Avançar para o conteúdo principal

Lá estou eu nos 31...


Tinha de ser... era inevitável... sou oficialmente uma trintona!
O mais engraçado é que quando tinha 20 anos, não queria por nada chegar aos 30, e agora acho que esta idade é bem melhor.
Há precisamente 10 anos atrás, não tinha casa própria, não sabia o que queria da vida, dependia dos meus pais, estava a tirar um curso frustante, tinha engordado imenso, era infantil, insegura, parecia que vivia em guerra com o mundo e comigo própria, insistia em não viver... dois únicos aspectos positivos: comecei o relacionamento com o meu marido e comecei a aprender Dança Oriental.
Dez anos depois tenho a minha casa, não dependo dos meus pais, "tirei" o bendito curso e consegui emagrecer (bom... mais ou menos... engordo...emagreço...enfim...), continuo esse relacionamento e tornei-me bailarina.
Hoje sei o quero, amadureci, desenvolvi a minha auto-estima, (re)encontrei espiritualidade, sinto Paz, VIVO! A vida é bem melhor aos 31!!!
O grande desafio que sinto agora é encontrar EQUILÍBRIO.
Em todos os aspectos da minha vida, sou de extremos. Anseio perceber onde há equilíbrio...
Será que daqui a 10 anos o terei encontrado?...

Comentários

  1. Espero que sim, e que eu possa assistir a essa caminhada! :)

    ResponderEliminar
  2. Concordo, aliás já te tinha dito que sou muito mais feliz depois dos 30.
    Parece que começamos a encontrar o Leme da Vida.
    Relativizamos coisas que antes nos irritavam, magoavam e que vemos que no fundo, contam 0!
    Começamos a fazer uma triagem em tudo!
    O que interessa e por onde havemos de seguir.
    Aos 40, como será? Depois vemos, até lá, aproveitemos bem os 30's! Beijinhos.

    ResponderEliminar
  3. Não digas trintona... Trintona é a partir dos 35... diz Trintinha.... :D beijinhos

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula36

 Querido Diário, E “just like that” entrei em contagem decrescente para o final desta época lectiva. Aconteceu a antepenúltima aula e senti nela um acumular de todos estes meses. Acusei já algum cansaço e nas alunas também. Completamente normal para esta altura do ano. Confesso que, mais do que descansar, preciso de sair da minha rotina. Não ter horários nem compromissos. Preciso de me afastar. De acalmar. Acho que a sensação é geral. Já temos os meses de Verão programados e só já pensamos em praia, mar e boa comida. Pelo menos, é o que eu penso. Mas, há que finalizar. Há que terminar com o mesmo cuidado com que se começou e assim, estas últimas aulas são descontraídas, mas autenticas. Leves, mas com rigor. Vai-se com preguiça, mas sai-se com o sentido de “dever cumprido”. Porque, acredito no que sempre ouvi: o mais importante não é como se começa, mas  como acaba. No Palco e na Vida.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula37

 Querido Diário, Penúltima aula. Com muito, muito, muito calor. Confesso que gosto de calor mas, não este calor que se fez sentir. Dançar nestas temperaturas é, para mim... doloroso. Mas, não é a primeira vez e, não será a última. Já passei por ensaios e espectáculos em condições de temperatura semelhantes e, aqui estou. Porque na verdade, nunca temos as condições ideais. Há sempre algo que nos faz apetecer recuar ou ter a desculpa perfeita para desistir. Como sempre digo, há que contrariar e, pela minha experiência, criar - grande parte das vezes - as condições. E assim, a #aula37 acontece. E, como todas as outras desta época lectiva, foram criadas as condições.   Não as ideais, mas as possíveis para que a minha visão e método de Dança Oriental fosse continuado.   E continuou. Que se refletiu nesta aula. E, mais do que tudo, refletiu-se vontade e dedicação. Também, grande parte das vezes, são só estas as condições que bastam.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula32

 Querido Diário, E chegámos ao final do mês de Maio e a #aula32 acontece numa data muito particular para mim... Foi o dia que comemorei 18 anos de casamento. Sim. 18 anos. Enquanto dava a aula - online, no meu estúdio em casa - o meu marido cuidava e, preparava algo especial e diferente para nós usufruirmos depois da aula terminar e a filhota dormir. A presença e o incentivo por quem nos conhece e acompanha é fundamental no sucesso de quem escolhe uma vida artística. De uma maneira diferente de há mais de 20 anos atrás, hoje, o meu também marido, continua a respeitar e a apoiar o meu percurso que é muito mais do que se vê nos “palcos”. Os bastidores deles são de uma brutalidade inexplicável que só quem os vive sabe. E o meu companheiro de há 25 anos, sabe. Ele vive, e viveu, todos estes espaços e momentos comigo. Todos os altos e baixos. Para bem e para o mal. Talvez seja isso que é verdadeiramente um casamento. Na festa, precisamente há 18 anos atrás, dancei... e o...