terça-feira, 30 de dezembro de 2014

E assim chega ao fim 2014...

Pois é... chegou ao fim 2014. 
Como já referi em textos anteriores, para mim, não é nesta altura que faço balanços ou resoluções para o próximo ano. É sim, quando celebro o aniversario que termino um ciclo e projecto outro.
Por isso e normalmente, na noite de 31 de Dezembro, janto e depois, sossegadamente, passo a meia noite sempre na companhia do meu Amor, da minha irmã e da nossa bicharada. Sem grandes histerismos, barulho ou as clássicas projeções de mudanças.
Gosto de passar em paz e em silencio. Faço uma reflexão se aquilo que projetei quando fiz anos, está a acontecer e se as mudanças que desejei estão a decorrer. Ao silenciar-me consigo ouvir-me e, assim saber o que quero e o que sinto. E, o que eu quero é que a minha vida faça sentido.
Ser uma máquina comercial que dança ou ensina sem conteúdo não me faz sentido.
Ser mais uma odalisca encantada não me faz sentido.
Ser uma fada do lar não me faz sentido.
Passar o que não sinto não me faz sentido.
O que me faz sentido é sentir que aquilo que faço tem sentido.
Complicado não é?... É isso que desejo para 2015: Descomplicar... para que assim me faça sentido.
BOM ANO!!


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Bom Natal


Claro que eu desejo Bom Natal a todos... 
Claro que neste Natal (quase todos) irão estar com as suas famílias, a comer, a receber, a conviver bem quentinhos... Sim... Será, para muitos, um Bom Natal.
Mas lembro-me dos que não têm esse Bom Natal, e entre esses seres incluo os animais que estarão ao frio, com fome, acorrentados, negligenciados e sem um minimo de calor humano. Que sofrem em silencio nos próprios "jardins" da casa onde os humanos estarão a ter o tal Bom Natal. Lembro-me também dos milhares que estarão em abrigos e nas ruas sonhando com a ceia de Natal, na esperança que serão adotados.
Sim... desejo sim um Bom Natal e que com ele, peço só uma coisa ao Pai Natal: um despertar de consciências.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Crueldade das Palavras

É do conhecimento publico que os artistas têm tendências estranhas, gostos esquisitos mas, sobretudo uma sensibilidade apurada. Eu acho que somos pessoas normais, comuns, com a diferença que não nos importamos de assumir o que não é convencional. Sempre fui assim, a "esquisita" da família. Forte, impetuosa, mas, sensível. 
É também do conhecimento geral que os bailarinos têm uma vida de entrega, sacrifício e disciplina para que, em poucos minutos, consigam brilhar no palco. Eu fiz a minha entrega à Dança Oriental anos atrás e, o sacrifício dessa escolha é diária, com uma disciplina que se revela mais a nível emocional que físico.



Tenho reparado, ultimamente, na influencia que certas atitude mas, especialmente, palavras têm em mim. Durante anos bloqueei as energias negativas que se deparavam à minha frente - e pelas minhas costas - não dando ouvidos à mais mesquinha das entranhas humanas mas, reforço: sou uma pessoa normal, que SENTE. O cansaço e desgaste de tanta mesquinhice conseguiu rachar a minha bolha de protecção e assim, deixar-me abalar. 
É impressionante a crueldade do ser humano. Quase que não é humano. Acho que não é mesmo. Não pode ser humano, prefiro pensar assim.
Reparei que as palavras mais requintadas de crueldade - e aquelas que dói na alma - não são de estranhos, são dos nossos mais chegados (fantástico!!!). A família com que nós convivemos diariamente é do piorio...Ui!!! Se sabem magoar!! E, aqueles "amigos" que pensamos ingenuamente que o são, mas revelam-se... pequenos monstros. Esses então acabam por ser mestres na arte da simulação, deveriam ganhar prémios!
Claro que aos que valem a pena - apesar de tudo -, acabo por perdoar. Muitas das vezes faço o esforço de tentar perceber (se é que existe uma explicação) para atitudes que "não lembra o diabo" e, concluo que, não consigo controlar palavras e comportamentos dos outros, por mais que nos iludamos em achar que conhecemos bem essa ou aquela pessoa. 
A única coisa que consigo controlar (e já dá MUITO trabalho) são as minhas palavras, as minhas atitudes e garantir que a minha bolha de protecção não rache facilmente.
Manter a integridade intacta neste mundo não é para humanos... é para super-humanos. Seria mais fácil partir para a estupidez, para a amargura, ser azeda e vingativa, mas não. Escolho não o ser. 
Sei quem sou e há valores meus que não corrompo. As atitudes desconcertantes, a energia negativa, as palavras cruéis dos outros fica com eles. Por mais próximos que me sejam, por mais convivência que tenha e por mais que os ame, não os consigo/posso controlar e assim, LIBERTO-ME desse peso (morto).
Liberto-me principalmente da magoa, rancor e do desejo de retaliação. Energeticamente e espiritualmente, simplesmente afasto-me. É uma escolha. Mais uma vez, escolho-ME. 
Sim... ser bailarina impera a disciplina, e é isso que faço: disciplino a minha mente, coração, alma.



