Avançar para o conteúdo principal

Lições de Vida e de Dança IX - Saber Parar e Celebrar as Vitórias

A Vida é implacável quer a ensinar-nos, quer a proteger-nos, grande parte das vezes de nós próprios.
Ela (VIDA) através de uma sabedoria superior, obriga-nos (contra a nossa teimosa vontade mas para nosso bem) a PARAR.
Saber ler os sinais que ela nos dá e SABER PARAR para reflectir em novos caminhos é algo que tenho aprendido nos últimos dois anos da minha vida e carreira. Não dá para estar sempre em estado de fogo. Há que abrandar, esperar, estar, relaxar, silenciar e... CELEBRAR.
Celebrar a Vida, Vitórias, Conquistas, Amores é algo que nunca fiz... estranho. Nos últimos 10 anos estive sempre em estado de alerta máximo, conquistando, fazendo, provando, mexendo, inventando e sonhando mas nunca celebrando. Nunca me o permiti. Talvez por achar que não merecia ou porque acho que ainda não vou nem a meio caminho daquilo que quero.
Mas, nos últimos tempos obriguei-me a parar - a Vida assim o quis - e todo o fogo que antes estava sempre lume máximo, baixou. Não se apagou, mas acalmou. Dessa forma, consegui, talvez pela primeira vez em 10 anos, respirar fundo e olhar sobre o ombro para trás e VER o que já fiz.
Sim, fiz tanta coisa mas desfrutei pouco de cada uma... Parar e Celebrar, novidade para mim...

Deixo aqui algumas imagens da minha DESAFIANTE, ESCOLHIDA e ORGULHOSA jornada... desde centenas de aulas e workshops que já leccionei a centenas de alunas, desde o mais variadíssimo publico que já me viu dançar em - também - centenas de actuações realizadas em espectáculos e eventos, passando pelas minhas viagens à escrita da minha experiência como bailarina e ser humano num blog criado para o efeito fico... orgulhosa da minha VIDA, das minhas iniciativas, da minha criatividade e força. 
GRATA é a palavra certa. Pelas pessoas que passaram por mim, pelas dificuldades que me fizeram amadurecer, pela minha autenticidade que fiz sempre questão de preservar. 
Rendida à essência que descobri da Dança Oriental que moldou a mulher que sou hoje, tanto no palco como nos bastidores.
Espantada pela originalidade e pela visão diferente que tenho na minha dança e vida, trilhadas a pulso, enfrentando os meus próprios demonios numa batalha solitária.
Muito Grata...








































Comentários

  1. Sara querida, muito me orgulho de fazer parte da tua vida. Tens um lugar de ouro no meu coração. Bem hajas, hoje e sempre! margarida

    ResponderEliminar
  2. Também no meu. Foi contigo que comecei a dançar. És linda Sara. um grande beijinho para ti.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula36

 Querido Diário, E “just like that” entrei em contagem decrescente para o final desta época lectiva. Aconteceu a antepenúltima aula e senti nela um acumular de todos estes meses. Acusei já algum cansaço e nas alunas também. Completamente normal para esta altura do ano. Confesso que, mais do que descansar, preciso de sair da minha rotina. Não ter horários nem compromissos. Preciso de me afastar. De acalmar. Acho que a sensação é geral. Já temos os meses de Verão programados e só já pensamos em praia, mar e boa comida. Pelo menos, é o que eu penso. Mas, há que finalizar. Há que terminar com o mesmo cuidado com que se começou e assim, estas últimas aulas são descontraídas, mas autenticas. Leves, mas com rigor. Vai-se com preguiça, mas sai-se com o sentido de “dever cumprido”. Porque, acredito no que sempre ouvi: o mais importante não é como se começa, mas  como acaba. No Palco e na Vida.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula37

 Querido Diário, Penúltima aula. Com muito, muito, muito calor. Confesso que gosto de calor mas, não este calor que se fez sentir. Dançar nestas temperaturas é, para mim... doloroso. Mas, não é a primeira vez e, não será a última. Já passei por ensaios e espectáculos em condições de temperatura semelhantes e, aqui estou. Porque na verdade, nunca temos as condições ideais. Há sempre algo que nos faz apetecer recuar ou ter a desculpa perfeita para desistir. Como sempre digo, há que contrariar e, pela minha experiência, criar - grande parte das vezes - as condições. E assim, a #aula37 acontece. E, como todas as outras desta época lectiva, foram criadas as condições.   Não as ideais, mas as possíveis para que a minha visão e método de Dança Oriental fosse continuado.   E continuou. Que se refletiu nesta aula. E, mais do que tudo, refletiu-se vontade e dedicação. Também, grande parte das vezes, são só estas as condições que bastam.

Diário de Uma Professora de Dança Oriental - #aula32

 Querido Diário, E chegámos ao final do mês de Maio e a #aula32 acontece numa data muito particular para mim... Foi o dia que comemorei 18 anos de casamento. Sim. 18 anos. Enquanto dava a aula - online, no meu estúdio em casa - o meu marido cuidava e, preparava algo especial e diferente para nós usufruirmos depois da aula terminar e a filhota dormir. A presença e o incentivo por quem nos conhece e acompanha é fundamental no sucesso de quem escolhe uma vida artística. De uma maneira diferente de há mais de 20 anos atrás, hoje, o meu também marido, continua a respeitar e a apoiar o meu percurso que é muito mais do que se vê nos “palcos”. Os bastidores deles são de uma brutalidade inexplicável que só quem os vive sabe. E o meu companheiro de há 25 anos, sabe. Ele vive, e viveu, todos estes espaços e momentos comigo. Todos os altos e baixos. Para bem e para o mal. Talvez seja isso que é verdadeiramente um casamento. Na festa, precisamente há 18 anos atrás, dancei... e o...