terça-feira, 30 de novembro de 2010

Workshop de Dança Oriental para Crianças

Não sabe o que oferecer este Natal à sua filha, sobrinha, afilhada, amiguinha…?!

Sara Naadirah sugere:

Workshop de Dança Oriental para Crianças

(dos 4 aos 10 anos)

Estimule-lhe a criatividade, oferecendo-lhe uma prenda diferente, divertida e instrutiva.

Ela vai adorar!!!

Dia 18 de Dezembro

(sábado)

10h30 ao 12h00

Local: Dança Livre, escola de dança

Rua Marquês de Fronteira, 76, Campolide

Valor: 25€

Inscrições:

. para garantir a inscrição da criança terá de fazer o pagamento do valor do workshop, por transferência bancária para o nib: 0007.0271.00150604809.65 (BES);

. após a transferência, terá de informar que o fez, o nome da criança que inscreve e idade, para o e-mail: saranaadirah@gmail.com ou 914258256;

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Afinal...

Já escrevi várias vezes de como, por vezes, temos actuações particularmente difíceis.
Ou é o chão que está escorregadio, ou está um frio de rachar, ou parte do nosso traje desaperta-se, ou de repente cai um copo no chão e parte-se mesmo perto dos nossos pés... enfim... já me aconteceu de tudo. Mas, de todas as dificuldades que uma bailarina de Dança Oriental passa, a que mais me custa é, de longe, a indiferença e a falta de respeito por parte da audiência.
Já descrevi também várias vezes, de que como as pessoas que me estão a ver, condicionam de maneira directa a minha actuação. Garanto que tento sempre fazer o meu melhor, mas quando sinto desrespeito, a exibição não é brilhante. Não consigo fingir aquilo que não sinto...
Mas, últimamente, tem acontecido um fenômeno que não estava nada habituada.
Nalguns dos shows (não todos, Graças a Deus, se não dava em doida) que tenho feito em espaços nocturnos (bares de temática árabe, especificando para não haver más interpretações), parece que ninguém está a prestar atenção... estão todos na conversa com os amigos intercalando com um gole de bebida e de vez enquando lá percebem que está alguém a dançar...
Embora, nesses casos, me custe não ter o feedback que gostaria, continuo o meu trabalho o melhor que consigo, encontrando forças não sei bem aonde.
Estranhamente, houve um show deste tipo, que no final, quando já me estava a ir embora, uma pessoa vem dar-me os parabéns pela minha dança... faço um agradecimento tímido e fico radiante!!! Aquela noite já tinha valido a pena.
Curiosamente, a próxima vez que vou dançar no mesmo espaço, deparo-me com um grupo de pessoas que foram de propósito ver-me... e aquela que me tinha dado os parabéns também estava ... e por acaso ou não, até umas alunas minhas deslocaram-se com amigos também para assistir à minha apresentação!
Afinal... quando penso que ninguém está a prestar atenção, há sempre alguém a VER, e é para essas, que o meu trabalho vale cada dificuldade... elas são a minha melhor inspiração...

sábado, 13 de novembro de 2010

O que me inspira?...


Quando estava a estudar Arquitectura, tinha um professor que dizia: " as nossas melhores criações surgem não no atelier, mas fora dele."
Na altura não percebi, mas a frase ficou-me até ao dias de hoje, e hoje, como artista que sou, percebo o que ele quis dizer.
Já disse em mensagens anteriores, que o que faz um bailarino ser carismático e ficar na memória de quem o vê, é a maneira como ele, "deita cá para fora" através do movimento, toda a bagagem emocional que carrega.
Essa "bagagem" vai sendo construída ao longo da nossa vida e quanto mais VIVERMOS mais bagagem teremos.
Os melhores projectos de arquitectura surgem durante uma conversa, numa meditação na praia, a ver um filme, a passear, a ler uma revista, a ver um programa de televisão, etc... o atelier serve só para planificar todas as ideias que têm enquanto VIVEM a Vida.
Não muito diferente do que acontece quando estou em processo de criação, ou seja, quando estou a dançar. Inspira-me tudo que descrevi acima e muito mais: a música, o meu estado de espírito, a audiência, aquela conversa que tive, o espectáculo que vi ontem, o dia bem passado, a desilusão que tive na semana passada, o que vou fazer a seguir, a alegria que tive hoje, as minhas inseguranças, etc... a técnica da dança é só a ferramenta que uso para exprimir toda a bagagem que tenho coleccionado com as experiências da vida.
Não é no estúdio que crio as minhas performances, é no próprio momento enquanto estou a fazer a actuação, e não detalhadamente coreografado, tudo de improviso, tal e qual como gosto de viver.
A nossa dança é o espelho da nossa vivencia!
So... A minha principal fonte de inspiração é a minha própria vida.

Para todas as mulheres...


Esta é uma das músicas mais sinceras e bonitas que já alguma vez ouvi.
Dedico esta musica a todas as mulheres, pois todas nós merecemos ouvir estas palavras... e nada melhor que ouvi-las, de umas das vozes mais encantadoras que existe.
Fechem os olhos e deliciem-se...