PS: deveria também haver fotos destas, bem giras e diferentes, de bailarinas de Dança Oriental. Se tiverem enviem-me! ;)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Introdução à D.Oriental . Workshop

Queres oferecer uma prenda diferente aquela amiga especial?
Aqui está a oportunidade: 
Workshop de Introdução à Dança Oriental no espaço Prema Yoga em Oeiras.
Dia 11 Janeiro das 15h ás 17h
Inscrições: mypremayoga@gmail.com



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Expressão na Dança Oriental . Workshop

Durante duas horas, irei desvendar os mistérios técnicos e expressivos da ancestral Dança do Oriente. Através do meu método único e original de dançar e ensinar, irei estimular cada participante a mostrar a alma dançante que tem dentro de si.
Indicado para todas as idades e gêneros, basta trazer uma roupa confortável, um lenço para a anca e muita vontade de abrir horizontes.
Participe e surpreenda-se!!!


segunda-feira, 10 de novembro de 2014




Oh YEAH!... É bem verdade.
Não que finja ser forte. Eu sou. Todos somos. A vida assim o exige, exigiu-me desde que me lembre.
Ser artista/bailarina tem este lado de guerreira, de fortaleza a que habituamos os outros a ver-nos. Somos sim grandes lutadoras pelos sonhos que, os que nos rodeiam, acham loucura, puras ilusões. 
Mostro ser forte, emocionalmente inabalável mas... não consigo ser sempre, sou humana como todos.
Tenho sim inseguranças e medos como pessoa e bailarina só não deixo que eles comandam a minha vida. Não poderia ser de outra maneira afinal, sou uma artista, não vivo segundo a lógica e a razão.
Não sou complicada, sou complexa. Teimosa perante os desafios que, diariamente, se colocam no caminho que eu própria construo.
Mas isso não quer dizer que não me vá abaixo, que não chore e que, secretamente, desejasse ser e ter uma vida normal. Que não tenha sentimentos pessimistas e que não me abale com a falta de compaixão e consideração por quem me rodeia.
Certos pensamentos que passam pela minha cabeça às vezes assustam-me. Não é fácil ser a Sara Naadirah. E sou, grande parte do tempo sou só a Sara... frágil, carente e cansada de tanta luta quando a fé que depositam em mim é pouca.
Quando já ninguém acredita, quando já não encontro apoio em nada e em ninguém, quando já nada me inspira, só tenho uma solução: virar-me para dentro e encontrar na minha alma, a força que preciso para ter fé... em mim própria e na minha vida. 
Inspirar-me, Erguer-me, Apoiar-me, Lisongiar-me  tudo sozinha é dose... mas é o que é. Não é por acaso que a Dança Oriental é uma dança pessoal que tem este lado cruelmente solitário.
Acreditar em mim, na minha dança e na minha visão de vida  é que é o grande desafio... mais um para escrever na história da minha vida.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Minha Marca

Sempre quis, desde o primeiro momento que decidi aceitar o meu destino que é ser Bailarina - e, de Dança Oriental - marcar uma posição, definir uma imagem, autenticar a minha dança, criar uma assinatura que refletisse uma marca. A minha marca.
E, depois de 11 anos, creio que estou no caminho certo. Pelo menos o objectivo nunca foi tão claro.
Com muito orgulho, quando alguém ouve o meu nome, ou se interessa pela meu trabalho já sabe o que esperar:
Profissionalismo e Originalidade, com um toque de loucura mas SEMPRE dignificando a Mulher e a Sagrada Dança que faço.
Não sou conhecida por ser especialmente simpática. Não sou popular, comercial. Não vivo para agradar os outros. Vivo para me agradar acima de tudo. Egocêntrica? Não... fiel a mim própria. Esta é a maior dádiva que a Dança Oriental me despertou e me lembra todos os dias. Permitiu-me conhecer e aceitar-me profundamente.
A minha marca:
Dizer (e escrever algo que cada vez gosto mais) e Dançar a minha verdade tal como a sinto e testemunho com todos os meus sentidos, sem falsas moralidades, sem ser politicamente correcta, sem negociações.
Se é difícil ser assim? Claro que é! Mentir-me seria o caminho mais obvio, fácil, socialmente aceite. Mas, nunca foi assim e cheira-me que nunca será. 
A tua marca, qual é?





segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sara Naadirah apresenta:
I Encontro – Conversas e Danças no Feminino

15 Novembro . 15h às 18h . espaço Dançattitude . 20€

 Eu acredito que é (também) na informalidade de uma boa conversa e na partilha do movimento, que a magia da Dança Oriental acontece.
Assim, proponho um ENCONTRO onde possamos “tertúliar” e aprender a sentir a dança/corpo onde A LINGUAGEM INVÍSIVEL DA DANÇA ORIENTAL: ALMA versus TÉCNICA será o tema protagonista.
Estão TODAS convidadas a participar neste circulo feminino onde o masculino é também muito bem vindo.



*1ª parte (teórica): TERTÚLIA sobre o tema;
*2ª parte (prática): AULA TÉCNICA com a aprendizagem de uma coreografia que reflete o tema.




INCRIÇÕES:
. para garantir a sua participação no encontro, terá de realizar a transferência do valor (20€) para o nib indicado e, avisar de seguida que o fez para o email saranaadirah@gmail.com ou tlm 914258256 informando os seguintes dados:
*Nome
*Email
*Nº telemóvel;
*NIB: 0007 0271 0015 0604 80965 (Novo Banco)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Elogiarmo-nos...

E porque não!?...
Porque não dizer que gostamos de nós... das nossas acções... dos nossos sonhos.
Porque não dizer isso mesmo ao outro.
Porque não elogiar as nossas colegas... a dança delas. 
Porque não apreciar o trabalho dos outros que também me inspira. Engana-se quem pensa que dançar é isolar-se no seu mundo. 
Para dançar é preciso ter inspiração e eu encontro-a nos mais diversos lugares, coisas e nas pessoas humanas e não humanas. As minhas colegas inspiram-me. 
Adoro assistir as suas performances, espectáculos e o que dizem. E, tenho a mania de elogiá-las e dar-lhes os parabéns quando realmente gosto do que fazem.
Aprecio a beleza, genuinidade e originalidade. Adoro ver coragem e determinação.
Gosto ver Bailarinas que saem da sua zona de conforto e testam limites. Testam-se a elas próprias e criam a sua beleza quebrando regras.
Gosto disso e faço questão, quando encontro isso, de dizer-lhes porque também sei que, às vezes, um feedback positivo sabe muito bem.
Elogiem-se... admirem-se... sem medo de dizer. É muito bom!



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Contra - ataques sábios: um grande desafio

Quando Jon Stewart  perguntou a Malala Yousafzai - prêmio Nobel da Paz 2014, como reagiu ao saber que o Talibã queria a sua morte, ela responde:
"I started thinking about that, and I used to think that the Talib would come, and he would just kill me. But then I said, 'If he comes, what would you do Malala?' then I would reply to myself, 'Malala, just take a shoe and hit him.'  But then I said, 'If you hit a Talib with your shoe, then there would be no difference between you and the Talib. You must not treat others with cruelty and that much harshly, you must fight others but through peace and through dialogue and through education.' Then I said I will tell him how important education is and that 'I even want education for your children as well.' And I will tell him, 'That's what I want to tell you, now do what you want."

Read more: http://www.businessinsider.com/nobel-prize-winner-malala-yousafzai-left-jon-stewart-speechless-2014-10#ixzz3G1y57l4C


Grande resposta que revela uma sabedoria muito além da idade (17 anos) que esta jovem mulher tem (e que que mulher esta!!!).
Uma resposta que revela também coragem em quebrar o velho principio: "Olho por Olho, Dente por Dente" ou "o cá se fazem cá se pagam".
Uma resposta que me faz pensar que não é pela violência quer verbal, física, emocional ou espiritual que se consegue mudar seja o que for. 
Imitar ou contra-atacar da mesma maneira que aquele que nos ofende só nos faz igual a ele. A pequenez de uma vingança não traz nada de bom... só perpetua sentimentos de raiva e dor. Mancha a nossa alma. Polui a nossa aura.


