quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desligar para Religar

Todos os anos eu tiro pelo menos uma semana para estar em contacto permanente com a natureza.
Durante essa semana tiro a maquilhagem, brincos, anéis, deixo o sutiã de lado e só visto e calço o indispensável. Troco a casa de cimento por uma tenda, a cama pelo chão.Tento desligar o máximo de tempo possível (mas confesso que me custa) o telemóvel, o computador, a net. Nem me lembro que existe televisão muito menos sinto falta dela. 
Se possível tento não ver pessoas. Isolo-me tendo só como companhia o meu marido (companheiro inseparável e aproveitamos para pôr o namoro em dia ;)), as arvores, os animais, o sol e o mar.
Parece radical mas para mim tornou-se essencial. É um prazer, quase vicio, acampar no meu secret place, num dos meus locais preferidos do país - a costa alentejana.
Assim é a forma que tenho de realmente desligar-me do mundo e concentrar-me em mim, relaxo e religo-me às raízes de que todos viemos. Relembro o que é importante e essencial para vivermos. 
Ao estar em contacto permanente com a terra, faz-me respeitá-la cada vez mais. Ao depender dela, sinto a sua energia como uma sessão de Reiki e ao interagir com ela faz-me lembrar como faço parte de um Todo magistral, generoso, superior, muito para lá da nossa limitada compreensão.
Também durante este tempo não quero dançar e a unica musica que quero ouvir é a dos pássaros logo pela manhã, o som do mar e do vento que bate nas arvores. Paro, sossego, reorganizo ideias enquanto vejo o pôr do sol da minha tenda. Presentei-o-me com o simples prazer de não fazer nada, não ter de fazer nada. 
É isto que é para mim acampar... e é disto que também é feita as minhas férias: distanciar-me, sentir saudades para depois poder criar. Recarregar a minha Alma com o poder da Natureza  no seu estado mais puro para depois ter força na selva que vivemos.

Sugestão: passem pelo Badoca Park perto de Sines e sintam o prazer de estar com animais praticamente selvagens. Já é a terceira vez que lá vou e nunca me desiludo!!! Aliás, interagir com eles (os lémures de Madagáscar e as aves de rapina são os meus preferidos) faz parte da minha terapia anual que é melhor que qualquer medicamento. Eles são autênticos psicologos que me fazem perceber quão simples é viver e quão simples é a Vida que nós tendemos a complicar. Eu tento complicar...  Adoro-os pela o amor e lição que me dão!!!! 
Quando descarregar as fotos publico as mais hilariantes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Benditas desilusões!

‎"Apesar das ruínas e da morte,
                                               Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias"
Sophia de Mello 


Perto de completar mais um ano de vida, este poema resume o que foi o meu último.
Como é fácil os sonhos se tornarem ilusões e quão perigosos são eles, pois não passam disso mesmo... ilusão que acaba em decepção.
Por vezes as desilusões são tão grandes que dou por mim a pensar... "será que os meus sonhos são puras ilusões? Será que num sonho há ilusão ou é na ilusão que nasce um sonho?"
Não tenho respostas.
Uma coisa é certa, foi por sonhar que cheguei onde estou e é a continuar a sonhar que tenho força para não desistir e ser  mais uma "maria vai com as outras". É a sonhar que nasce a minha dança. É a sonhar que faz com que não me acomode nos já conquistados. É por sentir uma sede inesgotável de insatisfação que sonho. E benditos sejam cada um deles!!!!... Mas, como nos iludimos... e falo por experiência própria. Ainda não consigo perceber quando me estou a iludir, mas sinto na pele a tristeza a que me leva cada desilusão e é aí que percebo o quanto fui, talvez ingenua, ansiosa, teimosa, beneplácita (ui... esta foi a a minha irmã que me ensinou!!).
É em cada queda (e acreditem, é com cada uma!) que me ergo mais forte. É em cada chapada que a vida me dá, que dou por mim a ter a coragem de dar a outra face e seguir com mais convicção. É quando me cortam as asas, que aterro firme no chão e aí sei que estou com os dois pés bem assentes na terra, no caminho certo  ao que quero e não perdida a voar.
Graças a Deus cada desilusão, pois é na dor de cada uma que me aproximo mais dos meus sonhos, para que um dia deixem de ser só sonhos. Esse é o meu objectivo: torá-los realidade,  e sei que quando isso acontecer, será melhor que alguma vez imaginei.
O que me espera o no meu trigésimo segundo ano de vida? 
Sinceramente espero que seja mais fácil que o anterior... lá estou eu de novo... a iludir-me...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aulas Dança Oriental -Época Setembro 2011 / Julho 2012

Aulas de Dança Oriental 

Dando continuidade ao sucesso que ao longo dos últimos anos tenho tido no ensino, dignificação e divulgação da Dança Oriental em Portugal, decidi para a próxima época
(set. 2011/jul.2012) apostar na abertura de uma classe em Oeiras, para além das aulas que continuarei a leccionar em Lisboa.
Estas aulas estarão abertas a todos que pretendem aprender dignamente a arte milenar que é a  Dança Oriental, através de um método de ensino próprio, único e eficaz , resultado dos largos anos de estudo e prática desta dança com centenas de alunos.

Pavilhão Gimnodesportivo de Oeiras
(no Jardim Municipal de Oeiras)

Início a 7 Outubro
Quartas – 21h às 22h
Sextas – 20h30 às 22h

Inscrições: 5€ 
(inscrições abertas a partir de Setembro)
Mensalidade: 30€
(todos os alunos inscritos nesta classe terão 10% de desconto em todos os cursos e workshops organizados por Sara Naadirah)

Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256

E também a partir de dia 1 de Setembro…

na escola de dança, Dança Livre, Lisboa

Terças e Quintas:

- Kid’s, nível aberto – 18h30 às 19h30
- Iniciado– 19h30 às 20h30
- Intermédio - 20h30 ás 21h30

Informação e inscrições: contactar a escola Dança Livre:
(rua marquês de fronteira, 76, Campolide)
213 894 190