segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sara Naadirah apresenta:
I Encontro – Conversas e Danças no Feminino

15 Novembro . 15h às 18h . espaço Dançattitude . 20€

 Eu acredito que é (também) na informalidade de uma boa conversa e na partilha do movimento, que a magia da Dança Oriental acontece.
Assim, proponho um ENCONTRO onde possamos “tertúliar” e aprender a sentir a dança/corpo onde A LINGUAGEM INVÍSIVEL DA DANÇA ORIENTAL: ALMA versus TÉCNICA será o tema protagonista.
Estão TODAS convidadas a participar neste circulo feminino onde o masculino é também muito bem vindo.



*1ª parte (teórica): TERTÚLIA sobre o tema;
*2ª parte (prática): AULA TÉCNICA com a aprendizagem de uma coreografia que reflete o tema.




INCRIÇÕES:
. para garantir a sua participação no encontro, terá de realizar a transferência do valor (20€) para o nib indicado e, avisar de seguida que o fez para o email saranaadirah@gmail.com ou tlm 914258256 informando os seguintes dados:
*Nome
*Email
*Nº telemóvel;
*NIB: 0007 0271 0015 0604 80965 (Novo Banco)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Elogiarmo-nos...

E porque não!?...
Porque não dizer que gostamos de nós... das nossas acções... dos nossos sonhos.
Porque não dizer isso mesmo ao outro.
Porque não elogiar as nossas colegas... a dança delas. 
Porque não apreciar o trabalho dos outros que também me inspira. Engana-se quem pensa que dançar é isolar-se no seu mundo. 
Para dançar é preciso ter inspiração e eu encontro-a nos mais diversos lugares, coisas e nas pessoas humanas e não humanas. As minhas colegas inspiram-me. 
Adoro assistir as suas performances, espectáculos e o que dizem. E, tenho a mania de elogiá-las e dar-lhes os parabéns quando realmente gosto do que fazem.
Aprecio a beleza, genuinidade e originalidade. Adoro ver coragem e determinação.
Gosto ver Bailarinas que saem da sua zona de conforto e testam limites. Testam-se a elas próprias e criam a sua beleza quebrando regras.
Gosto disso e faço questão, quando encontro isso, de dizer-lhes porque também sei que, às vezes, um feedback positivo sabe muito bem.
Elogiem-se... admirem-se... sem medo de dizer. É muito bom!



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Contra - ataques sábios: um grande desafio

Quando Jon Stewart  perguntou a Malala Yousafzai - prêmio Nobel da Paz 2014, como reagiu ao saber que o Talibã queria a sua morte, ela responde:
"I started thinking about that, and I used to think that the Talib would come, and he would just kill me. But then I said, 'If he comes, what would you do Malala?' then I would reply to myself, 'Malala, just take a shoe and hit him.'  But then I said, 'If you hit a Talib with your shoe, then there would be no difference between you and the Talib. You must not treat others with cruelty and that much harshly, you must fight others but through peace and through dialogue and through education.' Then I said I will tell him how important education is and that 'I even want education for your children as well.' And I will tell him, 'That's what I want to tell you, now do what you want."

Read more: http://www.businessinsider.com/nobel-prize-winner-malala-yousafzai-left-jon-stewart-speechless-2014-10#ixzz3G1y57l4C


Grande resposta que revela uma sabedoria muito além da idade (17 anos) que esta jovem mulher tem (e que que mulher esta!!!).
Uma resposta que revela também coragem em quebrar o velho principio: "Olho por Olho, Dente por Dente" ou "o cá se fazem cá se pagam".
Uma resposta que me faz pensar que não é pela violência quer verbal, física, emocional ou espiritual que se consegue mudar seja o que for. 
Imitar ou contra-atacar da mesma maneira que aquele que nos ofende só nos faz igual a ele. A pequenez de uma vingança não traz nada de bom... só perpetua sentimentos de raiva e dor. Mancha a nossa alma. Polui a nossa aura.


Confesso que é difícil ter uma postura destas. Sou artista não santa. Mas é tão simples quanto isto: se não quero que façam a mim, não farei o o mesmo aos outros. 
Se não gosto ou não concordo com determinado gesto ou comportamento por parte daquele ser humano então, não farei o mesmo ou não responderei com a mesma atitude. Muitas vezes, o silencio é a melhor resposta e o desdramatizar da situação a melhor arma.
Mudar atitudes e mentalidades através de uma sabedoria pacifica faz milagres. Alivia-nos e traz-nos paz. E que paz...

