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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2015

Danças que nos revitalizam

Como disse no post anterior, há trabalhos que fazemos porque sim e há trabalhos que fazemos por pura paixão. No caso do último evento "Noite de Dança e Poesia" foi um daqueles trabalhos por puro prazer, pela entrega que se tem à Arte de Dançar. Não só porque estava rodeada de colegas que admiro e tenho um profundo respeito. Mas também porque conheci um exemplo de bailarina e mulher que me inspirou a dar o melhor de mim naquela noite. Ela chama-se Paula Lena (what a woman...). Por incrível que possa parecer, senti uma energia que envolvia e que criou um ambiente unico e forte. Senti ali a presença das nossas antecessoras, a alma das mulheres da terra materializadas em danças de transe milenares, tudo num ambiente onde não havia espaço para egos, superficialidade e manias. Amei!  E isso notou-se na minha dança. Não só para quem assistiu mas - e principalmente - eu senti que o meu baladi (ao estilo do Cairo), de repente ganhou uma vida própria e eu não era eu... era um corpo guiado …

Noite de Dança e Poesia

Há trabalhos que fazemos que, têm de ser feitos. Mas há outros que dão um prazer tão grande que esquecemos que é trabalho. Este sábado à noite será um desses onde o trabalho se funde com puro prazer. Muito ansiosa por partilhar o palco com a Yolanda, Iris e Paula Lena. E mais ansiosa por, pela primeira vez, será recitado em publico um texto da minha autoria. Reservem já o vosso lugar... eles são limitados.


Trabalho Virtual

Há 15 anos atrás sonhava, secretamente, em ser bailarina profissional.  Há 14, descobri que era através da Dança Oriental que o meu sonho se tornaria realidade e, há 12 que vivo esse sonho. Julgava eu que ser bailarina profissional seria só treinar, ensaiar, ensinar, coreografar, escolher figurinos, musicas e dançar.  Era bom era... mas rapidamente percebi que, cinco minutos de palco exigiam muito mais que só o que referi acima. Aliás, essa era a parte mais fácil. Nunca imaginei - e olha que imaginação não me falta - que fosse tão duro ser-se bailarino profissional, a solo e em Portugal.  As horas que passo a preparar terreno para, TALVEZ, ter cinco minutos de palco são tão longas como cansativas e intelectualmente exigentes. Percebi que é um caminho solitário onde tens somente a tua inteligencia e força de vontade para ter esses cinco minutos de palco.  Apoios?!!! Muitos poucos. Ajudas?!!! Nenhumas. Rapidamente aprendes a desenrascares-te e a improvisar quer no trabalho de bastidores quer…