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A Dança Oriental em Mim... I

Patrícia Marques, 27 anos, praticou duas aulas

"Antes de fazer as aulas informei-me bastante sobre a Dança  Oriental, percebi que não era mais um estilo de dança mas sim um estilo de vida....
Já dancei vários estilos de dança, num grupo de hip-hop onde tínhamos que ser versáteis, saber um pouco de vários estilos, depois entrei para a contemporânea que percebi que tinha mais haver comigo e com o que queria sentir ao dançar... Fiz dois workshops onde também tinham dança oriental e gostei, mas como era tanta gente tive a sensação contrária e sabia que não era a que deveria ter tido, a energia dispersou-se, e foi uma grande confusão, sabia que se queria tentar sentir ou perceber realmente o que se sente na dança oriental tinha que me inscrever em aulas...
Não queria ficar por aí, sempre gostei muito do Egipto, da sua cultura e tradição, e como tal a minha vontade de experimentar ter aulas a sério levou-me a procurar aulas por perto mas tinha de ser com alguém que me inspirasse segurança. Procurei na net, do que vi pelos vídeos gostei da energia da Sara Naadirah, e aventurei-me...
Pelo contrario de muita gente que frequenta a primeira aula e diz não sentir nada, isso não é verdade...
Somos humanos sentimos sempre alguma coisa, não digo que é o mesmo de alguém que viva da dança oriental, não digo que é sentir o mesmo de alguém que conheça já todos os movimentos e que já não precise de pensar neles para se libertar e passar só a senti-los...
Bastou-me uma aula apenas para saber que já deveria ter embarcado nessa aventura há mais tempo, bastou a aula ter corrido da maneira que correu para perceber que é mais que uma dança... Fez-me sentir bem, fez-me sentir única. A sensação é de satisfação e de aceitação dos nossos defeitos, aceitar-nos como somos e sentir-mo-nos bem. E esta frase não me sai da cabeça: "Quando entrarem aqui pensem que são magnificas". Ou seja é o conhecimento do nosso corpo, é o movimento que podemos fazer com ele, é sentir-mo-nos belas mas também mostrarmos o que somos e não nos fecharmos num cofre como um tesouro a espera de ser encontrado...
Percebi que realmente a dança oriental transforma-nos, e que tudo o que está mal no mundo real, ali dentro desaparece, e fica só aquele momento...
Infelizmente para mim por agora foi mais uma experiência que teve que parar após a segunda aula por motivos de saúde e não poderei fazer o que me faz tão bem à alma, mas não é um adeus, é um "até amanhã" porque acredito que tudo isto vai melhorar. Pode demorar muito tempo, pode demorar anos mas quando passamos por momentos felizes não esquecemos isso, e quando a vida nos prega partidas são esses momentos que nos fazem acreditar que um dia os havemos de passar novamente.
Sara Naadirah obrigada por tudo, podes pensar que é pouco mas foi o suficiente para perceber que a humildade que há em ti torna a aula ainda mais especial...
Sejam Felizes a fazer o que mais gostam de fazer porque o relógio não pára..."


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