quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mais um ano que passou

A época 11/12 chega ao fim... o que dizer deste ano... foi simplesmente... invulgar. 
Aconteceu tudo o que NÃO tinha planeado.

Ora vejamos:
- adoptei uma companheira inseparável e muito adorada, a minha "Nikita" que me tem proporcionado experiências únicas;
- depois de dois anos sem produzir um espectáculo meu, lanço-me num que foi um sucesso num espaço muito sonhado. "Nos Meus Sonhos" no Museu do Oriente será recordado como um dos meus melhores shows e performances que fiz até agora;
- recebi nas minhas aulas dezenas de alunas. Umas vão outras vêem como um rio que vai passando por mim e todas me surpreendem... cada uma é-me uma lição de vida;
- este também foi o ano das "borlas", dancei muito para ajudar associações e projectos. Sinto-me muito bem em poder contribuir com o meu talento mas...;
- vivo não só espiritualmente mas também financeiramente da minha dança, e senti a mão pesada da "crise" que vivemos.  Não tenho emprego nem contrato, se danço recebo se não danço não recebo e, como houve pouca dança remunerada este ano... espero que melhores tempos venham...


A pantera negra que há em mim vai-se recolher... Tenho mesmo de parar. 
Muitos não entendem mas eu preciso de estar um mês sem dançar e sem ouvir musica árabeComo artista, preciso de me afastar das minhas próprias criações, para poder criar melhor.Tenho de sair de casa e ir para a natureza recarregar baterias, para depois poder voltar a inspirar quem se cruzar no meu caminho. Para poder ter forças e enfrentar o que me aparecer pela frente, pois não sei o que me espera no próximo ano... a pantera voltará... até já!!!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Aulas Dança Oriental - Época Set.12 a Jul.13


A próxima época lectiva avizinha-se com novidades e aulas que estarão abertas a todos que pretendem aprender dignamente a arte milenar que é a  Dança Oriental.
O meu método, reconhecido e eficaz, resultado de 10 anos de ensino a centenas de alunos, já nem precisa de apresentações:

ATREVA-SE A EXPERIMENTAR E SURPREENDA-SE!!
PRIMEIRA AULA GRÁTIS


OEIRAS
Espaço S
(Al. Bonifácio Lázaro Lozano, nº3,  1ºC)

Inicio a 1 Outubro até final de Julho
Segundas Feiras:
Iniciado – 19h às 20h30
Intermédio – 20h30 às 22h
(vagas limitas por nível)

Mensalidade: 37,5€
(sem valor de inscrição)

Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256


E também a partir de 1 de Setembro:

LISBOA
Dança Livre

Terças e Quintas:
- Kid’s, nível aberto – 18h00 às 19h00
- Iniciado– 19h00 às 20h00
- Intermédio/Avançado - 20h00 ás 21h30

Preços e inscrições: contactar a escola Dança Livre:
(rua marquês de fronteira, 76, Campolide)
213 894 190

E

Estúdio Mahtab

Quartas:
- Intermédio - 20h00 ás 21h00
(a confirmar)

Preços e inscrições: contactar o estúdio Mahtab:
(rua marechal Saldanha, nº28, Lisboa)
966229430

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Campera - o Rosto de tantas Fêmeas



Ciatando Nuno Markl: "Em 1997 escrevi um sketch para o programa Herman Enciclopédia que abria a 2ª temporada. Era sobre um episódio piloto perdido de uma série protagonizada por uma cadela - a Lésse - em que, por questões de orçamento, a cadela fora substituída por uma caixa de cartão. O sketch ficou óptimo - um pedaço de nonsense puro do qual me orgulho bastante. Mas hoje lembrei-me desse sketch por outra razão mais dramática.

A Campera, cadela de que se falou por aqui há umas semanas, encontrada num estado quase terminal de tortura e abandono, morreu hoje. Infelizmente, os responsáveis pela tortura da Campera continuam por aí, impunes e, possivelmente, a esta hora, aplicando tratamento similar a outro animal.

É que, num ângulo inesperadamente triste de revisitação da minha inocente ideia de jovem argumentista de comédia, por estas bandas, continua a não haver uma grande diferença legal entre um animal e uma caixa de cartão. E isso é trágico."


Não podia deixar de prestar uma homenagem sincera e sentida a esta cadela que, para mim, é o rosto de tantos animais. Apesar de nas suas últimas semanas de vida tenha recebido todo o amor, assistência médica e apoio não resistiu...
Por mais que pense no assunto, não consigo justificar quem maltrata, humilha e martiriza os animais, principalmente cães. Eu e o meu marido resgatamos uma cadelinha  de dois meses e foi sem dúvida (apesar do trabalho e despesa) a melhor coisa que fizemos desde que estamos juntos. O amor que estes animais nos dão é indescritível, não encontro em mais lado nenhum senão neles. Eles SENTEM, COMUNICAM e dependem emocionalmente de nós!!! Não compreendo como ainda são considerados objectos pela lei...
Não acredito, por experiência própria, na justiça dos homens mas acredito piamente, também por experiência própria, na justiça divina e sei que, quem planta colhe e, por isso, quem faz mal a um animal colherá amargura. Disso tenho a certeza.
Não conheci pessoalmente a Campera mas ao olhar para ela vejo nela reflectido o sofrimento de TODAS as Fêmeas deste planeta, incluindo as humanas... ainda ontem vi as imagens chocantes de uma execução barbara de uma mulher afegã às portas de Cabul por militares afegãos... uma multidão de homens cobardes assistiam... ela tinha apenas 22 anos e indefesa não pode evitar a sua morte injusta e humilhante simplesmente porque dois militares a disputavam... não há palavras... mais uma "campera" vitima da mão humana. (pode ver as imagens em tvi.iol.pt)
Estima-se que nos últimos 50 anos, MORRERAM MAIS MULHERES NO MUNDO, vitimas de todo o tipo de maltratos e violência incluindo a falta de assistência digna ao parto, que TODOS OS HOMENS FALECIDOS DURANTE A PRIMEIRA E SEGUNDA GUERRAS MUNDIAIS.
Existem milhares de Camperas por todo o mundo, se calhar uma mesmo ao seu lado.
NÃO SEJA INDIFERENTE, e comece por si, porque nós FÊMEAS temos de ser umas pelas outras.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Perguntas: ainda ficas nervosa antes de cada actuação?

SE FICO!!!!
Cada actuação é única e com ela a pilha de nervos é indescritível. Com o passar dos anos não diminui a insegurança que sinto antes de entrar em cena mas, com a experiencia vamos sabendo lidar com isso. No inicio, uma semana antes de cada apresentação já não dormia... agora só minutos antes é que fico realmente nervosa, sinto que não estou preparada e só me apetece enfiar num buraco... 
Gostava mesmo um dia sentir-me tão segura antes de entrar em palco mas acho que isso nunca irá acontecer e, embora queira fugir, assim que piso o palco tudo muda. É o lugar que mais gosto de estar e é o único sítio que me sinto realmente bem.
Como consigo viver com esta dualidade??!! Não sei... por isso é que sou bailarina... simplesmente vivo cada momento com tudo que isso implica... não fugo ao que sinto. Vivo-os e isso reflete-se em cada dança... em cada actuação... em cada palco.