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Mensagens

Tertúlia/Convívio no estúdio Mahtab

E porque a Dança Oriental não se faz só com profissionais, aqui fica uma sugestão para uma tarde bem passada:  Muitas vezes esquecemo-nos (nós professores e bailarinos) que os nossos maiores "fans" e apoiantes são os nossos alunos. A eles devemos respeito e também admiração pela coragem que têm em querer aprender esta dança que de fácil não tem nada. Esquecemo-nos também que muita da dança que se pratica são por eles mesmos. E são eles, que fazem a grande divulgação para um público que, à partida, não está sensibilizado para a Dança do Oriente. Sempre que posso, gosto de estimular os meus alunos a sair dos seus casulos, mostrarem o que sabem e sentem. Este desafio que lhes lancei é exatamente isso: pô-los a falar e, principalmente, a dançar explicando-lhes a responsabilidade que têm nas mãos sempre que dançam e sempre que espalham o conceito complexo deste universo. A dança também é feita por milhares de amadores em todo o mundo... e curiosamente, encontro talent...

Perguntam-me, muitas vezes, se vivia se não dançasse

Perguntam-me muitas vezes se vivia se não dançasse.  Resposta: vivia. A dança faz parte da minha vida, da minha personalidade, é a minha melhor forma de expressão e comunicação mas não me define por inteiro. Eu acredito - porque o sinto na pele - que ser bailarina e depender da dança para viver requer muito mais que paixão pela mesma. Requer um amor incondicional por esta Arte, mas sobretudo requer uma constante dádiva a tudo que me rodeia, uma constante procura que vem de dentro. Estar fechada num estúdio e dançar de manhã à noite não me preenche em nada. Passar o dia a ver vídeos do youtube de performances ou estar constantemente a ouvir musica árabe seria tortura para mim. Não é a fechar-me num mundinho da fantasia criado por mim que irei dançar melhor. A minha dança define-se em TUDO que faço em cada segundo.  As minhas ideias para shows tenho-as a ver um filme, a ler uma revista enquanto como um belo bolo. A minha forma de fazer e...

dancer ON FIRE

Já disse mil vezes e torno a dizer: dançar é mais que simplesmente despejar graciosos movimentos.  Ser bailarina é mais que um corpo em movimento... é ter a capacidade de querer  "voar" sem rede, é nunca ficar acomodada no seu ego, é saber que tem um fogo dentro de si que nunca quererá sentir apagado. É sobretudo amar VIVER. Na minha dança, está reflectido 33 anos de experiências.  Quando danço, não tenho máscaras, não represento. Mostro aquilo que sou e aquilo que sinto no momento.  Não pretendo agradar multidões, nem públicos específicos.  Sou antes de mais  fiel a mim própria, e por isso enquanto danço, há numa "conversa" sincera numa linguagem universal com quem me assiste.  Transmito energia dançando e, q uer sejam portugueses, egípcios, americanos, chineses, etc... são antes de mais seres humanos, raça a que  pertenço e que sente - embora muitas vezes negue - essa energia. Essa linguagem pura, simples e universal...

E um ano passou...

E um ano passou desde que adotei (na verdade foi ela que me adotou) a minha cadelinha Nikita. É muito difícil colocar em palavras a experiência que tem sido. Eu nunca tinha tido animais de estimação e na verdade tinha medo de cães mas, o contacto diário - ela vive dentro de casa connosco, não num jardim ou numa varanda - com este ser que considero ser especial, mudou totalmente a minha rotina e a maneira como sentia e via os cães. Ela é a minha grande companheira e a minha fiel companhia. Silenciosa, comunica atravez do seu olhar e energia. Transmite uma calma e paz como nada mais me faz sentir. Preenche os meus dias com um Amor que não conhecia. Quando choro lambe-me as lágrimas. Quando riu brinca comigo. Quando lhe dou uma ordem obedece. Quando a chamo vem a correr. Quando lhe dou mimo fecha o olhinhos e "curte" as festinhas. Quando a deixo sozinha em casa fica triste mas quando chego está uns bons minutos a "dar ao rabo" louca de alegria. N...

A percorrer o meu caminho...

Há dez anos atrás, tracei um objetivo muito claro do que queria para mim enquanto bailarina. Decidi que, se fosse para seguir o caminho da Dança, então faria de tudo para dignificar e levar aos grandes palcos esta especifica dança ainda muito subestimada.  Queria, mais do que ser uma mera dançarina, ser ARTISTA e sempre que ia ver um espectáculo de dança numa grande sala, sonhava, que um dia seria eu ali, naquele palco com a Dança Oriental e com uma plateia cheia a aplaudir. Sempre focada nessa meta, percorro um caminho solitário, árduo, arriscado e complexo mas sem nunca ter-me deixado embalar pela desilusão, pelo mais fácil e pelo mais comercial. Por mais tentações que me tenham apresentado, nunca me desviei dessa minha visão inicial. Assim e teimosamente, o espectáculo que apresentei no passado dia 2 Março, foi mais um passo nessa direcção, estando cada vez mais nítida essa minha visão.  Posso dizer com muito prazer e sem fals...

Da Mulher... Parte III

E aqui estou eu, grávida de mais um sonho... filho este que darei à luz já no próximo sábado.  Com muito orgulho mas também com MUITA humildade, irei subir, pela segunda vez, ao palco do auditório do Museu do Oriente. Comigo, sobem também algumas das colegas que mais respeito e admiro. E, generosamente também algumas das minhas alunas aceitaram este desafio. Estou ansiosa, como uma criança à espera da manhã de Natal, mas ciente da responsabilidade que tenho nas mãos... e isso deixa-me em pânico! Espero, que todo o meu esforço, dedicação, empenho, suor e lágrimas de 10 anos de profissão transpareçam num espectáculo onde a dança, por si só, seja a protagonista principal.  Espero que o publico que tenho conquistado por meu mérito, talento e honestidade compareça em peso apoiando-me, e apoiando principalmente a Dança Oriental. Espero conquistar novos públicos , chegar ao coração dos mais descrentes e sensibilizar os mais céticos. Espero ...