Avançar para o conteúdo principal

A percorrer o meu caminho...

Há dez anos atrás, tracei um objetivo muito claro do que queria para mim enquanto bailarina.
Decidi que, se fosse para seguir o caminho da Dança, então faria de tudo para dignificar e levar aos grandes palcos esta especifica dança ainda muito subestimada. 
Queria, mais do que ser uma mera dançarina, ser ARTISTA e sempre que ia ver um espectáculo de dança numa grande sala, sonhava, que um dia seria eu ali, naquele palco com a Dança Oriental e com uma plateia cheia a aplaudir.
Sempre focada nessa meta, percorro um caminho solitário, árduo, arriscado e complexo mas sem nunca ter-me deixado embalar pela desilusão, pelo mais fácil e pelo mais comercial. Por mais tentações que me tenham apresentado, nunca me desviei dessa minha visão inicial.
Assim e teimosamente, o espectáculo que apresentei no passado dia 2 Março, foi mais um passo nessa direcção, estando cada vez mais nítida essa minha visão. 

Posso dizer com muito prazer e sem falsas modéstias, que foi um sucesso. Tive a recompensa de ter TODA a plateia a aplaudir de pé no final e com a direcção do espaço a dar-me os parabéns pela qualidade de espectáculo e dança apresentado.
Sem  apoio, atacada com indiferença e muito subestimada por tanta gente, faço o que poucos têm a coragem de fazer: arriscar e sonhar alto, onde o meu maior objectivo é elevar a um outro patamar a DANÇA ORIENTAL em Portugal, superando-me cada vez mais.

Felizmente, e também porque não olho só para o meu umbigo, vou contando com colegas e alunas que me inspiram, respeito e que tenho todo o orgulho em convidar para estes desafios. A todas elas também devo o sucesso deste espectáculo que contou com 200 pessoas a assistir, numero este surpreendente para a actual conjuntura que vivemos e para um show de dança, em nome de um bailarino individual e português.
A experiencia também conta muito e, cada vez mais, vou estando rodeada de técnicos de excelência  que me ajudam a realçar todo  o meu esforço e talento. Todo o show é o resultado também do trabalho desses preciosos profissionais que, sem eles seria impossível montar um espectáculo desta qualidade.
Como bailarina e artista superei o meu objectivo: quem assistiu não conseguiu ficar indiferente ou aborrecido. Provoquei emoções. Toquei na Alma do publico que se encantou, se divertiu e se emocionou... houve mesmo quem chorasse no final. Perdeu quem não foi...
Mais do que palavras, partilho aqui algumas imagens que desvendam um pouco da magia que aconteceu...
























Comentários

  1. Tenho muita pena de não ter ido ver. Pelo que li foi um sucesso! E as fotos não me deixam mentir. Desejo que muitos destes sucessos se concretizem mais vezes. A dança oriental em Portugal está a crescer cada vez mais, gosto disso! :)
    Beijos orientais dançantes
    Perizad

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

E assim Nasceu... uma MÃE.

Ela dorme profundamente. Está silencio e, só agora, passado oito meses desde o nascimento da minha filha é que consigo - FINALMENTE - sentar-me com calma ao computador e retomar o blog. Não escrevo desde Junho. Não consegui. Disse que o voltaria a fazer em Novembro passado... antes de ela nascer disse tanta coisa... pensei tanta coisa... e já se passou tanta coisa. Precisei de tempo. Tempo para criar alguma distancia e assim ter capacidade de raciocínio e destreza emocional para este post. É um texto que me é difícil, mas que me exigi escrevê-lo. Escrevo-o para mim, para recordar, arrumar pensamentos, acalmar sentimentos e para pôr em palavras como foi e como é esta minha nova vivência. Ao partilhá-lo espero que chegue ao coração de muitos e à alma de de quem é mãe. Eu demorei 36 anos a querer ter um filho. Nunca entendi o tal "relógio biológico a dar horas"(aliás, ainda hoje não percebo o que isso é) e desejo de engravidar. Muito pelo contrario! Fugia "a sete p...

O Primeiro Festival em Portugal...

Finalmente conseguiu-se realizar, graças á coragem de alguns, o 1º Festival Internacional de Dança Oriental em Portugal. O nosso país já merecia algo assim, e devo confessar que achei fantástica a iniciativa do qual me propus desde o inicio em colaborar. Realizar um projecto destes em Portugal não é difícil, é dificílimo!!! A ajuda por parte de entidades que podem disponibilizar espaços e condições técnicas não colabora em nada e se puderem ainda atrapalham. Só o facto de convidar "estrelas" internacionais a vir cá dar show e workshops é de uma responsabilidade e de um encargo financeiro enorme. Se corresse mal, o nosso país e as organizadoras ficariam com o nome manchado... dá para imaginar... Por isso é de louvar o trabalho que a Filipa e a Cris desenvolveram e acho que foi importantíssimo ter havido este primeiro festival, semelhante ao que acontece internacionalmente, os amantes da Dança Oriental em Portugal precisam de alargar os seus horizontes e ver os diferentes estil...

Mais um ano a ensinar...

Ser bailarina não é só dançar, é também passar os seus conhecimentos a alguém que tem o desejo de aprender. Desde que comecei a minha carreira como bailarina que comecei logo a ensinar, e durante estes últimos sete anos, passaram por mim centenas de alunas (e uns alunos), proporcionando-me uma contra-aprendizagem, que direi... no mínimo... interessante e complexa. Dar aulas é tão ou mais desafiante que ter de dançar publicamente. Conseguir transmitir esta Arte não é tarefa fácil mas é extremamente compensador! Para mim, ver uma aluna a "crescer" na dança, é como um pouco ver um filho crescendo... e é com orgulho que as vejo a "gatinhar", dar os "primeiros passos" e depressa começam a "correr"! Normalmente divido-as em duas categorias: as especiais e as de passagem. Estas categorias não têm a haver com o grau de aprendizagem, mas sim com a intensidade, dedicação e objectivo com que querem aprender. As "especiais" são aquelas que realme...