quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Workshop de 
Dança Oriental para Crianças 
na
Dança Livre
com

Antecipe a prenda de Natal do seu filho e surpreenda-o com uma aula de Dança Oriental totalmente dedicada aos mais pequeninos (dos 4 aos 10 anos)
Eles vão adorar!

10 Dezembro (sábado) – 10h30 às 12h

Reserve já a inscrição: 10€
Dança Livre – Rua Marques de Fronteira, 76, Campolide
21 389  41 90

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Dança Oriental em Mim... VII

Ruth Porfírio, 27 anos, dança desde 2005

"A dança oriental em mim... é a verdadeira essência de mim própria que foi, vai, e continuará a ser desvendada, dia a dia, conquista a conquista, cada movimento que ensinamos ao corpo, cada movimento que o corpo emana per si, sem a censura que tanto nos castra... 

É, foi, e continua a ser uma vitória constante. Cada aprendizagem, cada vez que relaxo e me entrego, que fecho os olhos e o corpo responde, sem a imposição do meu cérebro, "comandador" implacável, à melodia e ao ritmo, e que um sorriso transparece da minha cara, e de todo o corpo, sou feliz, sinto-me completa...
É esta entrega recompensadora que me tornou mais mulher, mais confiante, mais consciente do meu corpo, da sua beleza, da sua capacidade e força, da sua fragilidade e do respeito que ele merece e exige.
É a dança das mulheres. Dançada por nós, para nós, ou para quem o privilégio tiver de receber desta partilha, cujo nome reporta para o que nos é único e precioso, o nosso ventre, e que cuja cultura, milenar, é rica e profundamente mística."  
 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Dança Oriental em Mim... VI

Anonimo, dança há um mês

Não sei muito bem como poderei explicar o efeito da "dança oriental em mim" porque simplesmente não a danço! Sinto-me a maior parte das vezes um automato, sem qualquer sentido de ritmo ou graciosidade. Mas, de vez em quando, em pequenos momentos - e sei que vais ficar surpreendida - sinto-me verdadeiramente bem!
Não consigo explicar-te a sensação, mas há alguns segundos por aula onde me sinto confiante, sexy, descontraída. Faz sentido?

Este ano foi bastante complicado para mim. A todos os níveis. Ultrapassei algo muito difícil, que acho - tenho a certeza, embora nunca a admita a ninguém - que me traumatizou. Fisicamente debilitou-me e deixou-me, como sabes, uma marca enorme. Pode parecer futilidade, mas custa-me ver-me assim. E isso, retirou-me a segurança, a confiança e fez-me ficar diferente. Talvez tenha ainda passado pouco tempo, mas sinto que perdi algo. 
Dançar (ou tentar!) nas tuas aulas, restitui-me, mesmo que por momentos, o que eu era. Não é sempre, não é constante, mas acredito que com o tempo vão ser cada vez mais os momentos assim. 
As aulas passam a correr e fico chateada de pensar que haverá vezes em que não poderei ir! Saio das tuas aulas SEMPRE de alma lavada. Leve e feliz. Agora, imagina o que será quando finalmente conseguir fazer um shimmy!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Dança Oriental em Mim... V

Anonimo...

The oriental dancer in me....is struggling a little bit to burst through and shimmy and shine!! I am enjoying the lessons very much and enjoying learning about dance from a new part of the globe and the contrasts it has to some western dance types ...but I am finding it difficult to completely relax and be free with the music, which I suppose could also be said to be a reflection of my moving to Portugal - quite a stressful and uprooting experience! I really like the unusual eastern music but need to develop my emotional connection with it, as well as developing the challenging techniques of the movements themselves. It is great to be surrounded by friendly, enthusiastic dancers and such an inspiring teacher (no sucking-up - you really are!) and, as I continue the lessons, I hope to gain more confidence, fluidity of movement and even a greater sense of 'being' in Portugal; something which can often be found through a regular hobby. I also think the movements are helping to loosen my back, which will improve my general comfort and I enjoy the exercise aspect of the dancing also. Thank you for providing this opportunity (at an affordable price too!!!) and I look forward to the oriental dancer inside of me growing and flowering from within! 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Dança Oriental em Mim... IV

