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Mensagens

E assim, Dança após Dança...

Dia 1 Agosto completo mais um ano de vida. Quem me segue e conhece, sabe que gosto de celebrar este dia. Sempre, se possível, em família e nunca pode faltar o bolo de anos (my favorite cake). Para mim, o meu ano, começa verdadeiramente, não em Janeiro mas, assim que faço mais um ano. E, também quem me segue, sabe que gosto de fazer balanços e reflexões nesta altura. Porque, não vivo só para existir. E são estes "balanços anuais" que me servem como "estrela do norte" para não me perder no caminho da Vida. Se quisermos, nunca é só mais um ano que passou. Se quisermos E tivermos visão, percebemos que podemos, cada vez mais, tomar posse e dirigir com sabedoria esse caminho da Vida. Este foi o ano que tomei essa consciencia. Estou a meio da minha vida e só agora começo a ter A Lucidez. E com ela, vem certeza, confiança, uma estranha tranquilidade, paz. Talvez seja isto a que chamam maturidade... há quem também chame velhice... eu chamo autoconhecimento. Porque foi nisso ...

Então, o que basta?

Desde que me lembro, oiço dizer que, para dançar é preciso gostar mesmo. Ter Amor, Paixão pela Arte da Dança. Concordo. Cresci a ouvir isto. Mas, basta?...  Hoje, depois de tantos anos dedicados à Dança, eu acho - melhor, tenho a certeza - que não.  Então, o que basta?... Sinceramente?!... Tudo. Danço desde sempre. E desde sempre, o meu Amor pela Dança impulsionou-me a continuar. Foi assim com a minha primeira paixão: o ballet e que continuou para a Dança Oriental onde foi "Amor à primeira vista." Tal como num casamento, a paixão inicial transforma-se num Amor. Amor este que se tornou profundo, amadurecido e, também calejado.  Manter uma relação, não é fácil nem romântica como se idealiza, muito menos incondicional. É necessário esforço, dedicação, responsabilidade, sentido e condições. Definitivamente, só o Amor não basta. Na Dança, sinto que é igual. É uma relação entre a bailarina e a sua arte. Há que investir nesta relação para que o Amor - base fundamental SIM - não ...

O Palco II

No artigo anterior, expliquei como é importante a plataforma onde mostras a tua dança. Como O PALCO, independentemente da tua mestria, impacta a tua actuação. Ou consegue elevar ou pode condicionar. Com a experiência, aprendemos a lidar com todo o tipo de "palcos" que, infelizmente, o ideal do mesmo, não é aberto ou acessível a todos os bailarinos ou a todas as danças. Escrevi também que O Palco, quer queiras ou não, acaba por fazer uma triagem do espectador. E isso, também condiciona a tua actuação. A verdade, nua e crua, é que num evento ou numa ocasião, por mais  propício o ambiente seja à Dança Oriental - onde tu lindamente vais dançar, convidada ou contratada por quem promove o mesmo para enriquecer todo o evento e espaço - nem todos que assistem têm o desejo de te ver dançar. Simplesmente, nem estavam lá para isso em primeiro lugar. E está tudo bem.  É menos provável isso acontecer quando o espectador paga um bilhete para ir ver-te dançar em determinado espectáculo. Ind...

O Palco

Sempre me imaginei dançar em palcos grandes, dignos, com condições e com um público interessado. Para mim, esse é o lugar dos bailarinos. De todos os bailarinos. E de todas as danças. Rapidamente, assim que enveredei pela Dança Oriental, dei-me conta que, infelizmente, esse privilégio não era para todos, muito menos para todas as danças. Logo, nos primeiros tempos como profissional, senti desmérito até, algum desrespeito e muito preconceito pela Dança Oriental e por ser bailarina de D.O. Começando (e acabando) pela minha própria família, passando por muitos promotores de espectáculos e de eventos. Claro, ir para palcos "dignos" tornou-se tarefa: Missão Impossível. Obstinada como sou, sonhei levar a Dança Oriental para esses palcos. E, dando "o corpo às balas" e por minha conta e risco, consegui alguns. Hoje em dia, depois de muito trabalho trilhado, está mais acessível e há menos impedimentos onde as portas de boas salas de espectáculo estão mais recetivas, mas, ain...

Desenganei-me

Digo, desde sempre: A D. Oriental é para Todos mas, nem Todos são para a D. Oriental. O que achas?... Faz-te sentido? Aos longo dos anos, milhares de alunas já passaram pelas minhas aulas e pude perceber que todas, por uma razão ou outra, quiseram experimentar a magia da D.Oriental mas, poucas se mantinham. Percebia que havia uma motivação inicial que depois dessa "excitação" desaparecer, acabavam por ir embora. Faziam durante algum tempo, mas, mil e uma desculpas depois, desistiam... Honestamente, no início da minha carreira, achava que a culpa era minha. Que era eu que não conseguia ensinar ou motivar decentemente porque, na minha cabeça pensava: "como queres desistir de fazer esta dança? Como?!!" e culpava-me. No meu entender, esta dança era/é tão maravilhosa que, se desistiam, é porque não estava a fazer um bom trabalho como professora.  Hoje em dia, penso de maneira diferente. Percebi que, primeiro: o meu trabalho como professora de dança sempre foi - desde o p...

Feliz Ano Novo... Será?

Esta é a pergunta para um milhão... Por tradição (e necessidade) desejamos um Feliz Ano Novo, na esperança que esse novo seja melhor que o anterior. P or defeito, lembramo-nos mais do mau do ano que finda não dando muito valor ao bom que aconteceu. Como seres dramáticos que naturalmente somos, o secreto desejo desse "Feliz Ano Novo" é, sobretudo uma mensagem direcionada para a própria pessoa e, nada mais é que tentar apagar o péssimo por "artes mágicas" a ver se, finalmente, o milagre acontece. O difícil é saber qual é esse milagre que queremos para a nossa vida... se te perguntar, sabes qual é?... 2022, para mim, nem foi frio nem foi quente. Foi morno. E eu detesto coisas mornas. Coisas assim assim. Pela metade. Sem caracter. Personalidade. Que não me façam vibrar. Que não me queimem ou me gelem. Odeio os tons de cinzento. Para mim, ou é preto ou é branco. Preciso de sentir. O tudo ou nada. Sim, sou radical. Por isso, QUERO... não desejo... QUERO que o próx...

A Dança Oriental e a AutoEstima

 A Autoestima, é um tema complexo. Não sou psicóloga, nem coach, nem especialista mas, depois de duas décadas a lidar com (maioritariamente) milhares de mulheres, dá-me aqui alguma margem para expressar uma opinião. Acredito - até pelo que tenho observado da minha filha que acompanho desde o seu primeiro momento de vida - não nascemos com "autoestima". Somos uma "tela em branco" onde construímo-la desde o nosso primeiro minuto. Muitos são os factores que contribuem e muito se fala sobre o papel da Dança Oriental na nossa Autoestima. Desde que danço que oiço dizerem: "vem dançar que isso fará com que ganhes autoestima", como se de um milagre se tratasse. Será?! Como sempre, vou ser directa: Sabes o que é que a Dança Oriental faz pela tua Autoestima? NADA. Mas, é na maneira como que encaras a Dança Oriental que vai fazer toda a diferença. Vamos lá ver:  Não é por achares piada (porque ainda é vista por muitos como uma dança exótica e sensual) e aprenderes un...