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Pergunta 3 - Para Quando Um Novo Espectáculo?

Uma das minhas missões de vida é o ensino. Amo ensinar. A felicidade que é ajudar a potenciar mulheres através da Dança Oriental, mas, se o estúdio de dança é o meu amor, o palco é a minha paixão. No estúdio de dança cumpro. No palco realizo. É lá que me sinto plena. Que me conecto com o meu EU. Que me desconecto com este mundo e entro no meu universo.

Adoro o mundo do espetáculo. Os bastidores, os cheiros das maquilhagens, o barulho nos camarins, a correria dos técnicos, os risos nervosos dos artistas… Adoro tudo. Desde a sua idealização à concretização. Nunca compreendi de onde vem esta paixão. Simplesmente tenho-a. Acho que nasceu comigo e despertou quando pisei o palco a primeira vez... tinha 4 anos. E desde aí nunca mais parei. Com muito trabalho, teimosia e resiliência consegui, ao longo de quase 20 anos de profissão, realizar os espetáculos que idealizo. Sem favores, amigos no show bizz ou promotores. Só com a minha visão, talento e contando com colegas e alunas maravilhosas que me acompanharam e aceitaram os desafios que lhes propunha. 

Não imaginam o que custa montar um espectáculo. À custa de MUITO trabalho e à custa de MUITO dinheiro. E sim, esse dinheiro saiu sempre do meu bolso, na esperança que houvesse algum retorno da bilheteira. Não é fácil conseguir o palco ideal, os técnicos certos e o marketing eficaz. É uma indústria que se mexe se houver interesse e dinheiro envolvido... não é nada fácil. E percebam: não confundam espectáculos com saraus de alunos ou breves actuações em espaços ou eventos. Isso é outra coisa, que tem também os seus desafios e importância mas é outro tipo de show.

Já tenho idealizado o meu próximo espectáculo. Tenho-o todo esboçado na minha mente. Mas não tenho (ainda) meios para o fazer. Nem condições. Nem o panorama em que vivemos o permite. Por isso, não sei para quando um novo espectáculo meu. Porque tudo tem o seu momento certo e quando o fizer, é mesmo para FAZER. Porque feito não é o mesmo que perfeito. E eu quero perfeccionismo. Senão for assim prefiro ficar quieta. Sem amadorismos. Sem ser em "cima do joelho".  Com uma equipa eficaz a trabalhar nele. Onde eu possa dançar em pleno. Onde possa realizar-me e viver o meu sonho: (e)levar a Dança que amo aos palcos que ela merece.




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