sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Adivinha:

O que é que o inverno e uma vida partilhada com outra pessoa têm em comum?
CONSTIPAÇÕES!!!!!

Não acredito que mal chegou o frio fiquei logo doente. Corrijo: não fui eu que fiquei primeiro, foi o meu marido, mas claro, se ele tem eu apanho, tão certo como 2+2 são 4. Por mais que me resguarde, não há hipótese, vivemos quatro nesta casa: eu, ele, a Nikita e o vírus.
Não há coisa que mais me irrite que uma bela constipação... e ter de dançar assim?... não há pachorra.
Resta-me um fim-de-semana (como foi o fim desta semana) deitada, com lenços e cobertores ao som de espirros.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Porque a vida continua...

Não vou comentar os acontecimentos da última sexta feira 13. Já muito foi dito. Acho que não teria muito mais a acrescentar senão que sinto uma profunda solidariedade por todos os familiares e amigos de quem morreu nos atentados.
Podia ter sido comigo.
Também não posso deixar de sentir compaixão por todos aqueles que, no médio oriente estão a ser massacrados sem terem tido nenhum voto na matéria.
Há milhares de vitimas de ambos os lados, num planeta que é só um.
O mundo está mesmo virado de pernas para o ar. E, na minha humilde opinião, os verdadeiros mentores desta "guerra" estão longe dos olhares e bem disfarçados. Há aí muitos "lobos em pele de cordeiros" e tudo isto já ultrapassa religiões, países, raças e culturas. Só me vem à cabeça uma palavra para: Desumanidade.
Por mim, a melhor maneira de não nos deixarmos aterrorizar é continuando com as nossas vidas, usufruindo a liberdade a que temos direito. E sendo assim, tenho uma sugestão para este fim-de-semana.
Vai acontecer em Lisboa o Oriental Dance Weekend. Três dias de workshops, competição e gala internacional onde terei o prazer de estar a dançar ao lado de nomes importantes e claro, com as minhas colegas.
Não deixem de aparecer!!!!
Toda a informação:



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Nuvem Negra

Sim, eu sei que já se falou muito, talvez demais sobre o assunto mas, há uma nuvem negra sobre Portugal que teima em não passar.
Esta nuvem, mais conhecida por desemprego já se está a tornar numa praga que afecta não uma, nem duas, mas dezenas de pessoas desde familiares directos, a amigos e conhecidos. 
Pior, o desemprego vem dando lugar aos empregos da corda bamba - agora tens, agora não tens, agora serves, agora não serves - sem nenhum vinculo, apoio ou protecção social.
Eu, como bailarina e professora de dança, sempre trabalhei a recibos verdes, os tais green one`s que bem poderiam ser blak de tão injustos e precários que são. Com eles só tenho deveres, não direitos.
Em doze anos nunca consegui um contrato de trabalho. Habituei-me a receber se trabalhar e, somente se trabalhar bem. Sempre produzi , por minha conta e risco, todos os meus espectáculos. Fiz muitos e muitos pro-bônus, fui enganada e aproveitaram-se do meu talento muitas e muitas vezes. 
Nunca tive um subsídio, nunca tive um apoio quando fiquei doente e muito menos ajuda quando, no auge da crise (se é que já passamos esse ponto) o trabalho reduziu drasticamente. Na prática e na vida real, quando não há estabilidade não há espaço para a dança, muito menos para a Dança Oriental que neste momento não está na moda.
E, como se já não bastasse tudo isto, ainda levo com a estigmatização e marginalização que a minha profissão acarreta. Se, um engenheiro por exemplo, não tem trabalho é porque está com azar, é da crise, etc, há uma compreensão social... mas se um bailarino não tem trabalho é porque é um desocupado. Afinal ser artista ou promover cultura como profissão, seja num palco ou a ensinar é para quem não quer fazer nada, ou - a que mais me irrita e revolta - é para ser a part-time ou um hobby. 
A mim, embora me doa e pior, me canse (cada vez mais), já estou habituada ao estigma, precariedade e luta. É o preço - ALTO - que pago para poder ser quem sou, com a liberdade que mereço. É injusto mas é a realidade. Para piorar e ainda a somar, a toda a hora tenho o conhecimento que alguém está ou ficou desempregado.
É que não é um, nem dois, são muitos. Lido com este flagelo, não há alguns meses mas há anos - demasiados anos -  quer sejam com familiares directos, amigos ou conhecidos que tem implicação profunda na minha vida. Afinal não vivo isolada e desengana-te se pensas que este mau tempo não te afecta: todos dependemos uns dos outros. Uma sociedade instável promove insegurança, ignorância, medo, desanimo, pessimismo, fragilidade. Já chega... já não se aguenta... está demasiado pesado.
Pergunto: quando é que esta nuvem negra passará?...
Com o circo que vejo na assembleia, não me parece que seja tão cedo. 
E, enquanto, aqueles senhores guerrilhão entre eles pelo "iron throne" numa versão ridícula e mal escrita do "Game of Thrones" há toda uma geração (aliás várias) que está a pagar caro toda essa triste produção.
Como é possível não terem vergonha na cara... 


PS: Saga Star Wars revista e MUITO apreciada... ansiosa, estou, pelo 7º episódio.
007 Spectre, uma desilusão. O agente mais famoso e intemporal do mundo pela interpretação do LINDO Daniel Craig deveria, na minha opinião, ter acabado no anterior Skyfall. Arriscaram um quarto episódio que não compensou.
Próximo: The Hunger Games, outra saga que precisa de ser revista antes de ver a última parte.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Praticando o Desapego

Eu sei, eu sei... tenho de agradecer tudo o que tenho todos os dias. Sentir-me grata e feliz por todas as conquistas... eu sei. E sou! Acreditem, sou.
Mas então porque é tenho momentos que me sinto a pessoa mais infeliz do mundo... serei eu uma ingrata?!...
Eu tenho tudo e não não tenho nada, é o que sinto. Aprendi a não subestimar e/ou anestesiar o que sinto. Se isto faz de mim uma ingrata, então eu o sou. Lidar com a (minha) verdade é o caminho para a (minha) felicidade.
Não quero mais. Quero é melhor. Melhor qualidade de vida, de afectos, de amor, de trabalho, de dança... uma versão melhorada de mim. Esta é a minha ambição.
Confuso, certo?... Assim - também - sou eu... uma grande confusão... de pensamentos, de sentimentos, de vontades. Disciplinar a minha cabeça, através da prática do desapego é um grande desafio (mais um para a colecção). O universo colocou-me esta tarefa nas mãos que esgota a minha bagagem emocional a um nível quase insuportável.
É muito cansativo ser EU.
Não mais... melhor. Praticar o desapego. Bolas... ser, verdadeiramente feliz dá MUITO trabalho.



PS: só consegui ver, ainda, os três filmes mais recentes da Star Wars... próximo fim-de-semana serão os outros três. É tão bom viajar com aquelas personagens... adoro mundos fantásticos sustentados por uma boa história. 
May The Force Be With You!!!