segunda-feira, 25 de março de 2013

E um ano passou...

E um ano passou desde que adotei (na verdade foi ela que me adotou) a minha cadelinha Nikita.
É muito difícil colocar em palavras a experiência que tem sido. Eu nunca tinha tido animais de estimação e na verdade tinha medo de cães mas, o contacto diário - ela vive dentro de casa connosco, não num jardim ou numa varanda - com este ser que considero ser especial, mudou totalmente a minha rotina e a maneira como sentia e via os cães.
Ela é a minha grande companheira e a minha fiel companhia. Silenciosa, comunica atravez do seu olhar e energia. Transmite uma calma e paz como nada mais me faz sentir. Preenche os meus dias com um Amor que não conhecia.
Quando choro lambe-me as lágrimas.
Quando riu brinca comigo.
Quando lhe dou uma ordem obedece.
Quando a chamo vem a correr.
Quando lhe dou mimo fecha o olhinhos e "curte" as festinhas.
Quando a deixo sozinha em casa fica triste mas quando chego está uns bons minutos a "dar ao rabo" louca de alegria.
Não pede nada em troca... não exige nada... 
E é por isso que lhe dou todos e mais alguns cuidados que merece. E é por isso que faço questão de a incluir em tudo o que faço. E é por isso que de madrugada vem ter comigo à cama e a deixo dormir comigo.
E é por ela que farei sempre o que conseguir para defender os animais, incluindo diminuir drasticamente o consumo exagerado de carne.
Por estes seres, viro Leão. Defendo, luto e não me calo a quem os desrespeitar e maltratar.
Aconselho: ADOTE (não compre) um cão, um gato... mas seja responsável e sensível pois aquela vida depende literalmente das nossas acções.
Aqui está uma das minhas fontes de inspiração para viver cada dia:





quinta-feira, 7 de março de 2013

A percorrer o meu caminho...

Há dez anos atrás, tracei um objetivo muito claro do que queria para mim enquanto bailarina.
Decidi que, se fosse para seguir o caminho da Dança, então faria de tudo para dignificar e levar aos grandes palcos esta especifica dança ainda muito subestimada. 
Queria, mais do que ser uma mera dançarina, ser ARTISTA e sempre que ia ver um espectáculo de dança numa grande sala, sonhava, que um dia seria eu ali, naquele palco com a Dança Oriental e com uma plateia cheia a aplaudir.
Sempre focada nessa meta, percorro um caminho solitário, árduo, arriscado e complexo mas sem nunca ter-me deixado embalar pela desilusão, pelo mais fácil e pelo mais comercial. Por mais tentações que me tenham apresentado, nunca me desviei dessa minha visão inicial.
Assim e teimosamente, o espectáculo que apresentei no passado dia 2 Março, foi mais um passo nessa direcção, estando cada vez mais nítida essa minha visão. 

Posso dizer com muito prazer e sem falsas modéstias, que foi um sucesso. Tive a recompensa de ter TODA a plateia a aplaudir de pé no final e com a direcção do espaço a dar-me os parabéns pela qualidade de espectáculo e dança apresentado.
Sem  apoio, atacada com indiferença e muito subestimada por tanta gente, faço o que poucos têm a coragem de fazer: arriscar e sonhar alto, onde o meu maior objectivo é elevar a um outro patamar a DANÇA ORIENTAL em Portugal, superando-me cada vez mais.

Felizmente, e também porque não olho só para o meu umbigo, vou contando com colegas e alunas que me inspiram, respeito e que tenho todo o orgulho em convidar para estes desafios. A todas elas também devo o sucesso deste espectáculo que contou com 200 pessoas a assistir, numero este surpreendente para a actual conjuntura que vivemos e para um show de dança, em nome de um bailarino individual e português.
A experiencia também conta muito e, cada vez mais, vou estando rodeada de técnicos de excelência  que me ajudam a realçar todo  o meu esforço e talento. Todo o show é o resultado também do trabalho desses preciosos profissionais que, sem eles seria impossível montar um espectáculo desta qualidade.
Como bailarina e artista superei o meu objectivo: quem assistiu não conseguiu ficar indiferente ou aborrecido. Provoquei emoções. Toquei na Alma do publico que se encantou, se divertiu e se emocionou... houve mesmo quem chorasse no final. Perdeu quem não foi...
Mais do que palavras, partilho aqui algumas imagens que desvendam um pouco da magia que aconteceu...