No universo da dança não é diferente. Ser superior a mesquinhezes entre colegas, não dar ouvidos a fofoquices, não dar tanta importância à inveja alheia, não ficar tão magoada com a ingratidão - então esta última que é a que mais me incomoda, causa tristeza e descrença - não faz de nós divas, faz-nos amadurecer e faz-nos focar no que é essencial: CRIAR que é isso que um artista faz: CRIA e não contribui para mais poluição sentimental. 
Assim, não perdemos tempo, muito menos energia no que não vale a pena, pelo contrário! Ao ter atitudes pacificas sem contra-ataques deixa-nos mais tempo e energia para dançar e, dançar bem que é o que uma bailarina se deve preocupar. O resto é superficial, imaturo muito pouco humano e artístico.



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O que esperar das minhas aulas...

Eu nunca quis ter um trabalho "normal", das 9h às 17h... lembro-me, desde pequena, que queria ser bailarina e com isso marcar, de certa forma, a diferença na vida de quem me visse dançar.
Cresci com esse desejo e sempre me disseram que não podia ser... não era uma profissão mas sim um hobby. Chegando à idade adulta e desafiando tudo e TODOS, só eu acreditei no meu dom/talento e, sabia que o mundo não precisava de mais uma bailarina amadora. Precisava de uma profissional que acreditasse que seria possível viver da sua arte. 
E assim foi... com a ajuda preciosa do meu companheiro (que apesar dos seus receios RESPEITOU, acima de tudo, as minhas escolhas apoiando-me incondicionalmente), trilhei o meu caminho, criei a minha marca, ensinei e ensino a centenas e centenas de aspirantes a bailarinos, mulheres, jovens e crianças. 
Hoje, tenho o maior orgulho na mulher que me tornei e que, apesar dos obstáculos e tentações, mantive-me fiel a mim mesma, aos valores e objectivos/metas que estabeleci há 11 anos atrás quando comecei.
Não me deixo levar pelo mais fácil, pelo que é comercialmente apelativo, pelo dinheiro e pela superficialidade nesta profissão. Não!
Quem me conhece, sabe que só faço o que me apetece segundo aquilo que me faz sentido e acredito. Não conseguiria de outra maneira. E quando ensino, faço questão de passar muito mais que a técnica da dança. Quero e tenho ânsia de transmitir a essência da Dança Oriental.
Faço-o seguindo o meu instinto através de um olhar criterioso a cada mulher/homem que escolhe fazer as minhas aulas. Cada aula é única, cada aluna/o é único, esta dança tem caracteristicas únicas e, é por isso que, ao longo destes anos desenvolvi um método de ensino único que me caracteriza e que vai de encontro à alma de cada aluna.
Não pretendo que sejam uma copia de mim, muito pelo contrário. Como acredito que cada pessoa é autentica, faço, acima de tudo, que isso venha ao de cima através, claro, da D.O.
São aulas genuínas, sinceras, divertidas mas desafiantes e provocativas. Gosto de colocar os meus alunos a pensar por si e a dançarem por si. Faço-os descobrirem-se e a aceitarem-se. 


Estão abertas a TODOS que querem ir mais além da mera coreografia... é de Mulher para a Mulher (mas que o homem é também convidado) como sempre foi a passagem do testemunho da dança egípcia em aulas onde resgato essa verdade esquecida: o poder que cada mulher tem dentro de si.
Experimentem e ousem aprender a Dança Oriental de uma maneira completamente diferente.

Deixo aqui um feedback de duas das minhas alunas que, carinhosamente, me escreveram:

"Sempre admirei a dança oriental mas nunca tinha tomado a iniciativa de aprender. Iniciei por terapia, me foi indicada para apreciar mais meu próprio corpo e aumentar a auto estima e me apaixonei pelos movimentos. Tive a sorte de iniciar com a Sara, que tem uma didáctica tão envolvente que quando menos esperamos estamos la a fazer o movimento. Vi pessoas que não conseguiam fazer um circulo com os ombros se movimentarem bem e desenvolverem passos da dança em dois meses de aula. Não preciso dizer que estarei la outra vez este ano e não sei dizer exactamente se volto pela dança ou pela Sara..."
Lili Almeida


"O que significa para mim ser a tua aluna:
o desenvolvimento continuo do coragem de mover, de dançar, de olhar ao espelho enquanto temos a aula, o sentimento de estar com irmãs todos ao caminho de auto descoberta, indiferente da idade e da profissão, a aprendizagem das técnicas, dos movimentos, dos passos, da cultura egíptica, do ser mulher, mudança continuada. "
Christiane Carvalho

"Transmitir o que se aprende nas aulas de dança oriental dadas pela Sara é um desafio ao qual é difícil exprimir por palavras o bem estar físico e emocional que proporciona.
A dança oriental é uma dança milenar que na sua forma primitiva estava associada aos cultos primitivos da deusa mãe, geradora da vida, da natureza.
Sem dúvida que esta é a dança da vida, por isso ensina-la é uma arte.
A Sara tem esse dom de transmitir a essência da dança oriental, para além dos conhecimentos técnicos que tem e são excelentes."

Margarida Pires