evento "Noite de Dança e Poesia" foi um daqueles trabalhos por puro prazer, pela entrega que se tem à Arte de Dançar.
Não só porque estava rodeada de colegas que admiro e tenho um profundo respeito. Mas também porque conheci um exemplo de bailarina e mulher que me inspirou a dar o melhor de mim naquela noite. Ela chama-se Paula Lena (what a woman...).
Por incrível que possa parecer, senti uma energia que envolvia e que criou um ambiente unico e forte. Senti ali a presença das nossas antecessoras, a alma das mulheres da terra materializadas em danças de transe milenares, tudo num ambiente onde não havia espaço para egos, superficialidade e manias.
Amei! 
E isso notou-se na minha dança. Não só para quem assistiu mas - e principalmente - eu senti que o meu baladi (ao estilo do Cairo), de repente ganhou uma vida própria e eu não era eu... era um corpo guiado por algo mais profundo, numa improvisação bem... mágica, eu diria.
Como me senti bem... disse: "exorcizei os meus demônios" naquela noite. E foi mesmo.
É impressionante. Há medida que os anos vão passando, a minha dança evolui para um nível onde tudo que é racional e superficial desvaneasse-se. De repente dou por mim não a recriar-me mas a transformar-me. É um campo que estou agora a explorar. Deixar-me ir... pela musica, pela energia, pela força ancestral que corre nas minhas veias das minhas mães e avós. Deixar a mulher selvagem, primitiva, intuitiva que há em mim vir à superfície da pele em forma de dança. 
Um desafio, que irá tornar o meu novo espectáculo, muito, muito especial.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Noite de Dança e Poesia

Há trabalhos que fazemos que, têm de ser feitos. Mas há outros que dão um prazer tão grande que esquecemos que é trabalho.
Este sábado à noite será um desses onde o trabalho se funde com puro prazer.
Muito ansiosa por partilhar o palco com a Yolanda, Iris e Paula Lena. E mais ansiosa por, pela primeira vez, será recitado em publico um texto da minha autoria.
Reservem já o vosso lugar... eles são limitados.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Trabalho Virtual

Há 15 anos atrás sonhava, secretamente, em ser bailarina profissional. 
Há 14, descobri que era através da Dança Oriental que o meu sonho se tornaria realidade e, há 12 que vivo esse sonho.
Julgava eu que ser bailarina profissional seria só treinar, ensaiar, ensinar, coreografar, escolher figurinos, musicas e dançar. 
Era bom era... mas rapidamente percebi que, cinco minutos de palco exigiam muito mais que só o que referi acima. Aliás, essa era a parte mais fácil. Nunca imaginei - e olha que imaginação não me falta - que fosse tão duro ser-se bailarino profissional, a solo e em Portugal. 
As horas que passo a preparar terreno para, TALVEZ, ter cinco minutos de palco são tão longas como cansativas e intelectualmente exigentes. Percebi que é um caminho solitário onde tens somente a tua inteligencia e força de vontade para ter esses cinco minutos de palco. 
Apoios?!!! Muitos poucos. Ajudas?!!! Nenhumas. Rapidamente aprendes a desenrascares-te e a improvisar quer no trabalho de bastidores quer em palco.
Rendi-me, anos atrás, às tecnologias como mais uma (mas importantíssima) ferramenta de trabalho e hoje, por incrível que pareça, passo tantas horas no computador e nas redes sociais como passo a dançar e tudo mais. 
Cinco minutos de palco exigem mais de cinco horas (ou dias) em frente a esta máquina. E o mais engraçado (??) é que muito provavelmente - pois nunca contabilizei - passo mais tempo a fazer todo este trabalho virtual que a dançar.
E assim, e para passar mais um tempinho nas redes sociais, rendi-me a mais uma necessidade (pois já fazia sentido) e criei uma página oficial no Facebook: Sara Naadirah Oriental Dancer/Artist 

www.facebook.com/sn.orientaldancer

Sempre neguei ter muitas "coisas" na net, e acho sinceramente que há "coisas" a mais e o que é demais também enjoa, mas não posso ignorar as tendências e, mais esta ferramenta, está a vosso dispor para fazerem o vosso LIKE e assim terem - mais - acesso a parte do meu trabalho, dança e dia a dia.