Vilma Mendes, 33 anos, dança desde 2004 

"Desde sempre que tive uma paixão enorme pela dança, a forma como me fazia sentir, a energia que se criava dentro de mim quando dançava, sem perceber qual o seu verdadeiro sentido. Experimentei vários géneros, mas o facto de quase todas necessitarem de par e nunca ter um amigo/companheiro com o mesmo gosto pela dança, desmoralizou-me e não permitiu na altura que avançasse na dança.
Foi em 2004 que vi pela primeira vez uma aula de dança oriental. Na altura praticava exercício num ginásio e enquanto esperava pelo inicio da aula de grupo que iria fazer, olhei fascinada para as meninas e mulheres que estavam naquela aula de dança oriental.
Era demasiado tímida e “fechada” para entrar numa aula daquelas. Pensamentos como “tu não és capaz, não és linda como as outras mulheres que ali estão, nunca conseguirás fazer aquele tipo de movimentos…” teimavam em aparecer. Até um dia, em que ganhei coragem e entrei na aula, em que a professora era a Sara Naadirah! Lembro-me de ter sido muito bem recebida e acarinhada J
Muito lentamente e através desta dança maravilhosa, fui perdendo a vergonha, conhecendo-me melhor, ganhando auto-estima que me faltava. Descobri que conseguia fazer movimentos com o meu corpo que nunca pensei fazer e que quando estava naquelas aulas, tudo o resto, todos os problemas, simplesmente desapareciam.
Desde essa altura que ocorreu uma transformação enorme em mim mesma. Muitas mudanças surgiram interiormente e reflectiram-se no meu mundo exterior. Passei por vários ciclos, por várias aprendizagens, entrei no mundo das terapias Alternativas / Orientais, tendo períodos em que, por forças das circunstâncias, tive que parar de praticar… Uns “stand-bys” que pareceram uma eternidade.
Recomecei agora as minhas aulas de dança com a Sara e aquilo que neste momento as aulas me transmitem, está ainda mais intenso! Acredito que o facto de ter ganho uma visão mais oriental, proporcionada pelas aprendizagens no mundo terapêutico, fez com que sinta ainda mais o poder desta arte milenar.
Esta dança é maravilhosa, direccionada para o corpo feminino. Emocional e Espiritualmente, sinto que entro em meditação, que me ligo ao universo e deixo que a sua energia flua em mim. É uma entrega e uma descoberta.
Faz-me ser uma bailarina de corpo e alma. E mesmo que não o faça profissionalmente, sou e serei cada vez mais uma bailarina…"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Dança Oriental em Mim... III

Zaahirah, 27 anos, danço há 6 anos com a mestra e amiga Sara Naadirah. :)

"O que sinto quando danço?  (Março de 2008)

Impossível dizer. Durante estes 2 anos e meio em que venho aprendendo a dançar nunca soube bem o que isso queria dizer: sentir a música, dançar com sentimento. Até hoje não sei o que isso significa. Quando danço (sozinha, nas aulas ou para amigos) apenas danço, apenas movo o corpo ao sabor das notas, sem pensar em nada ou às vezes pensando em demasia (teimosa ânsia em agradar). Mas é apenas isso: reacção à música, a cada tum/taq, a cada violino. Não me emociono com nenhuma música em especial, nem me vêem lágrimas ao olhos por mais bonita que a música possa ser. Gosto, sim, de determinadas músicas e com essas sei que a minha dança fica mais bonita, assim como sei que há músicas demasiado difíceis para mim. Mas é só. Tudo o resto são sentimentos egocêntricos (e como magoam alguns!!!)
 Quando estou triste não me consigo mexer e quando estou demasiado feliz só me apetece rodopiar. Adoro sobretudo o estar em palco e ter a sensação de que sou o centro do mundo, que nada mais importa senão eu.
Nessa altura todo o meu corpo vibra e parece que a música sai de dentro de mim e que eu voo até às estrelas, ao mesmo tempo que sou assolada por um medo terrível de que não gostem do meu jeito, do meu corpo, de MIM.
 Sei que deliro quando os amigos me vêem dançar e me abraçam e me dizem que sou fantástica (mesmo que não acredite em metade do que dizem)......... Mas isso é tudo o que consigo sentir. Isso e a angustiante pontada de inveja e vergonha por não conseguir fazer os mesmos passos lânguidos e graciosos que tu fazes, por nunca estar no ponto, por nunca conseguir brilhar......
 Quando danço nada mais sinto senão a certeza de que essa é a coisa certa, de que é o que gosto de fazer e de que a dança me torna, de alguma forma, especial. Sinto que posso morrer se algum dia parar de dançar porque já não sei viver sem ela, é como respirar.
 Se não é nada disto que se sente quando se dança, então realmente tenho um longo caminho a percorrer ou simplesmente não fui talhada para a arte..."