Confesso que é difícil ter uma postura destas. Sou artista não santa. Mas é tão simples quanto isto: se não quero que façam a mim, não farei o o mesmo aos outros. 
Se não gosto ou não concordo com determinado gesto ou comportamento por parte daquele ser humano então, não farei o mesmo ou não responderei com a mesma atitude. Muitas vezes, o silencio é a melhor resposta e o desdramatizar da situação a melhor arma.
Mudar atitudes e mentalidades através de uma sabedoria pacifica faz milagres. Alivia-nos e traz-nos paz. E que paz...

No universo da dança não é diferente. Ser superior a mesquinhezes entre colegas, não dar ouvidos a fofoquices, não dar tanta importância à inveja alheia, não ficar tão magoada com a ingratidão - então esta última que é a que mais me incomoda, causa tristeza e descrença - não faz de nós divas, faz-nos amadurecer e faz-nos focar no que é essencial: CRIAR que é isso que um artista faz: CRIA e não contribui para mais poluição sentimental. 
Assim, não perdemos tempo, muito menos energia no que não vale a pena, pelo contrário! Ao ter atitudes pacificas sem contra-ataques deixa-nos mais tempo e energia para dançar e, dançar bem que é o que uma bailarina se deve preocupar. O resto é superficial, imaturo muito pouco humano e artístico.



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O que esperar das minhas aulas...

Eu nunca quis ter um trabalho "normal", das 9h às 17h... lembro-me, desde pequena, que queria ser bailarina e com isso marcar, de certa forma, a diferença na vida de quem me visse dançar.
Cresci com esse desejo e sempre me disseram que não podia ser... não era uma profissão mas sim um hobby. Chegando à idade adulta e desafiando tudo e TODOS, só eu acreditei no meu dom/talento e, sabia que o mundo não precisava de mais uma bailarina amadora. Precisava de uma profissional que acreditasse que seria possível viver da sua arte. 
E assim foi... com a ajuda preciosa do meu companheiro (que apesar dos seus receios RESPEITOU, acima de tudo, as minhas escolhas apoiando-me incondicionalmente), trilhei o meu caminho, criei a minha marca, ensinei e ensino a centenas e centenas de aspirantes a bailarinos, mulheres, jovens e crianças. 
Hoje, tenho o maior orgulho na mulher que me tornei e que, apesar dos obstáculos e tentações, mantive-me fiel a mim mesma, aos valores e objectivos/metas que estabeleci há 11 anos atrás quando comecei.
Não me deixo levar pelo mais fácil, pelo que é comercialmente apelativo, pelo dinheiro e pela superficialidade nesta profissão. Não!
Quem me conhece, sabe que só faço o que me apetece segundo aquilo que me faz sentido e acredito. Não conseguiria de outra maneira. E quando ensino, faço questão de passar muito mais que a técnica da dança. Quero e tenho ânsia de transmitir a essência da Dança Oriental.
Faço-o seguindo o meu instinto através de um olhar criterioso a cada mulher/homem que escolhe fazer as minhas aulas. Cada aula é única, cada aluna/o é único, esta dança tem caracteristicas únicas e, é por isso que, ao longo destes anos desenvolvi um método de ensino único que me caracteriza e que vai de encontro à alma de cada aluna.
Não pretendo que sejam uma copia de mim, muito pelo contrário. Como acredito que cada pessoa é autentica, faço, acima de tudo, que isso venha ao de cima através, claro, da D.O.
São aulas genuínas, sinceras, divertidas mas desafiantes e provocativas. Gosto de colocar os meus alunos a pensar por si e a dançarem por si. Faço-os descobrirem-se e a aceitarem-se. 


Estão abertas a TODOS que querem ir mais além da mera coreografia... é de Mulher para a Mulher (mas que o homem é também convidado) como sempre foi a passagem do testemunho da dança egípcia em aulas onde resgato essa verdade esquecida: o poder que cada mulher tem dentro de si.
Experimentem e ousem aprender a Dança Oriental de uma maneira completamente diferente.

