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Oriental Dance Festivals - My Experience - parte III

Não queria deixar de falar sobre a minha experiência com os Festivais no Cairo sem referir, especificamente, o que mais gostei neles: os espectáculos - o de abertura e, principalmente, o do encerramento. Escrevi, nos posts anteriores, que o espírito que senti nestes Festivais, dificilmente voltaria a encontrar. E, o ambiente que se criava nos espectáculos que lá aconteciam, muito menos. Estes eram algo majestoso, mas para mim em particular, muito inspirador.  Havia actuações todos os dias do Festival, bem como nos Cursos Profissionais, mas o da abertura e o do encerramento eram especiais. Nestes, reuniam todas as participantes para assistir as bailarinas mais "sonantes". Aquelas que eu mais queria ver. E assistir ao vivo, com banda a tocar, é outra coisa... é não só inspirador como aprende-se muito. Eu adorava esses momentos. Aliás, adoro. Ali via como uma bailarina conseguia captar a atenção e entreter quase 5 mil pessoas. E, tenho que lembrar, não eram umas pessoas quaisque
Mensagens recentes

Oriental Dance Festivals - My Experience - parte II

Como prometido no post anterior, vou continuar a falar-vos da minha experiência nos Festivais de Dança Oriental, no Cairo. Neste, especificamente, falar-vos-ei dos workshops inseridos no festival. Vou ser directa e sincera: não foi técnica que aprendi nas aulas dos Festivais, aliás, rapidamente percebi que iria aprender muito mais... ora vejamos:  1º - As aulas aconteciam em espaços pouco (ou nada) preparados para uma aula de dança. Eram em salões de banquetes ENORMES com um mini "palco" improvisado onde o professor ficava e sem espelho. 2º - Ou tu chegavas bem cedo ao workshop ou já não conseguias lugar à frente perto do "palco". Isso significava o conseguires ver e ouvir em condições... mínimas. 3º - Não estava completamente à vontade... estava rodeada de dezenas - e nos workshop com os professores "cabeça de cartaz" eram centenas - de... histéricas. Sim, é esta a descrição. Eu não tenho paciência para histéricas, cada uma mais espampanante que a

Oriental Dance Festivals - My Experience - parte I

A minha experiência com os Festivais de Dança Oriental... É um tema que acho, nunca escrevi. Vou abordar especificamente os que participei no Cairo. Festivais estes, a meu ver, pioneiros. Neste post (primeiro de três) vou falar do porquê de participar neles. O primeiro festival que participei foi em Junho de 2006 no lendário "Ahlan Wa Sahlan". E posso dizer que o que teve de grandioso teve de inspirador. Na altura, os Festivais não estavam na moda, nem aconteciam assim tantos como hoje em dia. Havia este e poucos mais espalhados pelo mundo. Este, era o mais mediático. Criado pela visão (a meu ver, muito inteligente) da Raqia Hassan - antiga bailarina da Reda Troup e mentora de muitas bailarinas ainda no activo - para este festival vinham bailarinos de todo o mundo aprender, conviver e "competir" onde chegavam a ser mais de quatro mil participantes. Era algo grande e impactante. E eu, sempre quis ir aprender à "fonte" e este festival conseguia reunir uma

Os Meus Professores - Parte III

Nos posts anteriores falei-vos da importância das professoras que mais tiveram impacto na minha vida e, nos que actualmente me ajudam a ganhar forma e também, de certa maneira, a descomprimir a minha rotina. E neste post quero falar-vos daqueles que directa e indirectamente influenciam o meu percurso. Eles são, todos os artistas que de alguma forma me inspiram. Sejam eles actores, pintores, escritores, outros bailarinos... os artistas influenciam-me sempre que a sua Arte me impacta. E isso é muito importante: que nós artistas, não nos fechemos na nossa bolha. Que vejamos o trabalho dos outros para também abrirmos os horizontes. É muitas vezes neles que encontro estímulo para criar, pois o caminho de uma bailarina e professora de Dança Oriental é solitário, que facilmente cai na monotonia e acomodamo-nos.  Por isso todo o estímulo que me faça sair da minha zona de conforto, desde que seja para evoluir, é bem-vinda. Outra grande influência para mim são todos os bailarinos (e professo

Os Meus Professores - Parte II

 Abel Salazar, médico entre muitas outras profissões disse: " O médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe." e eu, pego na frase dele e digo: " A *bellydancer que só sabe de *Bellydance, nem de *Bellydance sabe."  Pessoal: ninguém é excelente na sua área fechado na sua bolha. Podes até ser bom. Mas não és memorável. Com isto quero dizer que, quanto mais fizerem, observarem, refletirem, aprenderem, experimentarem outras coisas, outras maneiras de ver, de sentir, de pensar, de conhecimento melhores pessoas serão e claro, excepcionais na vossa área. Seja ela qual for.  Por isso, e desde sempre, percebi que praticando outras modalidades ajudariam na minha dança. Quando fazia Ballet, e embora a Dança Clássica fosse o meu foco, fiz questão (decisão que tomei na altura de forma intuitiva) ir também aprender outras danças que, de certa maneira, complementavam a minha formação no clássico. E, foi através dessa minha vontade de estar atenta ao que me rodeava que che

Nós, Bailarinas e os nossos Pet`s

Há anos que estou para escrever sobre a relação que, nós bailarinas, temos com os nossos bichinhos de estimação. Hoje, provocado por um acontecimento recente na minha família fez-me repensar toda esta relação que construímos com os nossos pet`s. E acho que a palavra que melhor define o que acontece entre uma bailarina e um pet é mesmo esta: relação. Uma relação de amor profundo. De cumplicidade. De entendimento. De aceitação. De amizade. De ensinamento. Ter um animal na nossa vida é ter um companheiro leal, fiel, sem julgamentos. Para mim são Anjos da Guarda.  Na nossa família, "havia" três. A Nikita - a minha cadelinha, a Ashy - a cadelinha da minha irmã e o Brownie... que também era da minha irmã. E digo era porque faleceu de forma fulminante e sem ninguém estar à espera há poucos dias. Nunca, mas nunca pensei que doesse tanto. E não era o cão que vivia comigo... mas a ligação que construí com ele desde o primeiro dia que o vi (que foi antes da minha irmã ficar com ele) ia

Os Meus Professores - Parte I

 Em sequência do texto anterior neste, quero falar dos meus professores de dança. Ao longo de toda a minha vida, tive muitos mas vou destacar dois que tiveram mais impacto no meu percurso: a minha professora de Ballet e a de Dança Oriental. Tive 16 anos de Dança Clássica, passei por algumas professoras mas A MINHA professora, aquela que mais me marcou, ensinou e ajudou a ser também a professora que sou hoje, foi a Cristina Filipe. Lendária professora de ballet. Assertiva, líder, ética, uma autêntica professora (das antigas) de ballet e uma das mulheres mais inteligentes que conheço. Ensinou-me muito mais que técnica de ballet clássico. Ensinou-me a usar a inteligencia emocional e a dar voz às minhas opiniões. Ensinou-me que, se não nasceste com o "rabinho virado para a lua" tens mesmo de ir à luta e que há valores que não são negociáveis. Foi com ela, na sua academia, que tive o meu primeiro trabalho como rececionista e aí, fui aprendendo todos os bastidores de um negócio. Fo