terça-feira, 20 de julho de 2010

Horários de aulas, época: Set.10 a Jul.11

Aulas de Grupo com Sara Naadirah:

Local: escola de dança, Dança Livre

Morada: rua Marques da Fronteira, nº76, Campolide

Contactos: www.dancalivre.com; geral@dancalivre.com; 213894199

Horários: Época de Setembro 2010 a Julho 2011

segundas e quartas

. Almoço:

– Iniciado A – 12h30 às 13h30

- Intermédio A – 13h30 às 14h30

. Final de Tarde:

- Kid’s, dos 4 aos 10 anos, nível aberto – 17h00 às 17h45

- Teenagers, dos 11 aos 16 anos, nível aberto – 17h45 às 19h00

. Noite:

- Iniciado B, a partir dos 17anos – 19h00 às 20h00

- Intermédio B - 20h00 ás 21h00

- Avançado – 21h00 ás 22h15

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ser bailarina também é... parte II

Não lamentar... porque quando se fecha uma porta, e erguemos a cabeça, não desesperando por ela se ter fechado, uma janela abre-se!
E vamos a saber mais tarde, que essa porta afinal era uma armadilha e a janela uma abertura para a luz...
Hoje de manhã adiaram-me um espectáculo fantástico que iria fazer no dia a seguir. Claro que fiquei desiludida, irritada, etc... mas não me deixei abalar por muito tempo e pensei: "se não foi é porque não era para ser, pelo menos agora!" e continuei a minha vidinha... à tarde recebo uma outra proposta para um outro show, para esse mesmo dia!
Ser bailarina também é esperar o inesperado! E que incrível que isso é!

Ser bailarina também é:

Receber raras boas propostas de espectáculos, ficar entusiasmadíssima, prepará-lo ao mínimo pormenor, sonhar com o dia e, na véspera receber a notícia que tem de ser cancelado.
Embora não tenha culpa, os espectáculos são cancelados ou adiados por variadíssimas razões, onde 99% não é da responsabilidade da bailarina, fico sempre (pois... quantos baldes de água fria já não apanhei) com uma dor, como se me tivessem dado uma facada...
Fico triste, deprimida, irritada, a minha auto-estima e ego caiem por terra. Mas só me permito a este tipo de sentimentos uns minutos. Depois ergo de novo a cabeça, junto os caquinhos, e sigo. Afinal perder uma batalha não significa perder a guerra...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mais um ano a ensinar...


Ser bailarina não é só dançar, é também passar os seus conhecimentos a alguém que tem o desejo de aprender.
Desde que comecei a minha carreira como bailarina que comecei logo a ensinar, e durante estes últimos sete anos, passaram por mim centenas de alunas (e uns alunos), proporcionando-me uma contra-aprendizagem, que direi... no mínimo... interessante e complexa.
Dar aulas é tão ou mais desafiante que ter de dançar publicamente. Conseguir transmitir esta Arte não é tarefa fácil mas é extremamente compensador!
Para mim, ver uma aluna a "crescer" na dança, é como um pouco ver um filho crescendo... e é com orgulho que as vejo a "gatinhar", dar os "primeiros passos" e depressa começam a "correr"!
Normalmente divido-as em duas categorias: as especiais e as de passagem.
Estas categorias não têm a haver com o grau de aprendizagem, mas sim com a intensidade, dedicação e objectivo com que querem aprender.
As "especiais" são aquelas que realmente querem aprender a dançar, no matter what e com tudo que isso implica. Relembro que aprender Dança Oriental, traz mudanças emocionais, desbloqueia sentimentos e faz com que evoluamos como seres espirituais que também somos. Esse processo muitas vezes não é agradável, é difícil e exigente.
Dar aulas a este tipo de alunas para mim é extremamente compensador e, relembra-me um dos meus objectivos na vida. Tenho poucas especiais mas boas...
As de passagem, são aquelas que querem também aprender Dança Oriental, mas de uma forma mais superficial, não tão profunda. Querem exercitar, divertir, encontram na dança um escape de uma rotina exigente e stressante. Infelizmente, esta categoria, chamo-a "de passagem" pois normalmente fazem durante um período e depois acabam por abandonar a pratica ou quando começa a ser mais exigente (naturalmente evoluir na dança implica também evoluir interiormente) acabam por desistir.
Este ano lectivo, que acaba agora no final deste mês, foi um dos melhores dos últimos anos!
Tive e continuei a ter alunas maravilhosas, que fazem com que dar aulas quase não seja um trabalho, mas um encontro de mulheres que partilham experiências e ajudam-se mutuamente. Foi um prazer...
Senti a ausência de muitas que, pelas circunstâncias da vida tiveram de fazer um "intervalo" na sua aprendizagem, mas que sei que irão voltar... um dia...
Todas elas têm ou tiveram um lugar no meu coração, e quando alguém quer aprender comigo eu ensino realmente a dançarem, não sou uma professora fácil... mas que aprendem, ai isso aprendem... querem experimentar?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Imprevistos... imprevistos...

Na dança como na vida há sempre imprevistos.
Não posso deixar de partilhar os dois últimos que nunca me tinham acontecido...

1º: espectáculo que participei de uma colega minha. Estava eu a executar o meu solo quando escorrego no véu, que estava a traz de mim e... esborracho-me no chão!
Eu nem queria acreditar que tinha caído... nunca me tinha acontecido e o pior é que, quando estou a dançar, entro num mundo à parte e permaneço nele toda a dança. Quando caí foi como se me tirassem à força desse lugar, quase uma chapada a dizer "acorda" e por momentos não percebi o que estava a acontecer, até que "caí em mim", levantei-me e continuei... espero não repetir a experiência, pois não gostei nada... e ainda por cima fiquei irritada comigo própria o resto da noite. Acontece, mas não é nada agradável!

2º: estou eu a dançar, já vou a meio da música, quando... a parte de traz do sutiã do meu traje solta-se!
Só tenho tempo de fechar os braços... o que valeu é que, a parte do pescoço segurou, senão era o desastre total. Continuo a dançar ( mas, mais uma vez saio do meu mundo pandora) e tento prendê-lo de novo, mas não consigo, tinha arrebentado o colchete. Penso (enquanto danço): paro? Ou continuo até acabar a música? Continuo... com a minha mão a fazer de colchete.
Claro que a audiência percebeu que alguma coisa não estava a correr bem, mas foram simpáticos, eu ri-me e eles também e quando acabou a música deram-me um grande aplauso solidário.
Mas que é incomodo é, imaginem dançar só com um braço e com receio que o sutiã caia...
Enfim... imprevistos...