Deixo aqui um feedback de duas das minhas alunas que, carinhosamente, me escreveram:

"Sempre admirei a dança oriental mas nunca tinha tomado a iniciativa de aprender. Iniciei por terapia, me foi indicada para apreciar mais meu próprio corpo e aumentar a auto estima e me apaixonei pelos movimentos. Tive a sorte de iniciar com a Sara, que tem uma didáctica tão envolvente que quando menos esperamos estamos la a fazer o movimento. Vi pessoas que não conseguiam fazer um circulo com os ombros se movimentarem bem e desenvolverem passos da dança em dois meses de aula. Não preciso dizer que estarei la outra vez este ano e não sei dizer exactamente se volto pela dança ou pela Sara..."
Lili Almeida


"O que significa para mim ser a tua aluna:
o desenvolvimento continuo do coragem de mover, de dançar, de olhar ao espelho enquanto temos a aula, o sentimento de estar com irmãs todos ao caminho de auto descoberta, indiferente da idade e da profissão, a aprendizagem das técnicas, dos movimentos, dos passos, da cultura egíptica, do ser mulher, mudança continuada. "
Christiane Carvalho

"Transmitir o que se aprende nas aulas de dança oriental dadas pela Sara é um desafio ao qual é difícil exprimir por palavras o bem estar físico e emocional que proporciona.
A dança oriental é uma dança milenar que na sua forma primitiva estava associada aos cultos primitivos da deusa mãe, geradora da vida, da natureza.
Sem dúvida que esta é a dança da vida, por isso ensina-la é uma arte.
A Sara tem esse dom de transmitir a essência da dança oriental, para além dos conhecimentos técnicos que tem e são excelentes."

Margarida Pires

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Época 2014/2015


Aulas em OEIRAS e LISBOA
2014 . 2015

1 Outubro 2014 a 30 Julho 2015

Destinado a todos que pretendem aprender dignamente a arte milenar que é a  Dança Oriental.
O meu método, reconhecido e eficaz é o resultado de 11 anos de ensino a centenas de alunos.

ATREVA-SE A EXPERIMENTAR E SURPREENDA-SE!!

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OEIRAS

No espaço: Prema Yoga
Rua de Belém, 22A  2780-005 Oeiras . 917768208 / 919195035

4ªs Feiras:
Nível Iniciado– 19h45 às 20h45
Nível Intermédio– 20h45 às 21h45

Mensalidade: 37,5€
Inscrição: 15 inclui seguro


Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256

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LISBOA

Espaço DANÇATTITUDE
Travessa Escola Araújo 3ªA, Estefânia, Lisboa . 965 127 123

3ª e 5º feiras:
Nível Iniciado– 20h às 20h45
Nível Intermédio– 20h45 às 21h30

Mensalidade: 37,5€
Inscrição: 15€ inclui seguro


Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A poucas horas dos meus 35 anos...


"A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão. Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno. Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos.
Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz."
Autor Desconhecido

Eu não sei se este texto é verdade ou não, mas, resume o meu trigésimo quarto ano de vida.
A poucas horas de completar 35 anos faço, como sempre, uma retrospectiva da minha vida e concluo que, tal como a águia, tive a necessidade  - ou melhor urgência - neste último ano de me resguardar para não morrer. Tão simples como a águia, voei para o meu ninho interior... Recolhi-me, Aprofundei-me e Renovei-me para poder VIVER ( no sentido pleno da palavra).
Foi um ano de total isolamento com um afastamento consciente de tudo e todos que poluíam a minha mente e alma. Foi um ano de reflexão do que fiz, de quem sou, do que quero através de  uma profunda meditação com direito a lágrimas, dor e desespero. 
Foi duro... é violento quando não negamos um processo de cura e percebi que, é quando aceitamos a dor e abraçamos o nosso próprio sofrimento que conseguimos ultrapassar esse momento mais facilmente. 
Mais uma vez, foi nos instantes em que dançava que a cura acontecia e lembrava-me que, como em tudo, os momentos de dor também passam. 


