Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

O meu maior critico: EU

Quantos são os dias que acordo, olho no espelho e acho-me a mulher mais feia do mundo? Muitos dias... Quantos vezes me acho gorda? Imensos dias... Quando é que depois de uma actuação me sinto bem com a mesma? Quase nunca... Sinto insegurança cada vez que vou dar uma aula? Sempre... Medo dos desafios? Em todos eles... Sinto-me corajosa a toda a hora? Claro que não... Julgo-me mais que os outros sobre mim própria? Infelizmente SIM... Dou muito crédito ao que pensam de mim? Não, mas dou crédito a mais do que penso de mim própria. AI SARA: CRESCE!!!!!! Por vezes acho que sou duas (ou mais) personalidades a viver num só corpo. Corpo este que estupidamente teimo, influenciada ou não, a pressionar para ser o que não é suposto ser. Ainda hoje, sendo um daqueles dias que me sentia a mais feia, a mais gorda, a mais desajeitada, levo com um "um murro na cara" quando vejo um documentário na tv sobre anorexia e bulimia. Vendo aquelas raparigas a, literalmente, matarem-se à fome porque...

Como Eu Gostaria...

A minha vida é pautada de constantes desafios que coloco a mim própria.  O último que me tem desafiado é: faço com que agrade ou faço com que ME agrade? Depois de mais de 10 anos a aprender, actuar e ensinar Dança Oriental tenho refletido muito que caminho seguir neste universo colorido, ambíguo, desafiante mas também cheio de superficialidade. Há muito que percebi que é agradando-me em primeiríssimo lugar que a minha dança irá "tocar" alguém e é seguir o que sinto que crio novos movimentos, mais autênticos e originais reinventado o que já existe. Ando à procura do MEU estilo. Mas, como é difícil... este caminho de entrega e desprendimento de tudo que é superficial. Neste último trabalho (master class e atuação na Convenção Aziza) deparei-me com duas situações possíveis: despejar uma coreografia moderna com  passos mirabolantes ou provocar as alunas e publico a refletirem sobre a dança e a evolução da mesma. A minha razão dizia-me: "é pá... vou agradá-las dando ...

O problema serei EU?

Cada vez mais me convenço que sou anormal. Sinceramente, ou eu estou a ficar maluca ou tudo à minha volta endoideceu e eu não estou a ser capaz de viver neste mundo. Só sei que já não tenho paciência para o absurdo de comentários que se fazem por tudo por nada , os (novos) falsos profetas que de repente invadiram os murais do facebook com frases supostamente inspiradoras, o ridículo de atitudes que vejo, o ser "chico esperto" do português, a incompetência generalizada que se instalou em Portugal, o comodismo de todos, o dramatismo que nós carregamos, etc...etc... Mas acho mesmo que o problema é meu! Senão vejamos: - só ganho dinheiro se trabalhar (literalmente); - nunca tive subsídios ou um contrato de trabalho (recibos verdes toda a minha vidinha com impostos como todos); - não tenho dívidas de cartão de crédito (e tenho casa, contas rotineiras e como como todos); - não acho piada ao natal (cada vez mais); - não com...

Workshop - ESPECIAL NATAL - 17 Dezembro

Workshop de   Dança Oriental para Crianças   na Dança Livre com Antecipe a prenda de Natal do seu filho e surpreenda-o com uma aula de Dança Oriental totalmente dedicada aos mais pequeninos (dos 4 aos 10 anos) Eles vão adorar! 10 Dezembro (sábado) – 10h30 às 12h Reserve já a inscrição: 10€ Dança Livre – Rua Marques de Fronteira, 76, Campolide geral@dancalivre.com 21 389  41 90 www.dancalivre.com

A Dança Oriental em Mim... VII

Ruth Porfírio, 27 anos, dança desde 2005 "A dança oriental em mim... é a verdadeira essência de mim própria que foi, vai, e continuará a ser desvendada, dia a dia, conquista a conquista, cada movimento que ensinamos ao corpo, cada movimento que o corpo emana per si, sem a censura que tanto nos castra...  É, foi, e continua a ser uma vitória constante. Cada aprendizagem, cada vez que relaxo e me entrego, que fecho os olhos e o corpo responde, sem a imposição do meu cérebro, "comandador" implacável, à melodia e ao ritmo, e que um sorriso transparece da minha cara, e de todo o corpo, sou feliz, sinto-me completa... É esta entrega recompensadora que me tornou mais mulher, mais confiante, mais consciente do meu corpo, da sua beleza, da sua capacidade e força, da sua fragilidade e do respeito que ele merece e exige. É a dança das mulheres. Dançada por nós, para nós, ou para quem o privilégio tiver de receber desta partilha, cujo nome reporta para o que nos é único e precioso...

A Dança Oriental em Mim... VI

Anonimo, dança há um mês Não sei muito bem como poderei explicar o efeito da "dança oriental em mim" porque simplesmente não a danço! Sinto-me a maior parte das vezes um automato, sem qualquer sentido de ritmo ou graciosidade. Mas, de vez em quando, em pequenos momentos - e sei que vais ficar surpreendida - sinto-me verdadeiramente bem! Não consigo explicar-te a sensação, mas há alguns segundos por aula onde me sinto confiante, sexy, descontraída. Faz sentido? Este ano foi bastante complicado para mim. A todos os níveis. Ultrapassei algo muito difícil, que acho - tenho a certeza, embora nunca a admita a ninguém - que me traumatizou. Fisicamente debilitou-me e deixou-me, como sabes, uma marca enorme. Pode parecer futilidade, mas custa-me ver-me assim. E isso, retirou-me a segurança, a confiança e fez-me ficar diferente. Talvez tenha ainda passado pouco tempo, mas sinto que perdi algo.  Dançar (ou tentar!) nas tuas aulas, restitui-me, mesmo que por momentos, o que eu era. Não...