sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nostalgia

Na última terça feira fui assistir ao concerto da banda/ídolo da minha adolescência: Os Metallica.
A última vez que os vi foi à cerca de 17/18 anos a traz e desta vez, como naquela época, simplesmente adorei.
São uma grande banda, com uma música fantástica, que até aqueles que não apreciam especialmente este género músical se rendem à qualidade das suas criações.
Enquanto assistia ao concerto, em pé, na plateia, a uns três metros do palco, levando com empurrões e respirando um ar carregado de todo o tipo de fumos bem característicos deste tipo de concertos, lembrei-me de quando tinha 13, 14, 15 anos... dos ideais, sonhos e ilusões que tinha... naquela altura, os amigos e amores eram tudo!
Ouvia Metallica em casa e dançava música clássica na escola de dança. Estudava com o objectivo de ter boas notas (as melhores) para poder entrar na faculdade, e ser uma doutora ou engenheira, era essa a minha função mais importante, buzinavam os meus pais todos os dias no meu ouvido, sem eu perceber o porquê... e muitas vezes as músicas dos Metallica e a dança clássica eram o refugio quando me sentia perdida, chateada ou alegre... grandes tempos, uma das minhas melhores épocas.
Claro que tudo muda, ou melhor, se transforma. Percebi que a Sara de hoje está mais velha (claro), mais madura, com os pés mais assentes na terra, sem tantas ilusões mas com os mesmos ideais e sonhos mais ousados.
Cresci interiormente, mas não me deixei corromper pelo materialismos e dogmas sociais. Aliás, consegui realizar vários sonhos, como o de conhecer o Egipto, encontrar um grande amor e o mais importante de todos eles: ser bailarina.
Adquiri força, ousadia, venci a timidez e medos. E tenho o maior orgulho de não ter de trabalhar das 9 às 5 como era suposto, com o meu título de arquitecta, fechada num cubículo a fazer sei lá bem o quê (provavelmente trabalho de desenhador em autocad), para não sei quem enriquecer á custa do meu trabalho e tempo. Este era um dos meus maiores medos, sempre quis e dizia que iria trabalhar para mim, no que me apetecesse, com o horário mais conveniente e assim é.
Foi muito bom recordar e perceber o que já conquistei e o quanto ainda tenho para fazer... a essência daquela Sara que se vestia toda de preto, não cumpria regras e era "esquisita" continua,
"And nothing else matters..."

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