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Mensagens

Desligar para Religar

Todos os anos eu tiro pelo menos uma semana para estar em contacto permanente com a natureza. Durante essa semana tiro a maquilhagem, brincos, anéis, deixo o sutiã de lado e só visto e calço o indispensável. Troco a casa de cimento por uma tenda, a cama pelo chão.Tento desligar o máximo de tempo possível (mas confesso que me custa) o telemóvel, o computador, a net. Nem me lembro que existe televisão muito menos sinto falta dela.  Se possível tento não ver pessoas. Isolo-me tendo só como companhia o meu marido (companheiro inseparável e aproveitamos para pôr o namoro em dia ;)), as arvores, os animais, o sol e o mar. Parece radical mas para mim tornou-se essencial. É um prazer, quase vicio, acampar no meu secret place, num dos meus locais preferidos do país - a costa alentejana. Assim é a forma que tenho de realmente desligar-me do mundo e concentrar-me em mim, relaxo e religo-me às raízes de que todos viemos. Relembro o que é i...

Benditas desilusões!

‎"Apesar das ruínas e da morte,                                                Onde sempre acabou cada ilusão, A força dos meus sonhos é tão forte, Que de tudo renasce a exaltação E nunca as minhas mãos ficam vazias" Sophia de Mello   Perto de completar mais um ano de vida, este poema resume o que foi o meu último. Como é fácil os sonhos se tornarem ilusões e quão perigosos são eles, pois não passam disso mesmo... ilusão que acaba em decepção. Por vezes as desilusões são tão grandes que dou por mim a pensar... "será que os meus sonhos são puras ilusões? Será que num sonho há ilusão ou é na ilusão que nasce um sonho?" Não tenho respostas. Uma coisa é certa, foi por sonhar que cheguei onde estou e é a continuar a sonhar que tenho força para não desistir e ser  mais uma "maria vai com as outras". É a sonhar que nasce a minha dança. É a sonhar que faz com que ...

Aulas Dança Oriental -Época Setembro 2011 / Julho 2012

Aulas de Dança Oriental   Dando continuidade ao sucesso que ao longo dos últimos anos tenho tido no ensino, dignificação e divulgação da Dança Oriental em Portugal, decidi para a próxima época (set. 2011/jul.2012) apostar na abertura de uma classe em Oeiras, para além das aulas que continuarei a leccionar em Lisboa. Estas aulas estarão abertas a todos que pretendem aprender dignamente a arte milenar que é a  Dança Oriental, através de um método de ensino próprio, único e eficaz , resultado dos largos anos de estudo e prática desta dança com centenas de alunos. Pavilhão Gimnodesportivo de Oeiras (no Jardim Municipal de Oeiras) Início a 7 Outubro Quartas – 21h às 22h Sextas – 20h30 às 22h Inscrições: 5€  (inscrições abertas a partir de Setembro) Mensalidade: 30€ (todos os alunos inscritos nesta classe terão 10% de desconto em todos os cursos e workshops organizados por Sara Naadirah) Informações e inscrições contacte: saranaadirah@gmail.com ou 914258256 E também ...

Porque adoro ensinar...

Para mim, ser professora de Dança Oriental é bem mais difícil de ser "só" bailarina. Eu sou os dois.  Assim, que comecei a dançar profissionalmente comecei também logo a ensinar... ensinar!... ao longo destes anos aprendi mais com as alunas que elas comigo. Já passaram por mim, centenas de alunas e posso dizer que foi em estúdios de dança, com elas (e alguns eles) que desenvolvi e cresci como bailarina solista que sou. Enquanto professora, tenho a máxima de realmente ensinar a dançar D.O. e não (só) passar coreografias,  o que seria bem mais fácil e poupava-me muita dor de cabeça. Este princípio,  faz com que exija de mim mas muito mais delas. Infelizmente, muitas não percebem a exigência não só física mas emocional e espiritual que tenho quando alguém vem aprender comigo, não aguentam e acabam por desistir. Outras simplesmente não se identificam com o meu estilo de dança (cada vez mais personalizado) e aulas que não são pré-el...

Choro...

Há momentos que só passam com uma boa crise de choro. Há situações por que passamos, que só o choro nos faz sentir menos desesperadas, menos infelizes.  Há quem diga que chorar é um acto de fraqueza, mas eu digo que mostra que somos humanos. Eu sou humana, passo por fraquezas, tristezas, decepções... e choro... muito. Quando choro aproximo-me do Divino. Comunico com Algo Superior na linguagem da Alma e, por artes mágicas, acalmo-me. Reforço-me. Para mim, as lágrimas são pequenos consolos quando nada nem ninguém nos pode valer. Choro quando sinto que a minha Alma precisa de gritar! É preferível ela desabafar que calá-la. Mil vezes chorar a retrair cada lágrima com depressões, com raiva, com álcool, com comprimidos, a fazer passar-me fome ou (o que mais acontece nos dias de hoje) a empanturrar-me de comida. Mil vezes prefiro chorar a retrair o que sinto, mil vezes falar a calar-me, mil vezes agir a fingir que está tudo bem. Não é fácil (para variar) mas pelo menos...

Sonho / Realidade

Eu passo muito tempo sozinha. Felizmente ou infelizmente (ainda estou a tentar perceber), não tenho o "privilégio" de estar constantemente rodeada de colegas de trabalho como a maioria das pessoas. Passo horas do dia sozinha embrenhada nos meus pensamentos.  Esta semana como não foi excepção, passei-a a filosofar no conceito Sonho.  De tempos a tempos, forço-me a recordar os Sonhos que tive e que tenho, para todos os aspectos da minha vida. Com isso, forço-me a não esquecer o que quero, mas principalmente o que sou. Ao recordá-los, reencontro o caminho. Foco-me. Estabeleço objectivos. Encorajo-me. Mas sobretudo, decepciono-me. Ultimamente, todos os meus Sonhos são como aqueles, que temos como quando estamos a  dormir. Aqueles que nos dão prazer, esperança, que nos estão a saber tão bem...mas que, derrepente, o despertador toca alto e feio a chamar-nos à Realidade. Acordamos desiludidos, afinal era só um Sonho... Assim tem sido a maior parte dos meus Sonhos,...

Depende de cada um de nós...

Depois de receber dezenas de comentários ao anterior post, deixo aqui esta mensagem para todas as bailarinas e bailarinos, que verdadeiramente lutam e se esforçam pela dignificação da Dança Oriental em Portugal (e no mundo).  Depende de cada um de nós: - exigir de nós próprios e não depender de ninguém; - nunca estagnar e ir sempre à procura e aprender mais e mais; - não ser cópia de ninguém procurando a nossa própria individualidade; - não ser uma Barbie, mas uma pessoa real com todas as suas belezas e "defeitos"; - ter força e não desmoronar à primeira ou ultima dificuldade; - exigir condições para podermos dançar dignamente, não se trata de sermos divas mas temos os direito de ter boas condições para trabalhar como qualquer outro profissional; - aceitar os desafios e ultrapassa-los dança a dança; - sermos inteligentes, a quelas que dançam seja onde for, para quem for, em que condições for e por uma esmola, não são bailarinas, são marionetas  da sua própria ...