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A mostrar mensagens de 2025

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula12, 13 e 14

 Querido Diário: E assim, num “piscar de olhos” chagámos ao final do 1º trimestre da época lectiva 25/26. As três aulas deste mês passaram a correr... é um mês carregado de uma energia exaustiva onde queremos chegar a tudo e a todos mas esquecemo-nos do mais importante... nós próprios. Sim. Nós, enquanto seres individuais, importamos sim. Desejamos Boas Festas e Feliz Ano Novo a todos, menos a nós... Compramos prendas para meio mundo e não nos gratificamos com nada... Não é fácil priorizarmo-nos. É um exercício diário, numa sociedade que diz, que fazer isso, é ser egoísta.  Não é. Eu considero o exercício físico e as aulas de dança uma prioridade na minha rotina. Não o fazer, é maltratar-me. E sinto esse esforço nas alunas que, de uma forma regular, fazem questão de não faltar.  Mesmo cansadas. Mesmo não apetecendo.  Mesmo com tudo por fazer. Comprometeram-se com elas próprias. E claro, reflete-se nas suas danças. Porque a motivação e os resultados ...

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula10 e 11

 Querido Diário, Quase Natal e final de ano... confesso que este último mês senti-o a correr como uma dança apressada sem tempo para parar e processar tudo que vivi. Foi um mês de atarefado . Reativo e Racional. E como a dança é o espelho da nossa vida, senti na #aula 10 e 11, os ecos de toda esta agitação. Não necessariamente que isso seja mau... Aprendi a não limitar a fluidez natural da Vida e, consequentemente, da Dança. Se a Vida pede prática, eu deixo a Dança refletir. E foi o que aconteceu. Com pouco espaço par pausar, trabalhamos sem parar técnica, sequências e “giros”. Praticar. Praticar. Praticar.   E é isto: aproveitar a energia eletrizante deste final de ano e canalizá-la a nosso favor. Não ir contra, deixar fluir... Na Dança e na Vida. Uma das maiores lições que tenho da D.O. .

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula9

 Querido Diário, À #aula 9 OnLine de ontem, junto a presencial trimestral que aconteceu no passado sábado. Embora o online seja o regular e que faz com que as aulas sejam sobretudo viáveis, tento equilibrar com aulas pontuais presenciais. Semelhante ao que aconteceu no ano passado, estas aulas são de partilha e dança sem o filtro digital. Nelas, a energia gerada é essencial para que a essência da D.O. se mantenha. Porque a nossa dança é olho no olho com olhares que falam. São sorrisos. São conversas. São reflexões. São, acima de tudo, círculos de mulheres. Sem aspirações ou competições. É dança. Movimento. Energia feminina no seu estado mais visceral. E, ser só uma vez por trimestre torna o encontro ainda mais especial. Aproveitamos ao máximo entre gargalhadas e “limpeza técnica”... aquela que só dá para sentir ao vivo.   OnLine sim. É prático e eficaz mas, nunca perder a essência que só se consegue no presencial. AMEI!!

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula8

 Querido Diário, Já perdi a conta de quantas vezes me perguntam se para dançar é preciso ter jeito. Eu respondo no momento: Não! Para dançar não precisar ter jeito. Precisas de ter vontade. E, colocar em prática essa vontade. Como? Frequentando aulas com uma/um professora/or que confies e de forma regular. Disciplina e prática não exige talento ou jeito. Exige foco. Exige fazeres a tua parte. Porque nada em dança “cai do céu”. Tudo se aprende e trabalha-se. Com método e esforço. E é isto que - também - faço nas minhas aulas: peço foco, concentração, disciplina e regularidade e o resto... a prática faz. O caminho da D.O. faz-se caminhando. Não é uma corrida. É um passeio que se pode transformar numa viagem... muitas das vezes... sem volta.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula7

 Querido Diário, #aula 7 aconteceu e, com ela os ecos da mudança da hora. Agora, oficialmente a aula é de noite cerrada. Não gosto. Mas, contraria-se a vontade e, mais uma vez, o compromisso e a disciplina imperam. Estamos a batalhar técnica focado na Fluidez do Movimento com especial atenção aos Braços e Mãos. Nestes, a Postura é fundamental. Para isso, é preciso saber colocá-los e harmoniza-los e por isso, são aulas que exigem concentração, muita auto consciência e domínio . Tudo se aprende e, com a prática regular, a tal fluidez, acontece e, esse domínio de braços e mãos suavizam.   A beleza característica da D.O. não aparece “por acaso”. Há técnica que, se bem adquirida, faz toda a diferença e o segredo está em saber como aprendê-la.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula6