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A Dança Oriental em Mim… (Novembro de 2011)

"A Dança Oriental mudou a minha vida numa altura em que estava completamente a afundar-me. Posso dizer que foi a minha tábua de salvação e era capaz de escrever um livro inteiro sobre o assunto, mas acho que não vale a pena. Pelo menos não aqui. E não posso dizer que as mudanças estejam a parar, porque sinto-as de dia para dia.
 Hoje quando danço, danço a sério. Não estou a tentar agradar a ninguém senão a mim mesma. Já pouco me interessa o que pensam ou dizem de mim.
Já não procuro o "brilhantismo". A mania de querer ser sempre a melhor esgotou-se (e esgotou-me). Hoje apenas danço. Curiosamente noto o efeito contrário no meu corpo: tenho uma postura mais correcta, mais ousada... vou perdendo aos poucos o complexo de "ser grande".
 Igualmente hoje já pouco consigo escrever sobre o que sinto quando danço. Já não saem palavras. É só sentir e sentir e sentir.  Por isso já me é difícil fazer aulas com coreografia longa ou seguir-te em qualquer música. Por mais que a minha cabeça esteja a pensar no que tenho de fazer, o corpo insiste em ter vida própria e quer fazer movimentos diferentes. É o teu sentir, não o meu...
 Continuo a ansiar por me mostrar em público, mas apenas pela adrenalina que me invade nessas alturas, já não para me exibir ou provar o que quer que seja. Sei o valor que tenho.
 No entanto, mantenho o que disse antes: sinto que posso morrer se algum dia parar de dançar, porque já não sei viver de outra forma. É como respirar. E é para sempre."



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Dança Oriental em Mim... II

Ana Gradim, 20 anos, 3 semanas de aulas


"Sou das alunas que tem apenas uns dias de aulas, mas no entanto sinto que já aprendi bastante. Não claro quanto à técnica, essa já vi que vai demorar muito a aperfeiçoar, ou pelo menos até ficar ao nível das alunas mais velhas, mas quanto ao que a Dança Oriental me transmite isso sim já aprendi algo.
Antes de a aula começar tenho a cabeça ocupada com os meus “problemas” do dia-a-dia, com as minhas preocupações, com o que fiz ou tenho de fazer. No entanto quando começa a tocar a música, mesmo antes de qualquer dança, sinto a minha cabeça a ficar vazia. Mas não no mau sentido. Fica vazia porque apenas me concentro na música, na sua melodia e em como me posso expressar dançando. Claro que por ter apenas três semanas de aulas ainda me preocupo muito com o que estou a fazer, a dança não me sai naturalmente. Não sei ainda ao certo o que esta dança me transmite, estou sempre com a máxima atenção ao que se passa à minha volta e nem tenho oportunidade de me olhar ao espelho, mas acredito que com o passar do tempo isso será possível e então possa desfrutar mais. No início da aula de certa forma sinto-me mal, quase não me mexo, no entanto a musica absorve-me de tal maneira que esses pensamentos ficam para trás. Em certos momentos dou por mim parada e completamente distraída a observar as minhas colegas, como elas se mexem com a maior naturalidade. Quero um dia também eu ser assim.
Quando a aula termina, pode parecer estranho, mas tenho sempre imenso sono… Penso que isso se deva ao facto de estar relaxada, e digo-vos é uma sensação óptima.
A Dança Oriental em mim está a tornar-se algo de maravilhoso."