quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Acho piada...

Quando me perguntam como é que consigo fazer coreografias não sabendo o espaço em que vou dançar... e como consigo dançar em espaços minúsculos...

Vou de uma vez por todas desmistificar este quase "mito urbano": não são coreografias, são simplesmente... improvisações! Pois é assim a minha dança!!! Sentir a musica e deixar o corpo fluir, para mim não faria sentido de outra maneira.
E depois é também por uma questão prática. A menos que seja em palco (e mesmo assim... tenho sempre surpresas...) eu nunca sei como vai ser o espaço, ambiente, qualidade do som, publico, muito menos onde me vou vestir. É sempre uma improvisação em tudo, inclusive a dança.
Imaginem que fazia uma coreografia pensada para um determinado espaço (e publico), chego ao evento e deparo-me com um ambiente completamente diferente daquele que tinha imaginado, onde a coreografia era impossível de ser realizada e não causaria o mínimo impacto... o que fazia? Ia-me embora? Não... atiro-me às feras improvisando cada segundo.
Claro que escolho cuidadosamente as músicas, que faço questão de as ouvir e conhecer ao pormenor antes de as dançar, é aí que a improvisação começa, no saber Ouvir a música. Também pela experiência que tenho dos inúmeros espaços e festas por onde já passei, sei qual o género de musica árabe que mais se adequa e causa impacto em determinado tipo de evento. O espaço é sempre uma incógnita. Posso ter sorte ou (o que acontece normalmente) deparo-me com corredores ou quadrados de de um metro por um metro para dançar e com as pessoas coladas a mim.
Como consigo brilhar dançando parecendo que é um espaço enorme, sem tocar em ninguém com bastões e véus... não faço a mais pequena ideia... acho que é o poder da improvisação e da própria Dança Oriental...


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