Dizem também os entendidos no assunto que, aos 35 anos, completamos e damos início a uma nova etapa de sete anos nas nossas vidas. Com ela, enterramos um velho EU (velhos hábitos, atitudes, pensamentos) e nasce uma nova verdade. 
Acho que têm razão. Ao atravessar por este processo de renovação pelo qual TINHA de passar, sinto que uma nova ERA nasceu para mim. Aquilo que tinha de me aperceber, apercebi-me. Aquilo que tinha de ver, agora vejo. Aquilo que tinha entalado na minha garganta/alma, agora grito.
Interiorizei o que é AMAR-ME. O que é VALORIZAR-ME. Mergulhei ainda mais fundo em saber quem SOU. 
Com todos os meus defeitos e virtudes, sei agora que SABER VIVER, SER FELIZ e ser completamente responsável pelas minhas decisões e opções - ou seja, SER UMA MULHER LIVRE - ofende muita gente mas, FINALMENTE, percebi que não isso não é um problema meu. É de quem se sente incomodado pela minha liberdade / vida / felicidade.
Desresponsabilizei-me de qualquer culpa de ser quem sou e de fazer o que faço e, com esta nova e restruturada atitude, o meu foco nunca foi tão preciso e claro.
Após 150 dias, a águia voou forte, com plena saúde e vigor.
Eu, após 365 dias, "voei do ninho" limpa e renovada. Dançarei a dança da vida, com mais sabedoria, maturidade e felicidade.
Parabéns a mim!!!


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Aulas - Época 2014/2015


Aulas Dança Oriental
OEIRAS e LISBOA
2014 . 2015

1 Outubro 2014 a 30 Julho 2015

Destinado a todos que pretendem aprender dignamente a arte milenar que é a  Dança Oriental.
O meu método, reconhecido e eficaz é o resultado de 11 anos de ensino a centenas de alunos.

ATREVA-SE A EXPERIMENTAR E SURPREENDA-SE!!

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OEIRAS

No espaço: Prema Yoga
Rua de Belém, 22A  2780-005 Oeiras . 917768208 / 919195035

4ªs Feiras:
Nível Iniciado– 19h45 às 20h45
Nível Intermédio– 20h45 às 21h45

Mensalidade: 37,5€
Inscrição: 15 inclui seguro


Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256

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LISBOA

Espaço DANÇATTITUDE
Travessa Escola Araújo 3ªA, Estefânia, Lisboa . 965 127 123

3ª e 5º feiras:
Nível Iniciado– 20h às 20h45
Nível Intermédio– 20h45 às 21h30

Mensalidade: 37,5€
Inscrição: 15€ inclui seguro


Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lições de Vida e de Dança X (e última) - Quero Dançar como EU: Resgate e Ressurreição

Ao longo dos últimos meses, compactei - o que chamei Lições de Vida e de Dança - o que eu achei mais importante da jornada que é viver da e para a Dança.
Nesta última (pelo menos por agora) lição, partilho o que para mim foi e é, a mais importante dádiva que a Dança do Oriente me deu: a RESSURREIÇÃO e RESGATE do meu EU.

Sim, esse meu EU - a minha essência - quando conheci a Dança Oriental, estava morta. Não me reconhecia, não sabia quem eu era, onde me encaixar. Estava completamente perdida.
Ao crescer numa sociedade que nos prepara academicamente - com  a perspectiva que tal profissão nos dará o sucesso (material) esperado - e não espiritualmente, muito menos emocionalmente, experienciei ainda muito jovem a sensação de me sentir anormal por pensar de uma maneira diferente e, excluída por agir e falar o que não era suposto.


A pressão, quando somos jovens é tanta e a nossa preparação interior é tão pouca que, na altura, para ser aceite, deixei-me domar. Anulei-me durante alguns anos afim de me tentar adaptar a um  mundo , que agora vejo, é de um cor-de-rosa sujo, podre e falso.
Tentei ser "normal", tentei incluir-me, fazer o que era esperado e o "correcto" mas não consegui... a Dança e todo o seu processo de aprendizagem resgatou-me do abismo que me estava a atirar. 
Ela (Dança Oriental) obrigou-me a olhar para o meu EU. Obrigou-me a conhecer-me, a amar-me, e deu-me os alicerces para ter a coragem de assumir quem  sou. Sem medo e sem reservas. Finalmente percebi que não sou "anormal"... sou original. E tudo que sentia em jovem não era "mau", simplesmente era a minha verdade a desabrochar a fim de encontrar o meu lugar neste mundo.