 Querido Diário, O Halloween está à porta e, parece que as bruxas andam no ar... Eu digo à minha filha que sou bruxa boa. Porque todas nós, que dançamos livremente, somos filhas e netas de bruxas. Daquelas que não foram queimadas, mas tentaram quietar. Que oprimiram. Que lhes disseram que dançar era coisa de mulher perdida. Hoje, a minha filha vê a mulher livre que sou. Mas não vê o combate que travo todos os dias porque ainda me tentam silenciar. Mostro-lhe o poder que nós, bruxas, temos. E, que a nossa maior magia é SER MULHER. LIVRE. E com a minha dança lanço feitiços. Como a sociedade teme as bruxas... sempre temeram porque sabem que uma MULHER LIVRE transforma. Gere. Cria. Ama. Dança.   Hoje e sempre, honremos as bruxas ancestrais. A elas devemos a nossa - frágil - liberdade.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula5

 Querido Diário, Rapidamente chegamos à #aula 5. E rapidamente os exercícios evoluem. Os desafios aumentam. A dificuldade é encarada com motivação. Já o disse várias vezes: o caminho da D.O. não é óbvio. É surpreendente. Mas espelha a tua sombra. Faz com que a encares e, se quiseres, a aceites. Não é para todos. Também já o disse várias vezes. É para quem a D.O. escolhe. Em dança, a prática, a regularidade e a dedicação compensam. É preciso paciência. Aprendemos a ser gentis connosco próprios. Começamos a saber os nossos limites, a abraçá-los e a colocá-los.   Sim. A #aula 5 reuniu tudo isto. E que bem que soube.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula4

 Querido Diário, A Dança é uma Arte. Dançar é uma escolha dessa arte. Dançar, Dança Oriental, é optar por uma Arte ainda envolta em muito exotismo. É escolher um caminho, a meu ver, sem volta onde é a própria dança que te escolhe. É ultrapassar frustrações , é ganhar humildade, é superar. É perceber o quanto o nosso corpo é sábio. E o quanto ele esqueceu a sua essência. É um retorno. Uma busca. E um (re)encontrar. Nesse caminho, esteve a #aula4. E nela, quem escolheu: Valorizar-se, Autoconhecer-se, Priorizar-se; Amar-se.   Por uma hora por semana, estas mulheres escolheram, Dançar e, a Dança Oriental as escolheu.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula3

 Querido Diário, Bora lá Outono! Com ele, Outubro chega com tudo que se reflectiu na #aula 3. O trabalho técnico que - também - tem de ser desenvolvido, começou. Conhecer, trabalhar, desenvolver e praticar todo o vocabulário técnico da D.O. é fundamental para uma correcta e eficaz aprendizagem. Porque, se dançar é comunicar, há que ter a ferramenta para o fazer e a técnica é essa ferramenta essencial. Adquirir esta competência exige. Requer esforço mental e exercício físico. Durante este processo, o autoconhecimento é estimulado e desenvolvido. E o ultrapassar de desafios, acontece. Porque eles vão aparecer. O caminho na D.O. não é óbvio, mas é surpreendente. Querer fazer este caminho não é para todos. É para quem quer superar-se. É para quem quer aprender a Amar-se

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula2

 Querido Diário, #aula 2. Aos poucos, a alunas vão “chegando”... no OnLine, aparecem curiosas e prontas mais para escutar que para falar. Isso é bom. Permite acalmar da correria do dia e activa de forma consciente o saber Ouvir. Não há dança sem saber ouvir. E não há aprendizagem sem saber Estar. No presente. De corpo e, Alma. Começo sempre a aula lembrando-lhes que o aquecimento é mais do que preparar o corpo físico. Aquecer em Dança Oriental é conseguir descomprimir a mente do dia e concentrar no presente. Parece fácil mas não é. Há alunas que só o conseguem no final da aula. Mas conseguem. E aos poucos torna-se um ritual cada vez mais rápido e eficaz. Quando há este “reset” mental a escuta activa é acionada e assim, melhor compreendia é uma música e os movimentos associados.   Nada é ao acaso.Tudo em aula vai ao encontro do meu propósito maior: fazer com que saibas dançar.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula1 - Época 25/26

 Querido Diário, #aula 1. Primeira desta época 25/26. Embora já tenha perdido a conta de quantas primeiras aulas já passaram por mim, sinto sempre um nervosismo miudinho que me lembra a primeira de todas que dei. Será que consigo? Será que vão gostar? Será que tenho o conhecimento suficiente? Será?... Há sempre dúvidas. Bate sempre uma insegurança por mais anos que passem. Eu sinto sempre o peso da responsabilidade que tenho em dar aulas. E levo isso muito a sério. Afinal, ensinar DO é muito mais que “passar” uma série de movimentos e coreografias. É, sobretudo, passar VIDA, ARTE em MOVIMENTO, CONHECIMENTO ANCESTRAL. Começo sempre com calma mas com rigor. Com consciência apelando à consistência . E com verdade. Sempre.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula38

