Avançar para o conteúdo principal

O que te apetece fazer?

Esta é a pergunta que te faço: O que é que te apetece fazer?

Espera... Não respondas.... Reflete primeiro. A resposta não é imediata. Requer silencio. Porque num primeiro impulso não sabemos os que responder. 

Perceber o que realmente me apetece leva tempo. Exige horas de silêncio e outras de solidão. Porque não é na confusão que nos ouvimos. Não é na agitação que nos sentimos. Não é na expectativa que nos percebemos. Saber o que nos realmente apetece exige interiorização. Vontade. É uma viagem à nossa alma. À criança que ainda existe em nós, mas que foi silenciada. Essa criança espontânea, tinha vontades, descomplicava, criava, imaginava, sonhava. 

Quando tentas responder à pergunta, muitas das vezes, vais de encontro a essa criança. E lembras-te dos sonhos que tinhas. Todos eles estão lá. Basta acedê-los. E não. Não são patéticos, ilusórios, irreais. Isso foi o que te fizeram pensar. Mas esses sonhos são teus. As tuas vontades. Os teus pensamentos. Os teus sentimentos. E digo-te, por experiência própria que, para colocar em prática os nossos sonhos, só é necessária uma coisa: Coragem. De silenciar o barulho exterior. De não ter medo de falhar. De ir ao encontro da tua voz. De sermos a nossa melhor versão. Doa a quem doer. Porque a vida somos nós que a fazemos e essa criança que há em ti, agora, só depende de ti.




Comentários

Mensagens populares deste blogue

E assim Nasceu... uma MÃE.

Ela dorme profundamente. Está silencio e, só agora, passado oito meses desde o nascimento da minha filha é que consigo - FINALMENTE - sentar-me com calma ao computador e retomar o blog. Não escrevo desde Junho. Não consegui. Disse que o voltaria a fazer em Novembro passado... antes de ela nascer disse tanta coisa... pensei tanta coisa... e já se passou tanta coisa. Precisei de tempo. Tempo para criar alguma distancia e assim ter capacidade de raciocínio e destreza emocional para este post. É um texto que me é difícil, mas que me exigi escrevê-lo. Escrevo-o para mim, para recordar, arrumar pensamentos, acalmar sentimentos e para pôr em palavras como foi e como é esta minha nova vivência. Ao partilhá-lo espero que chegue ao coração de muitos e à alma de de quem é mãe. Eu demorei 36 anos a querer ter um filho. Nunca entendi o tal "relógio biológico a dar horas"(aliás, ainda hoje não percebo o que isso é) e desejo de engravidar. Muito pelo contrario! Fugia "a sete p...

O Primeiro Festival em Portugal...

Finalmente conseguiu-se realizar, graças á coragem de alguns, o 1º Festival Internacional de Dança Oriental em Portugal. O nosso país já merecia algo assim, e devo confessar que achei fantástica a iniciativa do qual me propus desde o inicio em colaborar. Realizar um projecto destes em Portugal não é difícil, é dificílimo!!! A ajuda por parte de entidades que podem disponibilizar espaços e condições técnicas não colabora em nada e se puderem ainda atrapalham. Só o facto de convidar "estrelas" internacionais a vir cá dar show e workshops é de uma responsabilidade e de um encargo financeiro enorme. Se corresse mal, o nosso país e as organizadoras ficariam com o nome manchado... dá para imaginar... Por isso é de louvar o trabalho que a Filipa e a Cris desenvolveram e acho que foi importantíssimo ter havido este primeiro festival, semelhante ao que acontece internacionalmente, os amantes da Dança Oriental em Portugal precisam de alargar os seus horizontes e ver os diferentes estil...

Mais um ano a ensinar...

Ser bailarina não é só dançar, é também passar os seus conhecimentos a alguém que tem o desejo de aprender. Desde que comecei a minha carreira como bailarina que comecei logo a ensinar, e durante estes últimos sete anos, passaram por mim centenas de alunas (e uns alunos), proporcionando-me uma contra-aprendizagem, que direi... no mínimo... interessante e complexa. Dar aulas é tão ou mais desafiante que ter de dançar publicamente. Conseguir transmitir esta Arte não é tarefa fácil mas é extremamente compensador! Para mim, ver uma aluna a "crescer" na dança, é como um pouco ver um filho crescendo... e é com orgulho que as vejo a "gatinhar", dar os "primeiros passos" e depressa começam a "correr"! Normalmente divido-as em duas categorias: as especiais e as de passagem. Estas categorias não têm a haver com o grau de aprendizagem, mas sim com a intensidade, dedicação e objectivo com que querem aprender. As "especiais" são aquelas que realme...