O mais engraçado é que, durante o meu percurso na Dança Oriental e quando já bailarina profissional, tentei também ir pelo esperado, pelo óbvio, por aquilo que é mais comercial, negando, mais uma vez, aquilo que realmente sentia e queria.
Experienciei também (como em jovem) a sensação de ter de ser aceite e a angustia de não gostarem da mim ou da minha dança. E, também mais uma vez, não consegui adaptar-me ao que não ia de encontro à minha essência.
Ao negar tal caminho - do esperado e do regulado - mergulhava cada vez mais fundo do que é ser bailarina desta Arte. E isso deu-me a clareza para resgatar-me da minha própria acomodação e de tronos já conquistados e ilusórios.
Percebi o que o minha intuição gritava: que esta Dança é muito mais que, vulgo, a dança do ventre ou bellydance enfeitada com purpurinas e moedinhas nas ancas de egos desfeitos e doentes. 
Encontrei, dentro de mim, um linguagem orgânica e dinâmica que não se traduz em meras coreografias superficiais... Descobri a Dança Ancestral e Sagrada dos nossos antepassados. É a Dança do Oriente. É a minha Dança que não preenche rótulos, modas ou fantasias. Preenche-me a mim. 
Ressuscitei o meu Eu e, criei a minhas próprias directrizes que resulta numa dança original, única e auto-confiante. 

Todas estas experiências a que eu chamo VIVER, deu-me destreza e força para desenvolver um estilo de vida atípico mas real e sincero. 
Todos os dias me lembram que sou estranha, que não sou normal. Que deveria fazer isto e aquilo. O mundo tenta abalar o meu Eu. Mas, cada vez que danço - seja numa aula, palco ou num canto - esta, lembra-me ser fiel a mim própria , à minha individualidade e autenticidade. Cada vez que danço, ressuscito um pouco a minha verdade e fortaleço-me emocionalmente afim de não aceitar pressões que aniquilem - de novo - o meu Eu e que  me desviem da minha missão.


Sim. O caminho da Dança Oriental fez-me querer dançar e viver como eu. Não como o fulano tal e  a não ter nenhum tipo de preconceito ou reserva em partilhar com o mundo.
Sim. Eu danço/vivo como EU - a maior e a mais importante lição que a dança me ensinou.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Lições de Vida e de Dança IX - Saber Parar e Celebrar as Vitórias

A Vida é implacável quer a ensinar-nos, quer a proteger-nos, grande parte das vezes de nós próprios.
Ela (VIDA) através de uma sabedoria superior, obriga-nos (contra a nossa teimosa vontade mas para nosso bem) a PARAR.
Saber ler os sinais que ela nos dá e SABER PARAR para reflectir em novos caminhos é algo que tenho aprendido nos últimos dois anos da minha vida e carreira. Não dá para estar sempre em estado de fogo. Há que abrandar, esperar, estar, relaxar, silenciar e... CELEBRAR.
Celebrar a Vida, Vitórias, Conquistas, Amores é algo que nunca fiz... estranho. Nos últimos 10 anos estive sempre em estado de alerta máximo, conquistando, fazendo, provando, mexendo, inventando e sonhando mas nunca celebrando. Nunca me o permiti. Talvez por achar que não merecia ou porque acho que ainda não vou nem a meio caminho daquilo que quero.
Mas, nos últimos tempos obriguei-me a parar - a Vida assim o quis - e todo o fogo que antes estava sempre lume máximo, baixou. Não se apagou, mas acalmou. Dessa forma, consegui, talvez pela primeira vez em 10 anos, respirar fundo e olhar sobre o ombro para trás e VER o que já fiz.
Sim, fiz tanta coisa mas desfrutei pouco de cada uma... Parar e Celebrar, novidade para mim...

Deixo aqui algumas imagens da minha DESAFIANTE, ESCOLHIDA e ORGULHOSA jornada... desde centenas de aulas e workshops que já leccionei a centenas de alunas, desde o mais variadíssimo publico que já me viu dançar em - também - centenas de actuações realizadas em espectáculos e eventos, passando pelas minhas viagens à escrita da minha experiência como bailarina e ser humano num blog criado para o efeito fico... orgulhosa da minha VIDA, das minhas iniciativas, da minha criatividade e força. 
GRATA é a palavra certa. Pelas pessoas que passaram por mim, pelas dificuldades que me fizeram amadurecer, pela minha autenticidade que fiz sempre questão de preservar. 
Rendida à essência que descobri da Dança Oriental que moldou a mulher que sou hoje, tanto no palco como nos bastidores.
Espantada pela originalidade e pela visão diferente que tenho na minha dança e vida, trilhadas a pulso, enfrentando os meus próprios demonios numa batalha solitária.
Muito Grata...