 Querido Diário, #aula38. Última desta época 24/25. Às minhas lindas alunas devo o sucesso deste ano. A elas eu agradeço profundamente a confiança, compromisso e a dedicação que demostraram ao longo dos meses. O companheirismo que se gerou e a companhia que me fizeram. Aprendo mais que ensino... sempre foi assim. São as alunas que constroem as aulas e as impulsionam. São elas que dão continuidade e as divulgam com orgulho. São o testemunho real da Dança Oriental. Para mim, foi um privilégio . Como sempre é. Esta última aula foi de partilha, riso, descompressão, brincadeira e, despedida. Saber parar é um dos movimentos mais difíceis de executar. Talvez o mais desafiante. Não dá para coreografar. Só sentir. Reagir e deixar impactar.   É tempo de pausar. Descansar. Reflectir. Sem promessas. Finalizar este ciclo. Até Já!

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula37

 Querido Diário, Penúltima aula. Com muito, muito, muito calor. Confesso que gosto de calor mas, não este calor que se fez sentir. Dançar nestas temperaturas é, para mim... doloroso. Mas, não é a primeira vez e, não será a última. Já passei por ensaios e espectáculos em condições de temperatura semelhantes e, aqui estou. Porque na verdade, nunca temos as condições ideais. Há sempre algo que nos faz apetecer recuar ou ter a desculpa perfeita para desistir. Como sempre digo, há que contrariar e, pela minha experiência, criar - grande parte das vezes - as condições. E assim, a #aula37 acontece. E, como todas as outras desta época lectiva, foram criadas as condições.   Não as ideais, mas as possíveis para que a minha visão e método de Dança Oriental fosse continuado.   E continuou. Que se refletiu nesta aula. E, mais do que tudo, refletiu-se vontade e dedicação. Também, grande parte das vezes, são só estas as condições que bastam.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula36

 Querido Diário, E “just like that” entrei em contagem decrescente para o final desta época lectiva. Aconteceu a antepenúltima aula e senti nela um acumular de todos estes meses. Acusei já algum cansaço e nas alunas também. Completamente normal para esta altura do ano. Confesso que, mais do que descansar, preciso de sair da minha rotina. Não ter horários nem compromissos. Preciso de me afastar. De acalmar. Acho que a sensação é geral. Já temos os meses de Verão programados e só já pensamos em praia, mar e boa comida. Pelo menos, é o que eu penso. Mas, há que finalizar. Há que terminar com o mesmo cuidado com que se começou e assim, estas últimas aulas são descontraídas, mas autenticas. Leves, mas com rigor. Vai-se com preguiça, mas sai-se com o sentido de “dever cumprido”. Porque, acredito no que sempre ouvi: o mais importante não é como se começa, mas  como acaba. No Palco e na Vida.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula35

 Querido Diário, #aula35 e foi uma aula 5 estrelas. Sim. Têm sido quase todas assim esta época lectiva. Digo e repito: é um privilégio ser professora de D.O. m as, também uma responsabilidade. Um compromisso comigo própria que sinto desde a primeira aula que dei. Como não sei quando vai ser a última - porque sei que um dia haverá uma última - aproveito cada momento, cada movimento, cada dança, cada conversa. Uma escolha consciente que adotei para esta época. Minutos antes da aula de ontem, sentia-me casada, em défice de sono, sem vontade, sem criatividade ao ponto de a minha filha, vendo o meu estado de espírito, sugeriu-me cancelar a aula. Explico-lhe que o compromisso e o dever são maiores. São nestes momentos que a disciplina opera e aula acontece. Aos poucos, o poder transformador da dança faz a sua magia e, o convívio no círculo de mulheres que se gere também faz a sua. No final, valeu e , vale sempre a pena.   Mais uma vez, digo e repito: a dança ...

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula34

 Querido Diário, Foi no passado sábado que aconteceu a terceira aula presencial (e última) desta época lectiva. Estas aulas extraordinárias são importantes. Essenciais para podermo-nos conectar sem o filtro do OnLine. Como já tinha dito anteriormente, por uma questão prática - e não só - as aulas online são eficazes e resultam mas, nada substitui o estar, o “olho no olho”, o toque, o sentir no presencial. O ser humano é um bicho social que precisa desta troca energética e, na dança é fundamental. Por isso, estas aulas esporádicas tornaram-se um encontro ainda mais especial. Porque ali, naquele espaço seguro, aproveitamos ao máximo cada momento. Cada riso. Cada movimento. Cada silêncio reflectido num olhar. Cada palavra traduzida numa dança. Saímos com a alma leve. Com a sensação que valeu cada minuto. Nestas aulas, faço questão de levar a minha filha, que vê e aprende, sem pressões ou espectativas, a minha arte. Assiste ao respeito que nutro pelas alunas neste ...